sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Boas Festas !

Amigos e visitantes,

Ao longo do curto mas intenso tempo que existimos na blogosfera como Vasikate va Moçambique, fizemos amizades que guardamos com muito carinho. Caminhamos rapidamente para o fim de um longo ano recheado de vitórias e derrotas, bons e maus momentos.

Para nós, Vasikate, Avid, Mitumwane, Yndongah e Ximbitane, este ano foi o da realização, não de um sonho, mas da fé e da esperança de que com as nossas palavras, sentimentos e vivências, individuais ou colectivas, é possivel fazer algo de e para a Mulher.

Agradecemos a cada um de vocês, em particular os habitués do Vasikate va Moçambique, pelo carinho e colaboração em ideias e pensamentos que enriqueceram os debates e, esperamos francamente, novas formas de pensar.

Feliz Natal e Prospero Ano Novo
Bem hajam todos!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Farmacia ambulante


O ano corre a passos largos para o seu fim e brevemente, muitos partirão em merecidas férias. Alguns, com alguma possibilidade e quiça sorte, poderão sair da lufa-lufa habitual, da cidade de Maputo, por exemplo, e se deslocar, dependendo das opções e possibilidades de cada um, quer para o campo ou para outra cidade.

Uma viagem, é sempre benvinda, mas, para além do preparo da mala, que deve ter em conta o clima e ambiente social para o qual vamos, da preocupação com as plantas, com o cachorro (para quem o tem e que com els não pode viajar), com a flat, etc., há que ter outros cuidados pois a velha máxima antes prevenir do que remediar, vale sempre.

Este ditado, faz recordar uma experiência de 10 anos atrás. Apesar de ter passado parte da infância no campo, nunca tinha tido o azar de ser “lambida” por uma lagarta peluda, que habita em arvóres, mabasso como chamamos, que à semelhança da vulgo garrafa-azul, na praia, ao passar pela pele provoca um acomichão infernal de fazer até chorar um homem de barba rija.

Na altura, a unidade sanitária mais próxima encontrava-se a 60 km, o que aumentava o meu desespero pessoal e dos que estavam próximo. Os experientes e sábios propunham mezinhas que não surtiam efeito para desespero de todos. A alergia, provocada pela passagem do bicho no pescoço, alastrava-se e a salvação veio de uma tia, doente crónica a quem chamamos, e com razão, farmácia ambulante, que facultou um antialérgico.

Durante a viagem e no local de destino, deve ter especial atenção com a qualidade e quantidade de água que consome e, claro, com a exposição ao sol (insoloração). Por força dos ambientes fechados nos nossos locais de trabalho, ainda que habituados ou lembrados dos longos períodos de exposição ao sol, brincando ou jogando, a nossa pele não tolera certos excessos.

Se viaja com crianças, especial e redobrada atenção deverá ter para além de que deve contar com imprevistos. Um antialérgico infantil, sais de hidratação oral (SRO) de preferência sem sabor, e se a criança tem crises frequentes, os habituais medicamentos que o ajudam nesses momentos devem constar da sua farmácia ambulante.

Desaconselha-se o uso de medicamentos, sem a devida prescrição médica, aliás recomenda-se que se procure sempre por orientação médica, mas há momentos em um paracetamol faz toda a diferença e, recomenda-se.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Mulheres e saltos altos

Como será possível alguém equilibrar-se assim? Os únicos homens que conheço que conseguem andar uns palmos acima do nível da terra trabalham em circos e são muito bem pagos para isso. Qualquer ser humano, que não depile as pernas e que saiba ler mapa de estradas, entraria, ao colocar-se em semelhantes andaimes, numa urgência hospitalar com 1 desvio de coluna, 3 traumatismos no cóccix e ainda uma luxação no tornozelo.
Mas elas não! Riem-se, cruzam as pernas e aviam os últimos dossiers, como quem come camarões com cerveja numa tarde ensolarada em Inhaca, depois terem palmilhados quase uma meia-maratona à procura da blusinha caqui que tão bem vai combinar com aqueles benditos sapatos.”

( Comentário encontrado na net sobre as mulheres e seus adorados saltos altos)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Depois do parto (2)


....O corpo

"Se u khoswiiiile awahaswitivi
leswi unga mu kumisa swone
A vele laaaakwe nalaha nyimile kwaaatsi
eh papai wa mina
kambi namuntla wa nhenhentsa!"(Alfredo Mulhui)


(Já te esqueceste, já não te recordas
como a conheceste
de seios firmes
oh meu pai
mas hoje ela já perdeu a graça)


Engane-se que pensa que começou com Lizah James (nuna wa mina anga koni, lepswi ninga kuluca anga ni djuli), já Alfredo Mulhui, cantor de renome no panorama de música ligeira moçambicana, cantava em suas baladas a postura dos homens em relação ao aspecto físico de suas companheiras, resultante das ‘naturais’ alterações ocorridas durante a gestação e nao só.

Durante a gravidez ocorrem alterações no corpo da mulher: A barriga cresce, o peito aumenta/cai, o corpo fica flácido enfim, sendo que depois do parto, recuperar a forma, nos dias de hoje, em alguns contextos e para certo tipo de mulher passou a ser uma prioridade.

Em média, durante a gravidez, a mulher aumenta entre 12 e 16 quilos e, no dia do parto, perde cerca de 6kg. Onde cerca 3kg são do bebé (atendendo que tenha um peso normal), cerca de 1.5kg são da placeta (membrana de envolve a água) e a própria água (líquido amniótico), finalmente cerca de 600g perdem–se com a hemorragia etc. E o resto? Como eliminar?

Não é toda mulher que consegue uma recuperação célere como a da Neyma... já vai na segunda cesariana e está com um corpitxo au point-bem, não sei a custa de quê, mas que está linda lá isso está!

O ideial seria que no primeiro ano após o nascimento do bebé, a mãe consiga voltar ao que era antes, porém nem sempre esse retorno ocorre, havendo até casos em que o peso aumenta, pois, o facto de estar a amamentar faz com que ela opte ou lhe seja recomendada uma dieta calórica de acordo com a sua realidade.

A pressão exercida pela sociedade, pelos maridos, amigos e colegas de trabalho nalguns casos ou por elas próprias entre outras, são as causas que fazem com que muitas mulheres clamem por uma recuperação rápida.


A recuperacao é importante nao só pela estética, como também por questões de saúde mesmo, penso que todos sabemos que o peso excessivo pode criar
outro tipo de complicacoes na saúde e não só.

Nao estou aqui a defender que existe um formato ideal/standard de corpo para toda a mulher, aliás, é importante salientar que para uma mãe, perder peso em pouco tempo tanto pode implicar a redução da qualidade do leite de peito, como a suspensão da amamentação, expondo assim os bebés a certos riscos.

Mais ainda, algo que muitas mulheres e homens não sabem, ou ignoram, é que a
amamentação não só é uma forma de alimentação vital para o bebé como nos primeiros seis meses após o parto, se a nutriz (mãe) estiver amamentando exclusivamente e não menstruar, a chance de engravidar é de apenas 0,5 a 2%, logo, é mais do que recomendável.

Portanto, deixo aqui o meu apelo aos homens, para que dêm um “toque” as companheiras sim, mas de forma carinhosa, evitem comentários redutores do tipo “hiiii tás muito gorda, enorme, não ficou um bebe ai???
Há quem diga que as mulheres tornam-se mais sexys depois de serem mães, eu concordo!

Ahh, não posso deixar de extender o apelo p’ras vasikates, principalmente as que costumam dizer “xiii amiga assim não dá faça qualquer coisa, vao te fugir lá em casa”.... O pós parto, nalguns casos, é um momento de muitas dúvidas na cabeça da mulher e, uma delas, é o medo de não poder voltar a ter a mesma aparência de antes.

Para o bem de toda família, é recomendável que depois do 1º. ano as mamãs começem a preocupar-se em resgatar os contornos de antes da gestação!

domingo, 7 de dezembro de 2008

Para refrescar


Nestes dias quentes nada melhor que agraciar a família com uma sobremesa bem deliciosa e fresquinha, como sempre simples de preparar.

Ingredientes

1 ananás
500 ml de natas frescas
½ lata de leite
Castanhas trituradas para decorar

Preparação

1º. Descasque o ananás, corte-o ao comprido em tiras finas e reserve,
2º. Bata as natas até ficarem firmes e vá adicionando o leite em fio, envolva muito bem,
3º. Numa tigela disponha, as camadas começe pelo creme, de seguida ananás e termine com o creme,
4º Decore com ananás e a castanha triturada, leve a geleira por cerca de 1h, sirva fresco e bom apetite!

