segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Farmacia ambulante


O ano corre a passos largos para o seu fim e brevemente, muitos partirão em merecidas férias. Alguns, com alguma possibilidade e quiça sorte, poderão sair da lufa-lufa habitual, da cidade de Maputo, por exemplo, e se deslocar, dependendo das opções e possibilidades de cada um, quer para o campo ou para outra cidade.

Uma viagem, é sempre benvinda, mas, para além do preparo da mala, que deve ter em conta o clima e ambiente social para o qual vamos, da preocupação com as plantas, com o cachorro (para quem o tem e que com els não pode viajar), com a flat, etc., há que ter outros cuidados pois a velha máxima antes prevenir do que remediar, vale sempre.

Este ditado, faz recordar uma experiência de 10 anos atrás. Apesar de ter passado parte da infância no campo, nunca tinha tido o azar de ser “lambida” por uma lagarta peluda, que habita em arvóres, mabasso como chamamos, que à semelhança da vulgo garrafa-azul, na praia, ao passar pela pele provoca um acomichão infernal de fazer até chorar um homem de barba rija.

Na altura, a unidade sanitária mais próxima encontrava-se a 60 km, o que aumentava o meu desespero pessoal e dos que estavam próximo. Os experientes e sábios propunham mezinhas que não surtiam efeito para desespero de todos. A alergia, provocada pela passagem do bicho no pescoço, alastrava-se e a salvação veio de uma tia, doente crónica a quem chamamos, e com razão, farmácia ambulante, que facultou um antialérgico.

Durante a viagem e no local de destino, deve ter especial atenção com a qualidade e quantidade de água que consome e, claro, com a exposição ao sol (insoloração). Por força dos ambientes fechados nos nossos locais de trabalho, ainda que habituados ou lembrados dos longos períodos de exposição ao sol, brincando ou jogando, a nossa pele não tolera certos excessos.

Se viaja com crianças, especial e redobrada atenção deverá ter para além de que deve contar com imprevistos. Um antialérgico infantil, sais de hidratação oral (SRO) de preferência sem sabor, e se a criança tem crises frequentes, os habituais medicamentos que o ajudam nesses momentos devem constar da sua farmácia ambulante.

Desaconselha-se o uso de medicamentos, sem a devida prescrição médica, aliás recomenda-se que se procure sempre por orientação médica, mas há momentos em um paracetamol faz toda a diferença e, recomenda-se.

4 comentários:

amosse macamo disse...

esta, me fez recordar uma pequena historia que aconteceu comigo, no campo, 'e que, tive o ataque similar ao que contas, com um bicho que chamavamos de "tsotsonha makhukwa", aia ia ia e logico, sem a farmacia ambulante tinhamos de ter solucoes locais, para aquele problema local. uma voz, de entre as vozes desesperadas disse que conhecia alguem que podia tratar e rapido da alergia, chame-nos rapido esse camarada: meu desalento era um velho la da zona a quem chamavamos de madal wa people e quando se apercebeu que era (provoca-lhe tanto), disse que a solucao passava por ele mijar-me no sitio onde o tsotsonha "beijou.me", fedi a urina de bebado o dia todo, mas passou, o pior foi quandome disse que havia outra solucao bem mais simples...vinganca?
seja como for, 'e fundamental a farmacia ambulante e que se diga o mesmo da agua.....

X!mb!t@nE disse...

Hehehhee, a vingança serve-se fria e... molhada? Pois é Amosse, pequenos gestos podem evitar grandes mazelas, pior em locais em que acesso as urgencias é um caso urgente!

Júlio Mutisse disse...

Tenho uma filha asmática por isso, vos garanto da utilidade da farmácia ambulante. Mesmo quando as meninas saem só e só comigo, não há como esquecer; a usuária mor da farmácia (a mais nova de 5 anos) faz questão de lembrar: pai, falta a pastinha com meus charopes. Hehehehe.

Graças a Deus é assim; é sinal de que ela já se apercebeu do problema e tem ideia do que possa ser solução.

X!mb!t@nE disse...

Hiiii, Muthisse, não é que tens toda razão? Também sofro dessa alergia e na minha carteira trago sempre o kit de urgência.