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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Padrinhos ou $uporte$ financeiro$?


Madrinha/padrinho é mulher/homem que se apresenta a alguem (geralmente criança) para ser baptizado ou crismado, com o compromisso implícito de, na ausência dos pais provê-lo de tudo quanto seja necessário -http/pt.wiktionary.org/wiki/madrinha

Quem não se sente feliz ao receber um convite para ser padrinho /madrinha de uma criança? Não há honra maior do que essa, pois esta é uma demonstração de confiança por parte dos pais da criança, é um convite para participar dos momentos marcantes desde a tenra idade até a fase mais crescida da sua vida. Ou seja é como se os padrinhos se tornassem uma segunda mãe ou um segundo pai. Portanto alguém presente que apoia, aconselha, orienta enfim, faz parte da nossa vida.

Geralmente, o primeiro par de padrinhos adquirimos quando crianças, no nascimento ou no baptizado partindo do princípio que na maior parte dos casos somos baptizados quando crianças. Estes padrinhos, são maioritariamente escolhidos pelos nossos pais, ou porque são amigos ou mesmo familiares próximos.

Já adultos, quando chega a fase de casamento tanto podemos manter os padrinhos de nascimento/baptizado como podemos escolher outros, aqui a escolha pode ser nossa. Muitos têm outras lógicas na escolha desses personagens, usam critérios que pouco ou nada têm a ver com o seu papel “tradicional”, escolhem-nos pelas condições financeiras, esquecendo-se que o papel deles deve ser outro, antes de tudo devem ser pessoas próximas, capazes de falar e serem ouvidas, responsáveis e com a capacidade garantir que tudo corra bem antes e depois do casamento. Estas características podem estar ou não alidadas a uma boa situação financeira.

Hoje, receber um convite de padrinho/madrinha significa assumir parte das despesas da festa de arromba do casamento, que não são poucas aliás vão aumentando dia após dia. Não é por acaso que muitos declinam tal responsabilidade, não por falta de perfil mas por não posssuir condições financeiras a altura dos desígnios dos afilhados!

Outro factor que se tem verificado ultimamente é o alargamento do “estatuto” de padrinhos. Hoje há padrinhos para tudo! Aniversário, xitique, apresentação, graduação, lobolo....enfim para cada evento que ocorre na vida tem que haver uma madrinha/padrinho com todas as largas responsabilidades (financeiras) que lhe são incumbidas.

Esta situação leva-me a pensar alto e com os amigos leitores deste blogue afinal porque é que precisamos de padrinhos? Quem deve ser padrinho? Porque será que os atributos financeiros se sobrepõem aos valores sociais do que se deve ou não esperar de um padrinho? Pelo andar da carruagem não tarda termos padrinhos por incrível que pareça até para o funeral...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Copa 2010 – Sua influência sobre as mulheres




Ainda na ressaca do mundial 2010, evento realizado aqui na vizinha Africa do Sul e que mexeu com todas as sensibilidades, dada magnitude e importância proponho-me a falar de dois elementos que são considerados paixões do universo masculino, o futebol e as mulheres.

Até bem pouco tempo não era possível estes dois elementos (mulher e futebol) coabitarem no mesmo espaço, entretanto, paulatinamente o “desporto rei” está interessando o espaço feminino.
Estamos a entrar na fase em que não basta apenas usar os dotes culinários ou “camais” para segurar o homem. Hoje, a criatividade é determinante na vida a dois e o cocktail “mulher+futebol” pode fazer muita diferença no relacionamento.

Durante a copa era possivel ver mulheres vestidas a rigor, com a respectiva vuvuzela em locais públicos como restaurantes, bares e até os salões de cabelereiro, substituíam as novelas ou outros “reallity show” por futebol. Era também comum vê-las preocupadas em preparar os acepipes, gelar a cervejinha para que o maridão e seus amigos/familiares se sentissem bem acolhidos, e não para por aí a mulherada não só assistia como já batia papo “taco a taco” com os homens, investigavam, levavam novidades para os companheiros enfim, uma sintonia perfeita.

Lembro me que na véspera do mundial circulou um e-mail com regras estritamente direccionadas para as mulheres. Era um “manual de procedimentos” que as mulheres deveriam seguir durante a copa, o texto era bem claro elas tinham que deixar os homens em paz durante a temporada, sendo que o seu papel deveria ser o de pura e simplesmente organizar a logística.

Muitos homens previam que a época da copa seria um problema para eles, provavelmente levados pela ideia de que mulher não entende nada de futebol, faz muito barulho, pergunta tudo e nada, e só atrapalha. Portanto, seria impossível a convivência. Felizmente na maior parte dos casos não foi o que sucedeu, posso arriscar que esta época chegou a aproximar mais certos casais.