PS:Junte ao preparado o sumo que sair ao cortar o ananás.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Ser a "outra"



Eu sou a outra
Aquela que todos condenam
Que ao meu lado ele é feliz
Que tudo o que eu fiz, nunca falam
Se limitam a ofender-me
Lutam para me destruir
Meus sentimentos ignoram
Os meus olhos sempre choram
Na rua me chamam nomes
Trambiqueira, interesseira
Já dizem que eu não te amo
Que te engano com outros homens
Eu choro, eu choro
Minha mãe não me fala mais
Meus irmãos estou a perder
Eu choro, eu choro
Minha familia eu sacrifiquei
Por ti, meu grande, amor
(...)
Desculpem, sou eu
Eu sou a outra
Também mereço, ser feliz
Oh, meu Senhor, ai ai ai
Também mereço, ser feliz
Eu mereço ser feliz!

Eu sou a outra, by Matias Damásio


Ultimamente, na nossa sociedade, ter outra, pelo reconhecimento/aceitação das familias, logo das forças da vivas da sociedade, faz com que uma amante adquira um estatuto. Ser e ter amante perdeu muito do mítico peso que tinha como segredo. Hoje, interpretado como factor indicador de elevada masculinidade, ao contrário do que deveria ser, o homem adúltero é vangloriado.

No entanto, esta mais-valia, de ter amante, não é vista com a mesma dimensão se se tratar de uma mulher: nesse caso, logo, os bois são chamados pelos seus nomes próprios. Engraçado é que perante casos destes, mais do que nunca, a igualidade de direitos entre homens e mulheres é arrogantemente rejeitada pois “homem não pode carregar chifres, apenas montar um par deles”.

A cena clássica do homem casado prometendo para a amante que largará a esposa é a regra eterna desse jogo que raramente ou tardiamente acaba em separação ou divórcio, o que não impede que o caso extraconjugal continue. Apesar de não gostarem de ser a outra, muitas mulheres mantêm o relacionamento por vários motivos, como baixa auto-estima, interesse financeiro, esperança de que o amado se separe da esposa e, principalmente, pelo forte sentimento nutrido pelo parceiro.

Neste imbróglio, há que diferenciar as diferentes outras: a outra "vite fait" e a outra fixa. A outra "vite fait", traduzido rapidinha, serve apenas para satisfazer a libido masculina e aquelas fantasias que em casa são consideradas aberrações ou taras. Esta outra, muitas vezes, faz desse seu papel uma forma de lucrar algum e tem outro relacionamento para compensar o lado emocional.

A outra, a fixa designada, entre nós, Casa 2, é alguém que tendo começado como vite fait, acaba criando raízes sendo por isso merecedora de um relacionamento não só libidinoso como também afectivo. Muitas vezes, sendo que está é considerada segunda esposa, pelo homem, dessa relação surgem rebentos e o estatuto de Casa 2 cimenta-se com betão.

Muitas mulheres, embarcam nessa aventura com pleno conhecimento de causa, algumas até o fazem de propósito. Algumas justificam a sua participação neste tipo de relacionamento alegando que “há pouco ou quase nenhum macho à solta na praça”. Também há aquela velha máxima de que, em termos estatisticos, em Moçambique, “n” mulheres estão para um homem.

As esclarecidas ou que que já passaram por algum casamento, desempenham sem remorsos o papel de outra, pois nesse tipo de relacionamento dispensam a parte ruim do casamento, como cobranças e discussões. O factor “não compromisso”, não precisar dar satisfação e mesmo assim estar acompanhada do homem de quem gosta, são vantagens que elas teimam em acreditar plausiveis.

No entanto, há outras mulheres que desempenham esse papel, da outra, sem o saberem. Algumas vezes, por força da constante convivência com o amado, chegam a conhecer a família deste e levam muito tempo a descobrir a fria em que se meteram pois ninguém as alerta. No momento da descoberta, ficam decepcionadas e apenas dois rumos lhe restam seguir: continuar ou parar?

Muitas vezes, quando a decisão é a de continuar, há que tudo fazer para garantir que a caça se torne só sua sendo que “o golpe da barriga” tem sido e continua a ser a maior e melhor arma usada nesse momento. Se a munição não é suficiente, estas não se coibem sequer de se dar a conhecer à Casa 1. Tudo com o objectivo de mudar de estatuto de “a outra” para “a própria”!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Salve-se quem puder!


Como diria Mandela: “Não existe medo mais profundo do que sermos inadequados”. Concordo. Por isso hoje vou falar dos homens (ai ai…). Cada vez mais nos encontramos no mesmo universo. Homens e mulheres. Temos quase as mesmas tarefas. Profissões. Frequentamos os mesmos salões de beleza. Discutimos os mesmos assuntos como futebol, Fórmula 1, a eleição do Obama, as tendências de moda da nova estação e tal e tal… Nem sempre foi assim….

Era uma vez um menino que se transformou em homem sabendo que não podia chorar, quanto mais mulheres conquistasse mais a sua masculinidade é afirmada, um homem que só entra na cozinha para abrir a geleira e é dono e senhor do remoto control da Tv da sala. Alôôô… falo de um espécie em vias de extinção??? Precisamos salvar “esse” homem??

No meu ponto de vista o homem anda meio perdido entre o que lhe pertence pelo gene e o que lhe foi adicionado pelos séculos de luta feminina na busca de uma igualdade, melhor de uma similaridade. Encontro cada vez mais o tic tac do tempo levando essa “raça” a deriva… Quase que de forma sádica assisto de camarote essas mudanças. Vejo homens que choram, que escrevem com alma feminina, que namoram o jazz com mestria, que fazem um macarrão a bolonhesa espectacular, embalam o sono dos seus filhos e são cada vez mais habeis em dizer que a conta do café é para ser dividida (confesso… odeio essa parte). Precisamos salvar “esse” homem??

Pensando se seria necessario um verdadeiro resgate a essas pobres almas. Me pergunto: A quem caberia essa tarefa de salvar o homem? Melhor… deixem-me lá reformular a pergunta: A quem interessaria essa tarefa? Existe uma necessidade urgente para tal trabalho fora de horas ou deixamos que os mesmos se reformulem em teses e psicanalises pós-freudianas de suas próprias redescobertas? Se o facto dos homens se terem sentido poderosos além da medida também lhes ensinara a galgar por esses papeis tão mais pequenos do que aquilo que o inicio da humanidade lhes propôs?

Dizem os mestres que é preciso morrer para voltar a nascer. Deve também ser preciso enterrar o homem velho para nascer do pó das metamorfoses um novo homem. Precisamos salvar “esse” homem??

Digam-me lá meninos… com toda sinceridade, será que os homens entendem a permissão para se curvarem aos novos tempos? Ou bem lá no fundo ainda preferem ser um mastro de recordações daquilo que foram os seus avôs? Conseguem os homens viver as suas vidas de acordo com o que querem, sendo apenas “pessoa” sem deixar que as sua masculinidade determine as suas vidas?
Digam-me lá meninas… Precisamos salvar “esse” homem??

domingo, 30 de novembro de 2008

Retrospectiva de Novembro



Parece que se tornou moda, mas é pura coincidência, uma vez mais tivemos motivos para fazer mais um balanço com lembranças de alegria: no dia 15 de Novembro, Yndongah, celebrou mais um aniversário natalicio. Para sua surpresa, foi agraciada com inúmeros votos de longa vida dos amigos do Vasikate e, estranhamente, nenhum perguntou quantos anos ela fazia!

Ainda nesse mês, a Avid, que à sua entrada, na banda das Vasikate, já tinha levantado poeira e aguçado vorazes apetites, confessou-se “n’sikate doidinha” tendo-nos brindado com posts ligths, cheios de humor e muito reflexivos, isto se comparado ao seu habitual cardápio picante nos Momentos de Vida.

Acima de tudo tiveram lugar, em Novembro, acesas discussões sobre assuntos que, curiosamente, são menosprezados em momentos quentes talvez porque se são usados habilmente escondidos de olhares públicos: o soutien e o preservativo feminino que nos fizeram conhecer um novo amigo, o Emidio Gune.

Quando parecia que o mês ia acabar tranquilo, eis que a aniversariente de fresco nos sacode com um post com teor delicado, para muitas mulheres e suas familias, e que nos deu a conhecer experiências pós-parto sendo que a da Nini, uma n’sikate que esperamos que tenha vindo para ficar (fica sim, é xibalo!) e da n’sikate doidinha, carimbaram a pertinência do tema.

