segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O verão, as tendências e a barriguinha dos homens!


Como já devem ter notado o verão tá a dobrar a esquina e com ele vêm as novas tendências de moda. É hora de revirar a mala e tirar lá do fundo os “shorts e os tops”, se bem que mesmo no inverno, as damas na hora de ir a "night" com a temperatura a 20º C não se importam em vestir shorts e tops com costas de fora. Ggrrrr!!!

O mais engraçado, é que o boy que as acompanha está sempre bem vestido, de calça comprida, camisola e por vezes um casaco por cima da camisola. É muito difícil encontrar um homem de bermudas e sandálias numa noite fria! Bom, cada um tem o seu estilo, o importante é sentir-se ou achar-se bem.

Ainda bem que o verão vem aí pois para muitas mulheres, vestir nos dias quentes é muito mais fácil, não há muitos salamaleques, basta uma boa combinação entre o traje fresco e moderno, o uso de acessórios, que se tornou comum, e uma boa maquilhagem.

Temos que aceitar que em alguns casos existe falta sensibilidade estética na hora de se vestir, já alguém perguntava “em que(m) pensamos quando escolhemos a roupa que vamos vestir”?

É que o uso abusivo da maquilhagem/acessórios (pulseiras, brincos, colares, óculos) associado aos cabelos loiros/ruivos (mexas, extenções) e as unhas (coloridas) nas mãos e nos pés dão a mulher um aspecto barulhento que nunca passa despercebido!

Não sou contra as novas tendências de moda, aliás, as unhas de gel, por exemplo, dão um bom jeitinho para mulheres como eu, cujas unhas não crescem, o problema é quando elas são tão compridas e coloridas de tal forma que há milhas se consegue notar que são falsas, sem contar com a dificuldade com que a mulher fica em usar as mãos, pobrezinha.

Ultimamente, por influência da mundialização temos tido a capacidade de acompanhar o que é moda pelo mundo fora, o importante porém, é saber fazer o download e adequar a nossa realidade. Saber se o tom, o decote, a mini saia, o short combina com o corpo, a cor de pele, a ocasião entre outros.

Ok, chega de mulheres, agora vou falar da nova tendência(?) masculina da circunferência avantajada, a ex-curva da felicidade! É que hoje, a barriga dos jovens se não é pelo menos deveria ser a curva da infelicidade! Deveria tirar sono, aos que deixaram de aproveitar o inverno para eliminá-la.

Em tempos, os jovens tinham o hábito de ir ao ginásio, levantar pesos para dotar o corpo de musculosidade, e nos dias de verão, quando vestissem uma camisete (com ou sem mangas) tiravam o fôlego a mais distraída das mulheres!

Hoje, o cenário é outro, parece que o espelho encolheu, de uma hora para a outra, a barriga já não cabe nem nas calças, nem no cinto e mais um pouquinho não conseguem se quer ver o dedão! Os motivos todos nós conhecemos, não vou nem mencioná-los, só deixo aqui um apelo ás damas neste verão optem pela simplicidade e aos boys poupem-nos das barriguinhas, mudem de hábitos, e façam mais exercicios físicos!

Bom verão a todos...

20 comentários:

Egídio Vaz-Historiador disse...

Boas opiniões suas. Gostei da sua questão: em quem pensamos quando escolhemos roupa?
Achoque podiamos começar dai para comoreender porque muitos não têm bons gostos e se limitam a contentar os outros. Hehe, mais uma provocação.

Patricio Langa disse...