Outro aspecto que pode causar um desconforto nos homens é o facto de elas ao invés de se interessarem pelo jogo, desviarem as atenções para jogadores, os “gritinhos” delas não são pela finta ou pelo golo mas pelo tamanho do bíceps, o formato da perna, a tatuagem, e até pelo glamour do jogador, há cada vez mais futebolistas metrossexuais (vejam o Cristiano Ronaldo).

Mas vamos combinar oh rapaziada há casos em que não é possível ser indiferente, existem jogadores que são verdadeiros monumentos, e nem precisamos entender de futebol basta apenas assistir, e a culpa é da natureza! Queria eu ver se o futebol praticado pelos homens fosse também praticado pelas mulheres na mesma dimensão, como regiriam voces ao verem a um jogo cheio de mulherões? Pois é...

Para terminar quero aqui dar os parabéns as vasikate por mais uma vez terem tirado isto de letra, e acompanharem os vavana durante a copa de uma forma pacífica e eles também estão de parabéns por terem deixado espaço as vasikate e desta forma terem contribuído para a harmonia durante a copa.

Tenho para mim que esta copa mudou completamente a forma de estar das mulheres perante o futebol, mesmo as que já se interessavam jamais serão as mesmas. Agora enquanto esperamos pelo Brasil 2014 venha daí a liga dos campeões, o CAN ( esperamos que os nosso mambas estejam lá) e as demais ligas que nós estamos prontas!

PS: O estádio nacional que se esperava ser de grande valia durante a copa a quantas é que anda?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Finanças domésticas



Nos dias de hoje, para alguns, é mais difícil falar de dinheiro no casamento do que de outro assunto qualquer. Os casais embora dividam o mesmo tecto preferem manter as contas bancárias separadas e cada um faz seus gastos pessoais sem dar satisfação ao outro.

A partir das conversas com amigos e não só percebo que existem muito poucos casais que tem uma conta conjunta onde caem todos os rendimentos de ambos, o mais comum é que cada um ter a sua conta e os dois tirarem parte desses rendimentos para custear as despesas domesticas.

Nestes casos a questão financeira é um grande tabu entre os casais, muitos não sabem quanto o outro ganha, e, quando a mulher ganha mais do o vizinho da cama as contas dentro de casa tem que ser discutidas com muita cautela pois, o homem tem muita dificuldade em lidar com a situação, o que faz com que cada vez que ela fale em dinheiro ele se sinta humilhado, reduzido, invadido o seu aspecto natural de macho dai as brigas que podem até levar a separação.

Existem casos de mulheres que fazem questão de lembrar sempre ao marido que quem ‘banca’ lá são elas, chegando até a tomar a liberdade de escolher sozinha tudo que implica dinheiro por exemplo a cor dos sofás da sala só porque é ela quem os vai pagar. Por outro lado, há mulheres que sabem entender a situação financeira do marido e nem se quer nota se que ela ganha mais do que o ele, cedem-no o seu próprio carro, fazem maior parte das despesas em mas nem por isso ele deixa de ser os homem da casa.

Quando o homem ganha mais que a mulher é mais fácil administrar a situação, é normal, aceitável, assim é que deve ser, haverá ordem e respeito em casa! Os homens apreciam mulheres independentes, mas isso é só durante o namoro, quando dividem o mesmo tecto a coisa muda de figura, eles adoram uma
senhora dona tapete do seu lado, chegam mesmo a pôr em causa a vida profissional da mulher, reclamam que ela não cuida da casa, dos filhos enfim.

Mas afinal qual seria o modelo financeiro ideal para os casais? Existe algum? Jogo aberto onde cada um declara todos os seus rendimentos e discute se em conjunto o que fazer? O semi aberto onde só sai o necessário para viver e o que sobra fica no segredo dos deuses?

Alguns dirao que o meu texto está cheio de “matendências” pode ser, mas afinal o que é a vida senão um conjunto de “matendências” das nossas conveniências?

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Perguntas!


“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.” (Mateus 7:7)


Talvez é imbuído por este espírito que as crianças a partir duma determinada altura no seu almejado desenvolvimento físico, espiritual, intelectual e emocional que multiplicam as perguntas inocentes (?) e incómodas (?) nalgumas ocasiões.

Mas porquê incómodas? há algum mal em as crianças querem perceber melhor o mundo e a realidade que as rodeia? Incómodas são as perguntas das crianças ou as nossas mentes ‘’adultas’’, apressadas e viciadas acabam vendo incómodo em ‘’simples’’ necessidade de alimentar o ego das crianças?