Eis-nos pois no inicio da última curva do ano, que esperamos que seja gloriosa para nós vasikate, nossos amigos e visitantes.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

NÃO à violência contra mulheres!



A história da Ana

Nos primeiros anos de casados vivia bem com o meu marido. Aos poucos ele foi mudando. Discutia comigo por tudo e por nada. Pensei que era devido à falta de dinheiro. Nunca soube quanto ele ganhava mas arranjei uma banca no mercado para ajudar nas despesas da casa. As coisas melhoraram um pouco, mas depois passou a bater-me e proibiu-me de vender.

Hoje nem me deixa sair de casa. Sinto-me abusada porque fico fechada em casa à espera da ajuda dele. Mas ele já não faz nada por mim. Diz que não vale a pena confiar numa mulher preguiçosa e gastadora.

Sinto-me sozinha, uma prisioneira que sofre e que não tem voz na própria casa. Já não consigo discutir com ele e por vezes sinto-me tão triste a ponto de ter vontade de morrer, pois o meu marido está a matar-me aos poucos!” in N’weti (1ª edição 2008, Conversando é que a gente se entende, p. 17)

A violência doméstica é um circulo vicioso e pode variar na sua expressão até chegar ao seu extremo ou ao ponto do que se plasma chamar violência doméstica, a fase da agressão fisica! Numa primeira fase, a tensão acumula-se no homem, pouco depois, o caos se instala e, diante dos estragos, vem o arrependimento e com ele as pazes são refeitas.

Ao contrário do que muitos pensam, a violência contra a mulher, pode se expressar de variadas formas que não aquela que é a mais comum, a violência fisica. Pode ser verbal (insultos e outras palavras que minam a auto-estima da mulher) ou económica (não permitindo o homem que a mulher desenvolva alguma actividade de geração de rendimento).

Há também a violência social (onde o homem proibe a sua mulher de conviver com as pessoas, incluindo sua própria familia), violência sexual (que resume qualquer forma de contacto sexual não desejado pela mulher) e a violência psicológica e/ou emocional (humilhações, ameaças, insultos e outros).

É verdade que alguns homens são também alvo de violência doméstica, mas as mulheres são, sem sombra de dúvida, as que mais sofrem com ela pelo que a Assembleia das Nações Unidas fixou o 25 de Novembro como o dia Internacional para a eliminação da violência contra a mulher. Mas também, nao é menos verdade que tantos outros homens lutam pela NAO violencia contra as mulheres!


domingo, 23 de novembro de 2008

Arroz de vegetais


Depois de algumas semanas desaparecida eis me aqui de volta para vos apresentar mais uma sugestão.Hoje vamos preparar um arroz de vegetais, como sempre muito simples vejamos:

Ingredientes

350g de arroz, 5 colheres de sopa de azeite,1 cebola grande picada, milho (de 2 maçarocas), 150g de feijão verde 2 cenouras, ½ lata de ervilhas,sal qb,

Preparação:
1.Corte a cenoura e o feijão verde em cubos, ponha a cozer juntamente com o milho, escorra e reserve.
2. Aqueça o azeite, junte a cebola e deixe aloirar de seguida junte o arroz e deixe fritar, a seguir deite a água fervida e o sal. Quando estiver cozido retire o arroz do lume e junte os vegetais ja cozidos.

Nota: Se quiser acrescente ao arroz passas de uva seca, previamente demolhadas durante 2 horas.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Depois do parto (1)

Sexualidade (A)


Depois do parto tudo muda na vida familiar, especialmente na da mulher: por um lado há a amamentação, os cuidados com o bebé, as noites sem dormir,acompanhadas muitas dúvidas que diminuem a vontade de retomar a actividade sexual devido, por exemplo, o medo da dor. Além disso, quando a mulher amamenta, ela aumenta a produção de um hormonio chamado prolactina, que é responsável pela produção de leite materno, e que por sua vez faz cair a produção de testosterona na mulher, este último responsável pelo desejo sexual.

Por sua parte, o marido ou companheiro, com o tempo, fica ansioso por uma noite de sexo enquanto que a sua cara metade está totalmente sintonizada no bebé, e por isso nem lhe passa cartão, chegando ao extremo de o achar insensível e logo surge a indagação, por vezes silenciosa e outras aos gritos: “Não pensas em mais nada?”

Nestes casos, o marido é quem deve equilibrar a situação, evitando que a mulher fique obcecada pelo seu papel de mãe, esquecendo-se dos deveres matrimoniais. A “pressão” do marido, quando exercida de forma carinhosa, é benéfica, pois ajuda a resgatar na esposa a mulher-esposa sem excluir a mulher-mãe, afinal o mundo não é apenas o bebé. Mas, atenção, o sexo não é só uma questão física mas também psicológica, e nesse sentido a mulher pode demorar mais a "estar pronta".

Mas a grande questao é "Quanto tempo de resguardo deve haver para a retomada da vida sexual após o parto?" Antigamente, quando voltassem da maternidade, as nossas avós dormiam na esteira, ao lado da cama da nova mama, durante os primeiros 3 meses de vida do bebé, dizendo que era para não o machucar mas, na verdade essa era uma medida preventiva, para evitar as tentações carnais dando distanciamento fisico ao casal.

Hoje, já não se precisa ficar muito tempo para se recuperar, quanto mais tranquilo for o parto e sem intervenções cirúrgicas, mais rápida será a recuperação, chegando a levar menos de 15 dias. Há obstetras que orientam para um resguardo entre 40 a 60 dias, o importante é a mulher voltar a sentir-se bem depois da cicatrização dos pontos.

Infelizmente, as palestras que eram ministradas nos Centros de Saúde e que eram o melhor ambiente para este tipo de questões, desapareceram. Nessas palestras, não só se falava dos cuidados a ter com o bebé mas também de como a mãe deve se cuidar para evitar que a chegada do bebé interfira no relacionamento do casal.

É importante salientar que esta atitude da mãe não é intencional, ela sente-se tão feliz e emocionada com a chegada do bebé, que acha que este supre a necessidade que ela possa ter de afecto pelo que é importante que o papá compreenda isso, e crie cenários que estimulem a mulher. A relação sexual não se resume apenas no coito existe uma gama de possibilidades para se relacionar sexualmente, os beijos, as caricias, as expressões verbais entre outros criam um bem estar e são essenciais neste momento da relação.

Da mesma forma que a mulher tem as suas razões para não querer sexo, o homem tem as suas para querer. Aí, ao invés de procurar socorro numa Casa 2 a única saída é cada um compreender e respeitar a razão do outro, e juntos chegarem a um acordo. O objectivo tem de ser o de abrir espaço para o relacionamento no dia-a-dia.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

;o)


Já perceberam que eu sou a doidinha aqui do Vasikate né? Pois, pois… assuntos sérios é com as meninas hehehehe, euzinha continuo a vaguear pelos azuis (ou negros, dependendo dos dias) da vida. Um Lindo começo de semana para todos, por isso vamos lá rir um bocadito, afinal é segunda-feira e ninguem precisa de nada muito profundo. Concordam? Bjs meus…


"Querida, escrevo para dizer que vou te deixar. Fui bom marido por 7 anos. As duas últimas semanas foram um inferno. O seu chefe me chamou para dizer que você tinha pedido demissão e isto foi a gota.

Na semana passada, nem notou que não assisti ao futebol. Te levei na churrascaria que mais gosta. Chegou em casa, nem comeu e foi dormir depois da novela. Não diz que me ama, nunca mais fizemos sexo. Está me enganando ou não me ama mais."

PS: Se quiser me encontrar, desista! A Júlia, aquela sua 'melhor amiga' da academia e eu vamos viajar para o nordeste e vamos nos casar!


Ass: Seu Ex-marido.


Resposta:

"Querido ex-marido, nada me fez mais feliz do que ler sua carta. É verdade, ficamos casados por 7 anos, mas dizer que você foi um bom marido é exagero. Vejo a novela para não lhe ouvir resmungar a toda hora. Reparei que não assistiu futebol, mas com certeza, foi porque seu time tinha perdido e você estava de mau humor.