Estimadas Vasikates.
Acho o vosso espaço excepcionalmente interessante.
Os assuntos que abordam, no meu entender, dizem muito mais de nós do que “a Guerra ” que se trava noutros espaços de debate (blogs). O texto que acabastes de publicar é de uma profundidade análitica interessante. “Em que(m) pensamos quando nu(o)s vestimos?” Está aqui um pergunta, no meu entender, sociólogica, profunda. Sociológica na profundidade e na simplicidade. Primeiro, vocês partem do pressuposto que ao nu(o)s vestirmos fazê-mo-lo pensando em alguém ou nalguma coisa. Um pressuposto plausível. O acto de n(u)os vestirmos têm quase todos elementos de uma acção social. Quer dizer, uma acção que é orientada, no seu sentido, por aquilo que os outros poderão subjetivamente interpretar da nossa acção. Hiii, espero não estar a acomplicar a reformulação que estou a fazer aqui de Max Weber, considerado um dos fundadores da sociologia. O que estou a tentar dizer é aquilo que vocês já sugeriram sem complicar. Quando n(u)os vestimos tomamos em conta o que os outros vão ver em nós. Antecipamos expectativas que podem ou não ser correspondidas. Vestir, mesmo quando estamos a sós, na companhia do nosso corpo e do espelho, é um verdadeiro acto social. É um acto social, como sugeri, por que tomamos em consideração os outros. Posso então sugerir que nunca n(u)os vestimos a sós. Estamos sozinhos (no quarto), mas no meio da multidão, quando pensamos no para quem n(u)s vestimos. Bom, para terminar deixem-me sugerivos uma leitura que sobre estas coisas. Trata-se, como não podia deixar de ser vindo de mim, de um texto sociológico. É um livro do sociólogo Francês, Pierre Bourdieu, com o título: “Distinção- critica social do julgamento do gosto”. Nesse livro, interessante, Bourdieu tenta mostrar como os nossos gostos são socialmente condicionados pela classe social (sociedade) a que pertencemos. No acto de vestir temos uma certa pre-disposicão –habitus- para escolher certas cores, estilos de roupa, feitios etc. As vezes nem nos damos conta disso, pois achamos natural. Enfim o texto já está longo de mais para ser um comentário.
Bem vindo à blogosfera.
Abraços

X!mb!t@nE disse...

Egidio Vaz, o seu comentário deixou-me curiosa: que parametro usa para se vestir no dia-a-dia?

X!mb!t@nE disse...

Humm, muito nos deu que pensar, Patricio Langa, e obrigadinha pela palmadinha nas costas. Volte sempre!

Yndongah disse...

Amigo Egídio,
Essa de contentar os outros é forte. Será possível isso?
Ao contentar aos outros não estaremos implicitamente a contentar-nos a nós próprios?

Yndongah disse...

Oi Patrício,
Seja bem vindo a casa!

Agradecemos pelos elogios que só nos encorajam a continuarmos.

Achei interessante o outro lado da interpretação do acto de nus-nos vestirmos. É que eu via o acto de vestir apenas como um dever social, tendo em conta que a nudez (em público) é um atentado a moral.Vejo que valeu a pena ir ao B’andla recuperar esta pergunta, que na verdade é tua.
Volte sempre e partilhe connosco o teu saber.

Bayano Valy disse...

olá migas,
sejam benvindas. pena eu ter-me dado convosco tão tarde assim. mas como soi dizer, vale mais tarde do que nunca, né? à vaca fria, levantam questões (algumas) provocadoras: como essa do boy ter que voltar ao ginásio e deixar de mostrar barriga. se muitas damas andam ai como um "talho ambulante" - termo do sheikh aminudin - e os boys "salivam", porquê os boys não retribuírem o favor? aliás, não é verdade que com essas modas que andam aí o boy já virou metrossexual? a coisa pode ser também vista numa perspectiva de direitos; não tem o boy o mesmo direito de mostrar a barriguinha (insuflada pela cerveja) se assim o entender? e o que é isso de gosto?
bjinhos

Anónimo disse...

Gostei do vosso blog. Cheguei pela mão do Patrício. Tindjombo para vocês.

Gabriel Muthisse

Anónimo disse...

Vatchopi kani... Parabens pelo espaco. Aku waku kano (ja que dizem que) quando os homens querem ver rabos, pernas e mamas e dominacao masculina, quando as mulheres querem ver barriguinhas que permitam "ver o dedao" e outras coisas que nao foram ditas sobre esse dedao o que sera? Mo hi thelela kany? (Nao estarao a fazer batota)

Yndongah disse...

Bayano

Os últimos são os primeiros....

O teu comentário é mesmo uma provocação! Mas repare, estamos numa fase em que ou a barriguinha(cerveja) ou a vida! A continuar assim como sugeres, a única pessoa que o boy consegue pôr a “salivar” é ele próprio, pelas dificuldades que ela (a barriga) causa no seu dia a dia, sem contar com a questão estéctica e até problemas de saúde.

Volte sempre

Yndongah disse...

Gabriel,

Muito khanimambo e volte sempre!

Yndongah disse...

ni nambi ku thelela mô... pelo teor do comentário trata-se de um homem...
Não acho que seja dominação masculina querer ver os rabos, mamas e por aí em diante.A intenção é chamar atenção aos homens para se preocuparem com estéctica.
O dedão? é aquele mesmo ... o do pé!

