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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Saudades!

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Amigos, ultimamente tem sido dificil blogar, tem acontecido tantas coisas, umas boas outras menos boas mas enfim estou aqui, mesmo place, mesmo beat como dizem os Trio Fam.

Faço esta passagem rápida para matar saudades e deixo- vos este som da Erykah Badu, a musica é linda e engraçada.Ela está a dispensar o namorado porque não lhe dá atenção, o problema é que ele tem 4 amigos Jim, James, Paul e Tyrone, com quem anda p'ra cima e p'ra baixo.
Sempre que vai a casa dela com lá estão os 4 a tiracolo, se saiem p'ra night ela tem que abanar a carteira para pagar a conta dele e dos seus 4 acompanhantes. Ela, tão cansada, decide dar um ponto final na relação, manda ligar ao Tyrone (um dos 4 amigos) para ajudar o namorado a tirar as suas "tralhas" da casa dela, e até proibe-o de usar o telefone dela para fazer a chamda....
Eish o sujeito era um gigolô mesmo! Um pacheco chulego como diz a Paty Faria (onde anda ela?).
Bom, deliciem-se, a música é muito linda e eu adoro, espero meninas que nenhuma de vocês tenha um (apenas um) Tyrone em vossas vidas, ninguém merece né?
Bom fim de semana e até breve!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Duetos vitais

A ciência define a brisa. A música ajuda a sentir-la...

sábado, 13 de setembro de 2008

Nu artistico vs Nu vulgar!


(Nude with crucifix, obra de Malangatana)

A Companhia Nacional de Dança em parceria com o Centro Cultural Franco Moçambicano e a Fundação Cuvilas, realizou entre os dias 28 e 30 de Agosto um festival de dança contemporânea em homenagem ao coreógrafo e bailarino Augusto Cuvilas, assassinado em Dezembro do ano passado.

Pela ocasião, foi exibido o bailado “ Um solo para 5”, que tinha como particularidade apresentar bailarinas despidas de todos os preconceitos e que, portanto, exibiram-se tal como vieram ao mundo conforme projectara e coreografara o homenageado. E, diz quem viu, não se tratou de sessão de striptease de casa de alterne. O mesmo bailado já representou Moçambique num festival internacional em Madagascar onde arrecadou um prémio em 2003, e no Panorama Rio Dança - Brasil em 2005.

Na véspera da sua realização, o público foi alertado para o teor adulto do bailado e que, portanto, não seria recomendável para menores de 18 anos. Entretanto, surgem manifestações de repúdio por parte de organizações religiosas e da sociedade civil moçambicana que consideram que bailado não representa a nossa cultura e é um atropelo a boa moral da sociedade moçambicana.

A este proposito, a representante da Fundação Cuvilas, mostrou-se agastada com as reacções das organizações pois, segundo ela, o bailado obedeceu a padrões internacionais.

Uma das grandes expressões da arte é, sem dúvida, a representação do corpo nu, portanto o nu artístico. Nu artístico é a designação dada à exposição do corpo de uma pessoa nua para fins artísticos e esse nu, apresenta-se sob forma de escultura, pintura, fotografia, dança, sendo que o corpo humano sempre chamou atenção pela sua beleza.

Retratar o nu é uma manifestação artística que remonta à Antiguidade, época em que pintores e escultores encomendavam modelos vivos para servirem de referência para suas obras-primas. Hoje, a representação do corpo feminino está um pouco vulgarizada por trabalhos que visam apenas o erótico/obsceno, alias, muitos video clips e letras de musica, que desfilam sem barreiras nas televisões e rádios nacionais são exemplo disso.

Nalguns casos, é evidente que se pretende destacar que o corpo humano pode ser usado na expressão artística. O problema é, porém, através do contexto onde o nu está inserido se diferenciar o olhar erótico do olhar artístico. Torna-se difícil ver beleza da composição da imagem, a coreografia, a sensualidade, a mensagem, o uso do corpo como instrumento de informação e sensibilidade, pois, ao invés de nu artistico, passa-se a ver apenas a “mulher nua” e saciar nossos instintos primitivos, arrastando assim, a uma consideração moralmente má do corpo feminino, que rebaixa a sua dignidade à de simples objecto sexual.

Será o facto de neste caso particular o nu artistico estar representado sob forma de dança que gerou repúdio? Temos os casos da Reinata, Naguib, Malangatana só para citar alguns, que retratam o nu feminino e são consideradas verdadeiras obras de arte nacional e internacionalmente! Estas obras expessam “mulheres nuas” ou “nu artístico”?E representam a nossa cultura?

Segundo Haid Mondlane, no seu comentário aqui, os valores na nossa sociedade oscilam entre dois critérios: “o moralista e o pragmático. No primeiro as coisas são avaliadas pelo que é eticamente considerado como bom/aceitável. No segundo dá-se mais atenção aos resultados que alcançamos. Aqui ignora-se os meios dando primazia aos fins, surge um conflito quando os dois critérios se cruzam....”.

Neste caso, as organizações religiosas consideram o nú artistico imoral, entretanto a classe artística serviu-se do mesmo (nú artístico) para difundir uma mensagem.O mais complicado é quando misturam se de forma conflituosa, onde o que é considerado “moral” (pelos artistas), é simultâneamente considerado “imoral” (pelas organizações religiosas), ou seja para atingir um fim que se pretende “moral” actua-se de forma “imoral”.

Quem está certo? Em que circunstâncias a “mulher nua” representa a nossa cultura? Na pintura? Na escultura? Na cerâmica? Na dança? Na....?