A churrascaria deve ser a preferida da amiga Júlia, pois não como carne há dois anos. Fui dormir porque vi que a cueca estava manchada de batom. Rezei para que a empregada não visse. Mas, com tudo isto, ainda o amava e senti que poderíamos resolver os nossos problemas. Assim quando descobri que eu tinha ganhado na Loteria, deixei o meu emprego e comprei dois bilhetes de avião para o Taiti, mas quando cheguei em casa você já tinha ido. Fazer o quê? Tudo acontece por alguma razão.

Espero que você tenha a vida que sempre sonhou. O meu advogado me disse que devido à carta que você escreveu, não terá direito a nada... Portanto, se cuida!

PS: Não sei se lhe disse, mas a Julia, minha 'melhor amiga', está grávida do Jorginho, nosso personal. Espero que isto não seja um problema...

Ass: Milionária, Gostosa e Solteira.

sábado, 15 de novembro de 2008

Parabéns, Yndongah!




N’sikate de riso fácil, conversar fluido, ideias excepcionais e com uma virtude de fazer inveja a muitas vasikates, saber ouvir e aceitar reprimendas e elogios com a mesma receptividade, Yndongah, celebra, a 15 de Novembro, o seu aniversário natalicio.

Yndongah, nick pelo qual plasmou-se chamar, é uma n’sikate divertida, inteligente e expontânea. Modesta, curiosa e humilde o q.b., Yndongah, é meticulosa nos seus actos e, em particular, na sua postura de n'sikate de armas na blogsfera.

Iniciada, recentemente no lado activo do mundo Blogger, um pouco contra sua vontade pessoal, sublinhe-se,
Yndongah, como n’sikate que sabe “amarrar capulana”, encarou o desafio de frente e hoje é pedra basilar do Vasikate va Moçambique e conquista o seu espaço na blogsfera feminina nacional e, quiça, não só.

Neste momento, em que as palavras certas e bonitas fogem, a voz se embarga e os dedos se retorcem, não obedecendo ao pensamento, para dedilhar uma homenagem, comme il faut, a esta n’nsikate que admiro e respeito, mais não resta do que desejar longa vida
: Parabéns, Yndon!

PS: Como não podia deixar de ser, primosa, dedico-te umas estrofes sem rima, no local onde tudo começou, no
Nó da capulana

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O Soutien


Ou soutiã???

Toda mulher gosta de sentir bela, e não basta só estar por fora, é importante que a beleza exterior seja complementada pela interior!

O soutien é uma das peças mais essenciais no guardafato de uma mulher! Apesar de escondido, este acessório para além de ter papel estético muito importante é usado como uma verdadeira arma de sedução, principalmente entre nós que a cirurgia aos seios ainda não chegou.

Devo dizer que encontrar o número e o tamanho certo de soutien muitas vezes é uma autentica dor de cabeça! E, se a compra não for feita com o rigor necessário os resultados podem ser desagradáveis. Normalmente, não escolhemos roupas para usar com o soutien, mas sim o contrário, escolhemo-los de acordo com as roupas que vamos vestir, por exemplo, compraremos um de alças transparentes -silicone -ou um sem alças, vulgo tomara que caia, se a roupa que vamos vestir for sem alças, podemos comprar os que salientam os seios se a roupa for mais decotada, etc.
Temos visto mulheres principalmente quando vestem roupa justa parecem ter 4 seios! A primeira explicação para isto é de que o soutien que usam é pequeno, é preciso comprar outro maior, mas aí é que está o problema pois, muitas vezes torna-se difícil encontrar um em que o tamanho dos seios e do tórax sejam proporcionais. Ou o soutien sobe pelas costas meu Deus!!! Não existe coisa pior, isto sucede por duas razões: Ou é grande-pode ser pela desproporcionalidade acima referida- ou está gasto e precisa ser substituído.Outro sinal de que ele precisa ser substituído é quando o arame que segura os peitos sai da costura e fica encravado no corpo.
O mercado de venda de soutiens evoluiu muito, podemos encontrá-los na rua com vendedores ambulantes, em lojas, nos mercados e até nas xicalamidades. Antigamente, eles eram criados usando um molde padrão com o único objectivo de “guardar as mamas”, hoje, existem soutiens para vários fins, uns são todos estofados, servem para dar um enchimento as mulheres de seios pequenos, outros tem a esponja colocada estrategicamente de modo a produzir o efeito “pull up“ especialmente quando usados com um decote e também os mais simples e discretos que servem para manter os peitos em pé.
Outro aspecto interessante na evolução dos soutiens diz respeito aos adereços, ultimamente eles são muito bem enfeitados com folhinhos, rendas, flores e até com joias!
Victória Secretes é uma marca famosa de lingeries e produtos de beleza, recentemente, lançou o 2008 Black Diamond Fantasy Miracle Bra, um souten criado pelo joalheiro Martin Katz. A peça (na imagem) vale USD 5.000.000!
Sim isso mesmo, não me enganei nos zeros! Ele contém 3575 diamantes negros, 117 diamantes brancos redondos, 34 rubis e para finalizar 2 diamantes negros em forma de gota, totalizando 100 quilates...O peso total do soutien é de 1500 quilates!
Para melhor entenderem, quem o usa carrega nos seus peitos 8 casas no Belo Horizonte, 11 no Triunfo, os carros que aparecem no videoclip do último hit do MC Roger e algo mais!
Pois é, o soutien até é lindo de morrer, mas deve pesar um pouco, ademais, sendo uma peça interior as únicas pessoas para quem as mulheres podem exibi-lo são os maridos/namorados, só que eles preferem-nas sem ele....

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Preservativo feminino: a solução ?



O fraco ou nulo poder de negociação feminino tem sido um dos factores que tem feito com que o número de mulheres infectadas ou seropositivas não pare de aumentar mesmo estando estas cientes dos riscos que correm em relações sexuais não protegidas e a estrutura dos genitais femininos não contribue muito para que estas tenham prazer sem riscos.

As alegações de muitos homens, cujas mulheres solicitam o uso do preservativo no acto sexual, têm sido de que com “o plástico não se tem prazer” ou que “banana com casca não anima”. Alguns vão ao extremo de acusar a mulher de viver promiscuamente pelo que está se segura no preservativo para se fazer passar por santa, logo a camisinha como protector fica descartado pois a mulher quer provar que não é nada do que se lhe chama.

O preservativo feminino, apesar de ser a melhor alternativa para a mulher se prevenir de doenças sexualmente transmissíveis, pouco é procurado por falhas de promoção, elevado custo e o seu aspecto desagradável. Face a isto, pode-se correr o risco de afirmar que os poucos preservativos femininos usados no nosso país são-no por fazer parte de tímidas campanhas de ONG’s e governos de países onde estes não tiveram sucesso.

Outro factor a ter em conta, é que este não é visto como uma alternativa ao preservativo masculino e perde ainda mais pontos por não ser, como tanto gostamos, alvo de distribuição gratuita nos nossos centros de saúde. Isto é extremamente prejudicial se levarmos em conta que o preservativo feminino é mais eficaz, por ser mais espesso e ter uma área de cobertura mais abrangente.

O preservativo feminino é um método contraceptivo de barreira sob forma de uma bolsa de poliuretano que se ajusta na vagina que protege contra várias doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Quando o preservativo estiver em posição durante a relação sexual não há nenhum contato da vagina e da cérvice com a pele do pênis ou suas secreções e pode ser inserido até 8 horas antes do sexo.

Mas, sendo que não há bela sem senão: ele pode fazer um pouco mais de barulho durante a relação sexual. A colocação não é tão simples quanto a versão masculina, exigindo um pouco mais de concentração na colocação. Depois de colocada, uma pequena parte fica visível fora da vagina, criando uma aparência um pouco esquisita para quem não está acostumado tal como o preservativo masculino que também já deve ter causado quando começou a ser utilizado!

Mulheres, joguem com os vossos trunfos! Se na hora da negociação não conseguirem se impor, usem a única alternativa para a mulher se proteger quando um parceiro não quer usar preservativo masculino: o preservativo feminino pois o poder de decisão na hora do sexo, que é uma escolha de vida, ainda está em nossas mãos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Mulheres Possiveis


"Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor..
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.
Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo..
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante".

Martha Medeiros ( recebi por e-mail)
Frase da semana: Os homens distinguem-se pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer. Drummond

sábado, 1 de novembro de 2008

Retrospectiva d'Outubro

Uf! E lá se foi outro mês. Apresentamo-os com um novo template, mas a nossa profunda alegria advém da entrada de outra n’sikate, Avid, do Momentos de Vida, e segundo porque finalmente sentimos que o nosso trabalho vale a pena, isto pelo feedback havido nos assuntos aqui expostos e não só.