Obrigado e volte sempre

X!mb!t@nE disse...

Sê benvindo, Gabriel Muthisse e visite sempre!

X!mb!t@nE disse...

Mo hi thelela kany? (Nao estarao a fazer batota) Ahim him, litsure! (Nada disso, é verdade!) As barriguinhas nao permitem ver o dedão... do pé, como diz, a Yndoh!

Seja benvindo!

amosse macamo disse...

sobre a curva da infelicidade: porque a carapuça serviu, segue~-se algumas provocações: o elevado custo de vida, não permite ao homem dedicar-se a um só trabalho. desdobra-se em tres, a procura do mínimo que na verdade nunca chega. e quando a noite e tem de voltar a casa, está tão estoirado, que só pensa num banho, cuidar das vossas necessidades(que não são poucas e é um erro grave não cuidar) e imaginemos que existe uma criança; é que no meio da noite tenho de vos ajudar "manas" a cuidar do nosso bebé, e meia volta são seis e meia "o sacaninha" dorme e eu tenho de acordar para uma nova jornada. gostaria de ter um pouco de folga, que me +permitisse ir ao ginásio, acha que não me causa algum incómodo quando voces suspiram por ver a barriga talhada do Will e companhia?
a escolha agora é vossa: ou vou ao Ginásio e voces perdem regalias do salão, das unhas e cabelos postiços, de dois a cinco jantares fora por mes....(porque passarei a trabalhar menos), ou percebem que temos que encontrar um meio termo nisto.
certo que dirão que o exercício tira o stress, por isso recomendável, que devo me dar tempo, senão, ninguém o fará por mim, mas, se analisarmos objectivamente verão que somos os vossos heróis, por isso mesmo com ou sem a barriguinha e que se diga, que ela é muitas vezes resultado das vossas receitas....bem hajam

Yndongah disse...

Amigo Amosse Macamo,
Muito obrigado pela visita. Vejo que a carapuça encaixou mesmo.

Concordo consigo em relação a jornada diária, só que como se isso não bastasse, a juventude encontrou uma nova companheira, a cerveja!

Penso que ela é a maior responsável pelo show de barrigas vocês nos dão a assistir no dia a dia.

Repare não estou a dizer que devem parar de beber, só recomendo que moderem .Mudem de hábitos, reduzam o nível de alcool e cuidem-se que só saem a ganhar.

Não concordo que haja falta de tempo, é possível sim, encontrar pelo menos 30 minutos por dia para uns exercícios físicos.

Eu tenho o hábito de logo pela manhã a fazer uma caminhada, é engraçado que todas segundas feiras encontro muitos homens, barrigudos, também a caminhar,entretanto o número vai se reduzindo a cada dia que passa e na sexta feira nem um para contar a história!

Amigo amosse não encare os cuidados com o seu filho como uma ajuda as “manas”, a chegada de um bebé é um “terrível” mas maravilhoso desafio para os pais!

Portanto, cuide do seu “sacaninha”, beba menos, arranje um tempo no seu dia (corrido) para exercícios físicos e principalmente, continue cuidando nas NOSSAS necessidades!

Tenha um bom fim de semana e volte sempre

amosse macamo disse...

ha ha ha ha ha ha ha, mulheres malditas.......certo e serviu mesmo a carapuça.....

X!mb!t@nE disse...

Risos, malditas nao é? É por estas e outras que não vivem sem nós, tanto mais que uma não chega! hehehehe

Va lá, Amosse, cuide bem das nossas necessidades,do sacaninha e nada de stress

amosse macamo disse...

boas notícias manas, já comecei a correr e claro, primeiro dia, corri com dinheiro de chapa na mão(nunca se sabe o que podia acontecer no caminho né?), a sacaninha, esssa continua a enfernizar-me e aquela vossa dica de que o bebé é um desafio para os pais(por isso nada de ajuda e sim comparticipação), minha mulher leu e está me criar problemasem casa, resultado?no etlela ntirwheni já...ni tami processara hinkwenu já....valeu a dica

Yndongah disse...

Amigo Macamo,
Ficamos felizes por notar que seguiu os nossos conselhos, no início é difícil, mais um pouco já nem levas a mola de chapa hehe.

Haaa só mais uma coisinha, compra uma fita métrica meça a barriga hoje, de duas em deuas semanas vai nos actualizando se já consegue ver o dedão!.
Continue a tomar conta da “sacaninha” e bjs a family.
Thanks Macamo!