quarta-feira, 15 de julho de 2009

Código de segurança



O telemóvel, para além da possibilidade de poder comunicar a qualquer momento e com qualquer pessoa que o possua, trouxe uma nova forma de ser e de estar na nossa sociedade, em geral e no relacionamento amoroso entre as pessoas, em particular. Motivo de brigas entre casais, muitos encontraram no código de segurança a “segurança” para guardar as suas trafulhices sem chatice.

Os telemóveis pela multiplicidade de funções (efectuar e receber chamadas, redigir e receber sms, ver e enviar emails, postar comentários em blogs, etc.) e de possibilidades (armazenar mensagens, notas, acontecimentos marcantes, imagens, videos, personalizar toques, etc.) acabaram tornando-se cofres-fortes ambulantes pela infinidade de segredos cabeludos que guardam em si.

Muitos homens, e mulheres, justificam a colocação do código de segurança como escudo protector para evitar que outrém faça uso indevido da máquina (aí crianças adolescentes são as maiores vitimas). Sendo que, geralmente, os homens são os primeiros a “blindar a caixa-forte”, devido a uma briga originada por mensagem de conteúdo suspeito ou chamada em hora imprópria, com retorno em monossílabos, as mulheres seguiram-lhes as peugadas.

Deste modo, casais que partilham segredos de alcova, de negócios e outros de fórum restrito, no que se refere ao telemóvel, o código de segurança é guardado a 7 chaves, melhor do que o código de um cartão bancário. Porque assim será? Devem ou não, companheiros de alcova, usufruir sem limites do telemóvel do outro?

3 comentários:

Júlio Mutisse disse...

Eu protegi os telemóveis de 3 maneiras:

- há o pin (que todos temos)
- há o código que é pedido sempre que se troca de cartão (acabei me esquecendo deste e das combinações feitas) e
- código de segurança (para aceder a qualquer função do telefone precisa ativá-lo.) o meu cell tranca em 10 SEGUNDOS após ficar inactivo.

Porquê? O telemóvel é um instrumento de uso individual; pelo menos é assim que o concebo. Os esquemas de comunicação que se estabelecem através deles, por exemplo mensagens, muitas vezes, só são perceptíveis dentro do quadro em que são enviadas. Podem ser suspeitas quando vistas por quem está fora desse quadro, gerando por isso, brigas e greves diversas e desnecessárias.

Ao "proteger" o telemóvel dessa forma, estou a marcar o meu território; estou a dizer: é meu, é pessoal you are not allowed to see.

Se, mesmo assim, preferes entrar, tudo que vejas é por conta e risco próprio.

É por isso que, por uma questão de princípio, não alimento discussões resultantes do bisbilhotar do meu telefone, que tem como princípio práticas SNASPIANAS de investigação do código de segurança (principalmente enquanto conduzo e tenho que manipular o cell).

Se as mentes dos "companheiros de alcova" forem abertas, não haverem desconfianças infundadas, não vejo porque eles não possam, esporadicamente, usufruir, com o respeito devido, do cell um do outro. Aqui excluo qualquer bisbilhotice. Chamo bisbilhotice a prática de investigar a lista de contactos, das chamadas recebidas e emitidas mais frequentes, as sms/mms expedidas e recebidas com a finalidade de encontrar algum ponto onde, potencialmente, o rabo do companheiro possa estar preso.

Eu para evitar potenciais focos de conflito resultantes da curiosidade ilimitada que caracteriza o ser humano, coloco código de segurança, alterável de tempos em tempos.

Percebes Ximb?

X!mb!t@nE disse...

Hehehehe, sou negra, sim! Logo,... morena!

Nero Kalashnikov disse...

Comigo é nove na garrucha trouchada. Nada de partilhar telemóvel. Telemóvel é pessoal e intransmissível. Por isso cada um sai com o seu. Quer ligar ou mandar mensagem porque não tem crédito? Eu transfiro-te crédito de 20 paus e vê se te avias…