Não podemos deixar de nos regojizar pela projeção recente feita pelos blogs de Patrício Langa e Egidio Vaz, sem querer, evidentemente, subestimar o mesmo exercício feito, aquando do lançamento do Vasikate pelo Bosses, Reflectindo e Dedé e a grande e inestimável forca, nos bastidores, do Navegador solidário, saboroso e poeta.

Continuamos apreensivas pela pouca participação de vasikates, aliás o espaço é a elas dedicado, mas acreditamos que os vavana (Jonathan, Saiete, Shirangano, Muthisse e todos outros) fazem a sua parte, não só participando activamente como também passando uns recadinhos nossos as vasikate lá em casa. Aliás, prova disso é que seguindo nossas dicas, o blogger do Modaskavalu já se encontra em franca recuperação de forma...

A nossa caminhada no mundo blogger, como em tudo em nossas vidas, não foi, não é e nem se pretende que seja uma caminhada pacifica: é um caminho de desafios. Inúmeras foram às vezes em que pensamos desistir, mas a persistência e a forca foram às mãos que levantaram uma outra e outra vasikate quando as forças quase faltavam.

Hoje, apesar de todas as vicissitudes, sentimo-nos um pouco mais fortes e com energias para continuar nesta empreitada que tem como objectivo contribuir numa nova forma de ser e de estar reflexiva na vida das Vasikate va Mocambique. Já não basta “engolir” pratos feitos ou confeccionar receitas propostas, é tempo de discutir, partilhar e enriquecer a nossa forma de pensar e de ver o mundo.

Para finalizar este balanço, queremos uma vez mais reiterar a nossa vontade em contar com ajuda e apoio de todos. E, antes do ponto final, kanimambo a todos!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Cancro da mama



Avid, nossa companheira de trincheira, referiu-se, no seu espaço Momentos de Vida sobre uma das doenças mais temidas por mulheres minimamente esclarecidas e que de toda a forma deve ser divulgada por todas as mulheres: o Cancro da mama que é um dos cancros mais frequentes na mulher.

Doença de grande impacto, não só pela sua gravidade, como também por agredir um órgão cheio de simbolismo na maternidade e na feminilidade, o seio ou mama, a melhor forma de detectar este mal é pela via da mamografia que permite rastreá-lo antes mesmo de se sentir qualquer caroço por apalpação.

Na nossa sociedade muito pouco se tem falado desta doença pelo que detectar este mal no seu inicio é de fundamental importância. Sendo a mamografia um exame extremamente caro e dificil de se fazer se não se apresentarem os sintomas, em casa, a mulher pode, através de uma avaliação individual fazer o primeiro rastreio do cancro da mama a partir do auto-exame visual e manual.

"Toca-te" e entremos nesta luta!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Uma vida inventada

Tenho o livro a meio e mesmo sem terminar, aconselho.

“Com uma narrativa que destila ironia e senso de humor, Maitê Proença mistura literatura e vida para contar casos surpreendentes, entremeados pela história de uma menina que quis desbravar o mundo e, descobrindo-o, descobriu a si mesma. A segunda incursão da atriz na literatura confirma o seu talento no campo das palavras e mostra que, mais importante do que a verdade é o jogo narrativo em que ela nos envolve."
Não posso deixar de concordar com a resenha do livro. Qualquer coisa… quando terminar posso emprestar.
Bjs meus

Frase da semana: A vida ideal consiste em ter bons amigos, bons livros e uma consciência sonolenta. Mark Twain

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Mulheres ao volante

“Mulher no volante, perigo constante

O preconceito em relação à mulher ao volante é generalizado.Para além das caricaturas e piadas- penso que todos nós já recebemos por email - várias vezes na estrada ouvimos homens a dizer ”só podia ser mulher” ou chegam mesmo a “obrigá-la” a fazer uma manobra perigosa, pois intimidam-na com a buzina e insultos.

É muito mais fácil para um homem cortar prioridade a uma mulher, do que a um outro homem. É que eles (os homens) têm toda a certeza que conduzem melhor do que as mulheres!


Ora, conduzir o que é? Ou melhor conduzir bem o que é? Será que basta ter habilidade para fazer gincanas a alta velocidade? É importante salientar que para além da circulação dos automóveis existe um conjunto de factores que condicionam a boa condução como é o caso de peões, os sinais de trânsito, a própria viatura, o ambiente em que conduz, etc.

Há, portanto, vários tipos de condução e vários tipos de condutores. Alguns bons e outros maus, daí que não se justifique a generalização do tipo “basta ser mulher então conduz mal”.

O trânsito está cada vez mais intenso e complexo. Os condutores além de terem em conta as suas capacidades, têm que contar com os comportamentos imprevisíveis, irracionais, agressivos e muitas vezes perigosos de outros condutores. Há também que considerar as condições do próprio carro, claro.

Podemos então avaliar, em termos de género, qual o melhor ao volante analisando estas perspectivas:

A mulher é pela condução defensiva! Age de forma que lhe permite prever o comportamento dos outros condutores e reagir em conformidade com cada situação. Outro ponto positivo, é de que poucas vezes ela se faz a rua, sem que o seu carro possua todos os elementos de segurança em funcionamento. É difícil encontrar, por exemplo, uma mulher a conduzir um carro sem iluminação!

Concordo que possa em alguns casos faltar-lhes ousadia, mas, só por isso devem ser consideradas perigo constante? Será que realmente colocam vidas em perigo?

O comportamento dos homens é bem diferente! Não restam dúvidas que observam a condução defensiva, são mais flexíveis, porém têm um lado muito arriscado: conduzem em alta velocidade, sob efeito do álcool, conduzem a noite sem iluminação enfim... Comportam-se como se não houvesse nada à sua volta, ou responsabilidades, não tendo receio em colocar vidas em risco, sobretudo quando estão com os “copos”, o que para estes significa pura adrenalina!

Pois bem qual dos dois é mais seguro? Não acham que é altura de mudarmos o ditado para “homem ao volante, perigo constante”? Que tal?

domingo, 26 de outubro de 2008

Delicie-se


Em dias como hoje nada melhor que brindar a família com uma sobremesa deliciosa, e light!?!, ...como sempre simples de preparar, vejam:

Ingredientes:

5 ovos, 1 pacote de gelatina de laranja, ½ lata de leite ideal*, raspa de 1 laranja, e casca de laranja para decorar.

Preparação:

Separe as claras das gemas** e bata-as até formarem castelo, á parte prepare a gelatina seguindo as instruções***, de seguida verta o preparado da gelatina em fio nas claras batendo sempre, for fim adicione o leite ideal e a raspa da laranja.
Leve a geleira até ficar consistente, decore com casca de laranja e sirva fresquinho.Bom Apetite!

*pode substituir com natas frescas.
**caso queira colorir mais a sobremesa adicione as gemas peviamente misturadas com uma colherinha de açucar.
***sugiro que misture apenas uma chávena(caneca) de água morna para dissolver a gelatina.

Molhos


Amiga(o)s, conforme prometido, seguem abaixo algumas opcções de molhos, especialmente para gratinar massas, arroz de forno, bacalhau, empadão e por aí em diante.Prosseguirei com mais sugestões de molhos não só para gratinar mas também para acompanhar pratos e temperar saladas.São molhos que fazem diferença nas suas refeições como sempre simples de fazer, vejam:

Molho branco

Ingredientes:
2 chávenas de leite, 2 colheres (sopa) de manteiga, 2 colheres (sopa) de farinha de trigo sal, noz - moscada e pimenta do reino branca a gosto

Preparação:
Derreta a manteiga, junte a farinha e mexa bem até obter uma pasta homogênea.Ferva o leite.Aos poucos, acrescente o leite e bata, constantemente, para não fazer bolinhas.Deixe cozinhar por alguns minutos e tempere com sal, noz-moscada e pimenta.

Molho de queijo

Ingredientes:
1 cebola pequena picada,1 colher de margarina, 1 pacote de natas frescas,1/2 l de leite,1 colher de sopa cheia de maizena
1 chávena de queijo ralado, pimenta do reino e sal q.b

Preparação:

Coloque a margarina na panela e, quando estiver totalmente derretida acrescente a cebola, o sal e a pimenta.
Quando a cebola estiver transparente, acrescente as natas, deixe cozinhar por 1 ou 2 minutos, para pegar o gosto.
Coloque o leite, com a maizena dissolvida mexa até o molho começar a ter uma consistência mais firme.
Quando o molho estiver com forma mais firme, desligue o fogo e acrescente o queijo, mexendo bem, para ele não colar

Molho tártaro

Ingredientes:
360 ml de natas,1 colher de sopa de sumo de limão,2 colheres de sopa de cebolinha verde picada grosso,2 colheres de sopa de picles sortidos picados*
4 colheres de sopa de cebola bem picada,1 colher de sopa de mostarda, sal q.b

Preparação:
Em uma tigela, bata todos os ingredientes com uma batedeira, ou batedor de ovos(egg beater) até obter uma mistura homogênea.


