quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Um erro, duas medidas


O adultério, defendido por um passado em que predominavam relações polígamas em todos viviam em perfeita harmonia, muito recentemente ganhou um outro rótulo: a Casa 2. Contudo, neste novo figurino, de pulada de cerca, a cohabitação entre as vertentes desse triângulo nem sempre é consensual como fora outrora.


Se para os homens é uma mais-valia, são novos ares, novos sabores, novo alento em contrapartida para as esposas essa atitude representa um knock out na sua auto-estima e estabilidade psicológica, física e social. Geralmente, diante da constatação de que existe uma Casa 2, a mulher é literalmente forçada a conviver com essa situação.


A família, no sentido mais alargado, geralmente chamada para colaborar na resolução desse imbróglio, problema exclusivo da mulher pois ao homem só traz beneficios nas carências que a mulher não consegue suprir, é a primeira a solicitar que esta perdoe o erro do seu homem “pois ele é homem”.


Em casos mais extremos, tanto a familia, como o próprio “saltador” colocam a mulher na berlinda ao imporem que diante dos factos ela aceite conviver pacificamente com o novo cenário de vida à 3. Contudo, se por alguma razão o “pulador” é a mulher outro tratamento não há do que um Ra, Re, Ri, Ro, Rua! Traição femenina não tem perdão?

7 comentários:

Yndongah disse...

Bem tirada mana,
Acho até que foste “light” no teu post, o fenómeno casa 2 está a ganhar proporções assustadoras, hoje o triângulo está torna-se algo normal, não interessa a faixa etária, conheço jovens que levam essa vida, e tudo as claras.

Mas é preciso olharmos para os 3 vértices desse triângulo, e analisarmos quais as motivações .
Poderiamos perguntar o que leva o homem a doptar uma casa 2? Sera que a relação começa e vai prosseguindo até ele parar e tomar tal decisão ou nem se dá conta, de repente vê-se lá, encurralado, com filhos etc?

No outro vértice temos a “outra” que também começa a relação sabendo que o homem é comprometido, não sei com que aspirações, vai rolando até ao dia em que diz : Sim eu aceito ser a 2a esposa, o que estará por detrás disso? Estará ela conformada do tipo “mais vale um passaro…..”? Ou tudo é em nome do fogo que arde sem se ver, a ferida que dói e não se sente?

Finalmente no outro vértice temos a esposa que logo a primeira me parece a vítima, pois sofre pela existência de uma segunda, luta com todas as armas que pode para manter o “trono” mas de pois chega a decisão que sim eu aceito ser a 1a esposa, ou seja consinto ter uma irmã, uma mana como se diz por aí….

Infelizmente, por culpa da natureza(?) o adultério só é socialmente aceite quando é o homem a praticá-lo, para eles a dor da traição é insuportável, entretanto diante do mesmo facto as mulheres já sentem menos(eish)…

Ximbitane disse...

Irmã, ando num momento tão bad que tudo so pode ser light. Na verdade, este post foi parido a cesariana por razões que bem conheces. Espero me reencontrar em breve e voltar com toda energia. De momento, tou down!

Julio Mutisse disse...

Definitivamente traicao feminina nao tem perdao... para homem que eh homem e que quer manter a auto-estima heheheh. Mas nao tem.

Querida parte de um simples principio: eu salto o murro a sociedade nao me condena do mesmo jeito que condenaria a sua pulada descoberta...

Ximbitane disse...

Pois é Mutisse, é justamente essa a essência do post. Se mulher não tem perdão, homem também não pois, em principio, homem trai a mulher com mulher. Chatice!

Anónimo disse...

A maioria dos homens são machistas, mas também existem muitas mulheres que são feministas, mas estas são em menor número.
Acho que entre homem e mulher deveria de haver mais cumplicidade e um trabalho em equipe, não para provar algo, ou para competirem um contra o outro, mas para trabalharem em conjunto em direcção a um objectivo comum: felicidade de ambos, da família e construção de uma sociedade equilibrada.
Traição é sempre traição, independentemente da parte feminina ou masculina, e a sociedade deveria de condenar e apoiar a parte lesada.
Casamento é algo sério, quem não está preparado ou não quer abrir mão da sua liberdade, nunca deveria de dar tal passo, então poderia andar no 'messing around' à vontade.
As mulheres deveriam de ser mais unidas, mais solidárias, pois quem quer ser a mulher No. 2 ou pertencer à casa 2? Devemos de ter mais auto-estima, valorizarmo-nos, pensarmos que somos importantes e que merecemos o melhor. Porque haveremos de querer o homem de outra? Porque devemos de optar por raia miúda quando podemos ter um lindo golfinho? Não existe muito peixe no oceano? O que ele faz à outra, também nos fará a nós. Haveria menos infidelidade se as mulheres se recusassem a ter sexo com homens casados ou com companheiras.
Claro que esta é só a minha opinião pessoal e não é minha intenção ofender ninguém.
Beijinhos!
Maria Helena

Ximbitane disse...

Clap, clap, clap, Maria Helena falou e disse! Assino embaixo

Chacate Joaquim disse...

Manas,

É pá!... o HOMEM tem capacidade de mudar a natureza mas esta realidade é mesmo difícil. Quanto à opinião da Mary, lamentamos o teor anárquico que se reveste porque isso não se difere do que assisto nos cabritos e outros animais irracionais onde a fêmea se encarrega pelos machos do curral não importa o número.

Num outro estremo para o caso vertente de Moçambique por que não se levanta hipóteses ao nível cultural e demográfico?