Molho Béchamel

250ml de leite,1 colher de sopa cheia de manteiga,2 colheres de sopa de farinha de trigo,sal, pimenta e noz-moscada q.b

Preparação:
Derreta a manteiga e aos poucos misture a farinha de trigo, deixando formar um creme levemente dourado,a seguir coloque o leite também aos poucos e mexa até engrossar,a crescente os temperos e está pronto

*Picles são conservas de legumes em vinagre, encontra-os no supermercado quer em lata quer em frasco. Geralmente são usados para preparar entradas.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Bjs meus


Começo hoje a escrever aqui, no Vasikate.

O convite feito pelas meninas, encheu-me de alegria.
Com estranheza, ainda não sei com exactidão sobre o que falarei aqui todas as quartas-feiras. Na (in)certeza, vou falar de nós, mulheres, seres, mães, filhas, muitas vezes fantasmas desta sociedade que nos pariu. Vou falar das alegrias de ser mulher, dos rancores camuflados em submissão, nossos orgulhos, cegueiras e das nossas eternas lutas. Vou também escrever crónicas quando a inspiração permitir e “roubar” algumas autoras para me ajudarem a colorir estes momentos. O cor-de-rosa orgulhoso, será inevitável aqui, as quartas-feiras... Cheguei!!! Deu pra notar ;o) ???

Diet e light: são sinónimos?

“Só bebo diet, só como light”. A moda chegou, pegou e instalou-se no seio duma estrita classe que inclui diabéticos, obesos, hipertensos, outros hipers (hiperlipidêmicos, hipercolesterômicos) e consumidores por opção que desejam manter uma boa condição de saúde, manter o peso e uma boa aparência física.

Considerados bonitos, gostosos e "politicamente correctos”, os alimentos na versão diet ou light ganharam corredores inteiros nos supermercados e mais espaço nos armários dos consumidores. E possível encontrar de tudo: massas, chocolate, biscoitos, bolos, pães, refrigerantes, sumos em pó, sobremesas, sopas, pratos prontos congelados e até o cafezinho com baixas calorias tornaram-se itens obrigatórios na dispensa de alguns moçambicanos.

Os consumidores do diet e do light procuram produtos mais saudáveis e inovadores, que sejam seguros e de prática utilização. A prescrição médica, com dietas restritivas, e a preocupação com a estética, faz com que a tendência ao consumo de diet e light cresça a olhos vistos, se olharmos para o numero de prateleiras que tendem a aumentar nos supermercados.

O termo diet e light é muito utilizado nos rótulos dos alimentos, podendo confundir o consumidor no momento de adquirir algum produto. Não basta confiar na classificação carimbada na embalagem. É importante conferir a composição no rótulo, para saber se têm as características necessárias para quem vai consumir. No caso de restrição de sódio, por exemplo, ela precisa estar bem clara. Quando o objectivo é emagrecer, deve ser comparado o valor calórico do produto com similares - light ou não.

No entanto, a grande maioria das pessoas não sabe diferenciar os produtos light dos diet e, ainda, em algum momento, acredita que são sinónimos. O consumidor não está suficientemente esclarecido sobre o significado destes termos e por isso consome-os de forma inadequada. Outro aspecto é que são poucas as pessoas que se preocupam em saber o que cada um desses alimentos apresenta em sua composição e porque são diferentes dos demais.

Mas o que são produtos diet? E light? Eles têm menos calorias que os diet? Depende, seria a resposta. Os produtos diet são alimentos para fins especiais e os produtos light são "alimentos modificados".

Diet caracteriza alimentos que têm formulação especial para atender pessoas que tenham disfunção ou distúrbio físico ou metabólico, como diabéticos ou hipertensos, sem a necessidade de que o produto seja menos calórico. Ele deve ter a total ausência de um determinado ingrediente (normalmente açúcar ou sódio), que será substituído por outro, portanto, produtos indicados para dietas por razões de saúde.

São ainda aqueles produtos que apresentam ausência de um determinado componente, por exemplo: açúcar, sal, glúten, etc. Isso não significa a redução do valor calórico do alimento em questão. Os alimentos diet foram elaborados para atender a pessoas com restrições dietéticas especificas como diabetes, hipertensão, alergias alimentares e não com a finalidade de baixo valor calórico.
Um alimento diet nem sempre apresenta valor calórico reduzido e sim ausência de um componente. Um exemplo prático é o chocolate diet, ele apresenta ausência de açúcar mais é rico em gordura, portanto seu valor calórico é elevado, inadequado para pessoas que estão dispostas a fazerem dietas.

Light são aqueles alimentos que devem ter, no mínimo, 25% menos de algum componente calórico, seja açúcar, gordura, sal, entre outros. São aqueles que apresentam a redução de qualquer um de seus componentes (açúcar, gordura, proteína) tendo como referência o produto do mesmo tipo, e não tem fim especifico como os produtos diet.

Exemplos:
yogurte light - geralmente é elaborado com leite desnatado e sem açúcar, mas pode ser acrescido de mel ou adoçante artificial;
Pão de forma light, vulgo integral - geralmente é elaborado sem adição de açúcar e sem adição de gordura (ou com redução dessa);
Achocolatado light - pode ser elaborado com leite desnatado e sem açúcar, ou com leite desnatado, cacau desnatado e menor teor de açúcar.

Contudo, deve-se reparar nessa redução. Os ingredientes têm alguma função no produto. Para continuar igual, pode ser incorporado outro ingrediente. Por exemplo, alguns queijos e requeijões light têm menos calorias por reduzir gorduras, entretanto, para manter a consistência aumenta-se o sal; portanto, o produto não é indicado para hipertensos.

Outro exemplo, um bolo diet não terá açúcar e poderá ser consumido pelos diabéticos; mas pode ter até um valor calórico igual ou maior do que um bolo "comum", pois o açúcar será substituído por um adoçante artificial e pode haver a adição de algum componente calórico, como gordura, leite, etc. Já uma margarina light deve ter menos calorias e gordura do que uma similar. A confusão é perigosa, principalmente para diabéticos, proibidos de consumir açúcar.

Então, saiba duma vez por todas que Light são aqueles com redução de calorias na sua composição em relação ao alimento original (menos gordura ou açúcar) e Diet são alimentos destinados a dietas com restrição de nutrientes e devem ser exclusivamente empregados para controle de peso, e faça as suas escolhas acertadamente.


segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Menstruação precoce



Antigamente, as meninas tinham a primeira menstruação por volta dos 13 e 14 anos. No entanto, com o passar do tempo esta idade vem diminuindo, chegando até a ocorrer em crianças com apenas 9 anos. Esta tendência, deve-se a mudança dos hábitos alimentares e do estilo de vida. O agravante é que esta criança nem sequer tem idade de ir ao ginecologista sendo que deve ainda ser assistida por um pediatra.

A menstruação ocorre após o pico máximo do crescimento e significa a maturação sexual da mulher. Os estímulos visuais que a mídia e a televisão oferecem às crianças interferem na maturação sexual. A melhoria da condição de alimentação mundial também interfere no índice de massa corpórea das adolescentes.

O amadurecimento sexual feminino é marcado por algumas alterações do corpo que ocorrem na seguinte ordem: o aparecimento dos pêlos púbicos, o surgimento dos caroços mamários, crescimento dos pêlos axilares e, por fim, a menstruação. A mestruação é considerada precoce quando ocorre antes dos outros sinais.

As meninas que menstruam muito cedo, geralmente ficam muito assustadas e sem saber como reagir. Elas não percebem o que está a acontecer com o seu corpo. Nessa hora, para além de procurar acompanhamento médico, o papel da mãe é importante, ela tem que ser amiga da filha e abrir o jogo. De forma moderna, devem ser companheiras e cúmplices, dando orientações sobre os cuidados com a higiene e as possíveis cólicas para que as meninas dividam com elas seus anseios e problemas sem medo.

Entretanto, ainda hoje, este assunto é tabu! Quanto mais se ocorre em crianças. O que se há-de dizer a uma criança se a uma jovem é difícil falar abertamente? Em muitas famílias, jamais se discutem assuntos como menstruação, sexualidade e doenças sexuais. E, como conseqüência, os pais não participam de todo este processo deixando suas filhas expostas à própria sorte com todos os riscos dai advindos.

Após a primeira mentruação as meninas crescem mais 2 ou 3 centímetros, por isso, quanto mais tardia ocorrer, mais chances elas têm tem de crescer. Outras conseqüências perniciosas da menstruação precoce são a exposição às doenças sexualmente transmissíveis, maternidade precoce e abortos ilegais.

Importa salientar que o ciclo menstrual não é uma doença e faz parte da sexualidade da mulher. Endende-se que a partir dos 13 anos, a adolescente tem mais condição de assimilar a sexualidade e de saber que, a partir daquele momento, está a tornar-se uma mulher e precisa tomar todos os cuidados para evitar os inconvenientes acima descrito

domingo, 19 de outubro de 2008

Fusilli com frango


Uma refeição agradável na companhia da família é um bom pretexto para capricharmos na sua confecção.Hoje vamos preparar massa fusilli com frango, como sempre simples de fazer, vejam:

Ingredientes:

Para a massa:
500g de massa fusilli (rosca), ½ lata de leite ideal, 2 colheres de sopa de queijo ralado, casca de 1 limão, sal q.b

Para o frango:
500g de carne de frango*, 1 cenoura , 1 pimento, 2 tomates, 1cubo de caldo de galinha, 1 cebola grande, alho, óleo, sal, pimenta e ervas aromáticas q.b

Preparação:

1º. Refogue o alho e a cebola picados em óleo quente, adicione a cenoura aos pedaços e o pimento em tiras. De seguida junte o frango o tomate picado, o caldo e as ervas aromáticas. Tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar por ceca de 12 minutos.

2º. Coza a massa em água temperada com sal e a casca de limão por cerca de 8 minutos, e escorra.**

3º Num recipente refractário(pirex), deite metade da massa, junte o preparado de frango e cubra com a restante massa.Junte o queijo ralado com o leite ideal e deite sobre a massa. Leve ao forno por cerca de 15 min até gratinar.Sirva quente e bom apetite!

* de preferência sem ossos
** depois de escorrer a massa deite 2 colheres de sopa de azeite mexa, para evitar que cole entre si.



Contra receita: a minha primosa Xim acaba de me dar uma dica, ela preparaou a massa e substituiu o leite ideal pelo molho béchamel, como a própria diz, “animou o jantar”.

PS: Caso não saiba preparar o molho béchamel, fique atenta/o á próxima postagem sobre culinária.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Metrossexual: o homem de hoje



Refinado, informado, selectivo, visual impecável, gosto refinado, adepto de eventos fashion e de bares da moda, estes são alguns dos traços que caracterizam os metrossexuais. Os metrossexuais são também clientes assíduos de salões de beleza e ginásios, o que se pode notar pelo corpo trabalhado e bem cuidado assim como uma pele imaculadamente limpa, hidratada e sem pêlos.


Metrossexual é um termo já conhecido em sociedades evoluidas e é a junção das palavras metropolitano e heterossexual sendo portanto uma giria para o homem heterossexual urbano mas, frequentemente, o termo é associado à cultura gay, termo que estes recusam aceitar pois ser metrossexual não é sinonimo de homessexualidade.

O aparecimento recente deste termo está ligado à alteração de comportamento do sexo masculino no final do século passado. Tal como as mulheres, os homens começaram a folhear revistas masculinas para saberem o que está ou não na moda. Deixaram de cortar o cabelo no barbeiro e passaram a frequentar com mais assiduidade os institutos de beleza onde fazem de tudo um pouco.

Sim, os metrossexuais entram e saiem dos salões de cabelereiro como as mulheres o fazem. Cuidam das mãos, dos pés, da pele, ficam horas a fio às voltas nos centros comerciais, olhando, experimentando e comprando, enfim, tudo o que antes era considerado futilidade das mulheres faz agora parte do universo masculino e Moçambique não foge à regra.

Os metrossexuais são conhecidos por não viverem sem a sua marca predilecta de hidratante para a pele, apreciam um bom vinho, sonham com o último modelo de carro desportivo e gostam de comprar peças de design, ainda que em alguns casos não passem de puras imitações, que guardam religiosamente em arrumários especificos para cada item: perfumes, pulseiras, relógios, roupa interior, sapatos, fatos, traje casual, etc.

Ao contrário do que se possa pensar, os metrossexuais são pessoas bem sucedidas profissionalmente, como os metrossexuais de renome internacional David Beckham ou Brad Pitt. Entre nós, há o exemplo de apresentadores de TV ou de programas de entretenimento, consultores, advogados, músicos, politicos, etc, muita malta jovem e não só. MC Roger, Bang, Edson Macuacua, Atanásio Marcos, são alguns dos casos notáveis de metrossexuais nacionais.

Exigente e impulsivo, o metrossexual preocupa-se excessivamente com a sua aparência, o que sugere a estampa de narcisista, gastando para tal grande parte do seu tempo e dinheiro (em cosméticos, acessórios e roupas de marca) e, a oferta para este tipo de consumidor cresce a olhos vistos, sobretudo na grande capital Maputo.

Pode-se notar que actualmente há muitos pontos de venda de artigos e acessórios para homem sendo que marcas internacionais e altos preços são a nota dominante. Alias, o cor-de-rosa, verde florescente, laranja, vermelho, roxo, lilás, entre outras cores femininas foram levadas aos guarda-fatos masculinos pelos metrossexuais.

Saiba mais:

Narcisismo

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O verão, as tendências e a barriguinha dos homens!


Como já devem ter notado o verão tá a dobrar a esquina e com ele vêm as novas tendências de moda. É hora de revirar a mala e tirar lá do fundo os “shorts e os tops”, se bem que mesmo no inverno, as damas na hora de ir a "night" com a temperatura a 20º C não se importam em vestir shorts e tops com costas de fora. Ggrrrr!!!

O mais engraçado, é que o boy que as acompanha está sempre bem vestido, de calça comprida, camisola e por vezes um casaco por cima da camisola. É muito difícil encontrar um homem de bermudas e sandálias numa noite fria! Bom, cada um tem o seu estilo, o importante é sentir-se ou achar-se bem.

Ainda bem que o verão vem aí pois para muitas mulheres, vestir nos dias quentes é muito mais fácil, não há muitos salamaleques, basta uma boa combinação entre o traje fresco e moderno, o uso de acessórios, que se tornou comum, e uma boa maquilhagem.

Temos que aceitar que em alguns casos existe falta sensibilidade estética na hora de se vestir, já alguém perguntava “em que(m) pensamos quando escolhemos a roupa que vamos vestir”?

É que o uso abusivo da maquilhagem/acessórios (pulseiras, brincos, colares, óculos) associado aos cabelos loiros/ruivos (mexas, extenções) e as unhas (coloridas) nas mãos e nos pés dão a mulher um aspecto barulhento que nunca passa despercebido!

Não sou contra as novas tendências de moda, aliás, as unhas de gel, por exemplo, dão um bom jeitinho para mulheres como eu, cujas unhas não crescem, o problema é quando elas são tão compridas e coloridas de tal forma que há milhas se consegue notar que são falsas, sem contar com a dificuldade com que a mulher fica em usar as mãos, pobrezinha.

Ultimamente, por influência da mundialização temos tido a capacidade de acompanhar o que é moda pelo mundo fora, o importante porém, é saber fazer o download e adequar a nossa realidade. Saber se o tom, o decote, a mini saia, o short combina com o corpo, a cor de pele, a ocasião entre outros.

Ok, chega de mulheres, agora vou falar da nova tendência(?) masculina da circunferência avantajada, a ex-curva da felicidade! É que hoje, a barriga dos jovens se não é pelo menos deveria ser a curva da infelicidade! Deveria tirar sono, aos que deixaram de aproveitar o inverno para eliminá-la.

Em tempos, os jovens tinham o hábito de ir ao ginásio, levantar pesos para dotar o corpo de musculosidade, e nos dias de verão, quando vestissem uma camisete (com ou sem mangas) tiravam o fôlego a mais distraída das mulheres!

Hoje, o cenário é outro, parece que o espelho encolheu, de uma hora para a outra, a barriga já não cabe nem nas calças, nem no cinto e mais um pouquinho não conseguem se quer ver o dedão! Os motivos todos nós conhecemos, não vou nem mencioná-los, só deixo aqui um apelo ás damas neste verão optem pela simplicidade e aos boys poupem-nos das barriguinhas, mudem de hábitos, e façam mais exercicios físicos!

Bom verão a todos...

domingo, 12 de outubro de 2008

Filetes de pescadinha panados, para o dia do professor!


...com arroz de milho e/ou batatas cozidas

A unidade e o livro são nossas armas, eduquemos com exemplo e firmeza no amor à Pátria, no amor ao Povo a trabalhar, Professores, venceremos”-verso extraido do hino dos professores.

Desejo um feliz dia a todos os professores moçambicanos em especial ao meu pai (já reformado), minha irmã e a minha primosa do coração Ximbitane.

Para hoje temos filetes de pescada panados, como sempre simples de preparar vejamos:

Ingredientes:

Pescadinha
1kg de de pescadinha, 2 limões, 4 ovos, farinha, alho e pimenta q.b.,

Arroz
350g de arroz, 5 colheres de sopa de azeite,1 cebola grande picada, milho cozido (de 2 maçarocas), sal qb,

Batatas
200g de batatas, 2 cebolas cortadas em rodelas, azeite, sal, ervas aromáticas q.b.,

Modo de preparar
1º. Limpe o peixe, abra e retire as espinhas de modo a fazer filetes, tempere-os com alho, pimenta, sumo de limão e reserve.
2º. Aqueça o azeite, junte a cebola e deixe aloirar de seguida junte o arroz e deixe fritar, a seguir deite a água fervida e o sal. Quando estiver cozido retire o arroz do lume e junte o milho já cozido.
3º. Descasque as batatas corte as em quartos e coza com agua e sal, escorra e reserve.Numa panela aqueça o azeite e aloire a cebola, junte as batatas previamente cozidas e mexa como se estivesse a peneirar, por fim junte as ervas aromáticas.
4º. Passe os filetes pela farinha e pelos ovos batidos e frite-os em óleo quente.Sirva-os com arroz e/ou batatas cozidas e bom apetite!

Medidas de equivalência

O sucesso de uma receita depende muito das medidas usadas.Para isso é necessário que tenha uma balança de cozinha em sua casa, mas se não a tiver pode usar as medidas abaixo, não são taxativas mas dão um jeito:

Líquidos
1 litro -4 copos- 1.000ml
1 Chávena- 16 colheres de sopa -240 ml
1 copo de qualquer líquido- 250g

Sólidos
Medidas de colheres :

Açúcar-1 colher de sopa 15g
Chocolate em pó-1 colher de sopa 10g
Manteiga-1 colher de chá 5g
Manteiga-1 colher de sopa 15g
Fermento-1 colher de chá 5g

Uma chávena de chá de:
Açúcar -160g
Arroz -210g
Amêndoa, nozes, castanhas- 140g
Coco ralado -80g
Farinha de milho -150g
Farinha de trigo -120g
Farinha maizena -150g

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Sogra: inimiga mortal ou amiga fingida?



Regra geral, as sogras são conotadas como sendo pessoas execráveis. Quando se fala de uma sogra, várias são as formas com as quais ela é designada. Umas, por serem carinhosas são designadas e tratadas por mães, outras em gozação, e talvez também pelo seu génio, são chamadas de víboras e um infindável leque de outros títulos venenosos.

Lidar com uma sogra é um momento de apreensão para a nora e, talvez, para a própria sogra e, algumas vezes, do filho da mesma. Mas afinal quem é uma sogra? Sogra é aquela mulher que gerou o homem que você hoje ama desalmadamente e que de toda a forma quer viver em paz e em tranquilidade.

A convivência nora e sogra é um momento de profunda tensão, sobretudo nos primeiros contactos em que tanto uma como outra, como se de animais se tratassem, procuram marcar o seu terreno. Se a sua mãe ainda a trata como “filhinha” porque a sua sogra não terá esse direito para com o seu filho?

Fulana: “Eu e minha sogra nos damos muito bem, eu até acho que ela gosta muito de mim, pelo menos é o que parece. Já tivemos nossas desavenças, mas são coisas que já superamos, e agora nosso relacionamento é de mãe e filha!

Beltrana: “Gostaria que voltasse a ser como no começo: era uma verdadeira maravilha. Mas agora, está um horror. Aliás, faz muito tempo que não vou na casa dela, evito encontrá-la. Ela mudou muito comigo.”

Sicrana: ” Eu e a minha vivemos um dilema: ela não gosta de mim. Acho que tem ciúmes ela e diz que eu sou metida e mimada.”

Bom, esse tem sido o teor de conversas entre mulheres, no lado muito suavizado da coisa pois, jararaca (influência das novelas brasileiras), feiticeira, metida, cobra, bruxa, guardiã do Inferno, urubu, verme, maldita, chata, etc., têm sido os termos, também veneníferos, com que se designa a mãe do nosso mais-que-tudo. Portanto, as sogras têm sido alvo de verdadeiras patetices, alcunhas e piadinhas de muito mau gosto quer por parte dos genros como das noras.

Mas o que leva a que as sogras seja estampado tantos predicados negativos? Entre outros, sem querer, elas acabam, como qualquer um, excedendo-se e metendo os pés pelas mãos muitas vezes esquecendo-se, por exemplo, que já não estão na posição de mãe mas de avó. E o pior de tudo, é que acabam se esquecendo que a nora é maruja de primeira agua enquanto que elas já sobreviveram a vários maremotos.

A grande preocupação das sogras é de verem os seus filhos bem casados, com mulheres que os amem e que deles bem cuidem. Outro receio de muitas sogras, é o de verem os recursos dos filhos (salário e outros rendimentos) passarem para o beneficio da família da nora em detrimento da sua, algo que pode acontecer se este tiver posses, souber salvaguardar o interesse de todos e distribuir equitativamente o mal por todas as aldeias.

Na sociedade moçambicana, aquando do celebração de casamentos, quer sejam civis ou tradicionais, vulgo lobolo, às futuras noras, numa cerimónia denominada kulaya ou aconselhamento, são orientadas a respeitarem e a tratarem as mães de seus maridos como se de suas próprias mães se tratassem. O acatamento dos ensinamentos desta cerimónia tem sido fundamental para a convivência pacifica no novo lar se as recém casadas souberem dobrar-se e impor-se quando necessário.

Aliás, regra geral, quando uma mulher, sobretudo as que vivem em casa de suas sogras, visto que é extremamente difícil ter casa própria hoje em dia, comporta-se mal diante da sogra ou dos restantes membros da família o comentário/questão que se ouve é “está não foi layada”, devidamente aconselhada ou faz pouco caso dos conselhos que seguramente a família primeira transmitiu.

Outrossim, o facto de sermos mulheres que se dizem esclarecidas pelos anos de banco na escola, sermos independentes financeiramente e um sem fim de outros factores que jogam para que sejamos as tais, aliados aos preconceitos em relação as sogras, fazem com que o nosso relacionamento com estas nem sempre seja um mar de rosas. Mas, ter uma convivência pacifica com a sogra, não importa quão elevados são os problemas por estas causados, não é muito difícil: requer apenas um jogo de cintura que só mulheres que sabem amarrar capulana o podem fazer.

Do mesmo jeito que você prepara o tempero de uma salada, na interacção com a sua sogra, combine firmeza, amabilidade, paciência e mão firme. Se, por exemplo, vocês não vivem juntas e a visita dela é assídua, não a receba de má vontade, mas dê a entender que, apesar de ela ser muito bem-vinda, gostava de ter mais tempo para estar com o seu núcleo familiar. E faça o favor de a visitar também para que ela não se sinta jogada no lixo.

Se o assunto são os seus filhos, se ela ralhar com eles, mantenha a calma e o sentido de humor, afinal foi ela quem educou o seu queridinho e, de vez em quando, não faz mal nenhuma as crianças saberem que da avô não vem só mimos. Entretanto, se rivaliza pelas crianças, imponha as suas próprias regras e diga-lhe que ninguém gosta mais dos seus filhos do que você, mas tente fazê-lo sem se aborrecer.

Se ela a ignora, não referindo o seu nome ou não dialogando consigo, diga-lhe com tranquilidade que essa atitude a incomoda, mas evite os maus modos, afinal as verdades são para ser ditas e não vale a pena passar a vida a engolir sapos. Por último, reveja os seus conceitos de sogra e trate a sua sogra como no futuro gostaria de ser tratada pela sua nora...