Quero acreditar que a situação no mínimo varia de caso para caso mas em geral com a maioria dos adultos com quem já troquei ideias há enormes dificuldades em dar resposta a algumas perguntas que a partir duma certa idade não nos escapam.

Dependendo do grau de informação e ou amizades que a criança tem a denominada “fase dos porquês” em que elas desenvolvem a curiosidade, e fazem muitas perguntas pode vir mais cedo ou mais tarde, mas sempre vem e com ela os embaraços também.

Muitas vezes nós os adultos em geral irritamo-nos com as perguntas, não sabemos como (re) agir se respondemos com todas as letras dizendo a ‘’verdade’’, que verdade é essa, não sabemos se ignoramos, mentimos ou omitimos, a fuga apressada apaga as lamparinas do juízo que nos faça perceber que é um comportamento perfeitamente normal, aliás como revela um estudo recente, que a curiosidade pode ser um sinal de inteligência superior.

Outro problema que pode preocupar os adultos próximos a uma criança curiosa é facto de não sabermos a partir de que idade devemos começar a falar de certos assuntos com as crianças, ou seja, se devemos ou não responder com todas as letras o que a criança perguntou.

Eu já me encontrei várias vezes em situações de saia justissima, a última foi quando o meu filho (5 anos) pediu para entrar na casa de banho comigo porque também queria fazer xixi, o primeiro foi ele a fê-lo de pé, em seguida fui eu tive obviamente que me sentar e a pergunta não tardou “mãe tú fazes xixi do rabo? fiquei sem saber o que dizer...

Existem muitas outras situações que acredito que os amigos já passaram por elas, a questão que se coloca é como agir em situações destas? Principalmente tratando-se duma criança, devemos dizer as coisas tal e qual elas são? Como? E se não o dissermos estaremos a agir adequadamente? O que é adequado nestas circunstâncias? Se é verdade que perguntar não é mau porque é que nos incomoda a curiosidade ou ausência dela nas crianças? O problema são as perguntas das crianças ou o susto dos adultos?


No meio de tantas incertezas que tentei partilhar ao longo deste post uma coisa é certa todos nós um dia já perguntamos, estamos ou estaremos sujeitos a responder certas perguntas que acredito na sua maioria feitas na melhor das intenções mas que a resposta é uma verdadeira pedra no sapato...

domingo, 27 de setembro de 2009

Drink perigoso


Há erros que cometemos sem ter a noção de que o estamos a fazer. Na verdade, temos a mania de copiar ou de aderir a tudo que é novo com extrema passividade: apesar de termos acesso as TIC’s, ninguém questiona, ninguém pelo lê os rótulos ou tenta perceber o que entrou na moda! Está na moda, pronto aderimos a moda.

Por exemplo, quando o mais-que-tudo chega a casa, para relaxar do stress que foi o dia laboral, é normal preparar-lhe um drink, se é que ele não o faz sozinho. Assim, serve-se um whisky com gelo ou com soda, um gin com tónica, etc. Por vezes, o cocktail são uns centilitros de alcool com outros tantos de uma bebida energizante ou enérgica.

Por vezes, mesmo não sendo em casa, porque o bebun está com uma tremenda ressaca, e não pretende ser alvo de vigorosas críticas à entrada de casa, abastece-se ele mesmo dessas bebidas que devem dar energia seguindo à risca o que a publicidade vende como algo que revigora até um morto.

Grande erro: alcool e energizantes não devem ser consumidos em simultâneo! Os energizantes foram criados, como se devia perceber, pela própria designação, para dar energia, o que acelera o ritmo cardíaco e pode provocar um enfarte fulminante. Assim, estes devem ser consumidos tendo em perspectiva a execução de uma actividade física.

Aliás, quando se consome alcool e energizantes, ao mesmo tempo, o oganismo fica confuso pois estes produtos tem funções distintas: um visa estimular e o outro visa inibir o organismo. Esse choque pode, portanto, ser fatal.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Dia de mulher



O dia mal começa e a mulher já está em pé! Atarefada entre a sua higiene pessoal e a da familia, no preparo das roupas, do pequeno-almoço, do lanche escolar, a sua mente já está a 1000 por hora. Há ainda que deixar instruções para o almoço, para a compra de certo item, para o pagamento de alguma conta, para chamar atenção na lavagem de determinada peça de roupa, para relembrar algum pendente, haja cabeça!

Apesar de ter sido a primeira a levantar-se e derepente estar às corridas “afinal, qual é? Tens motorista pessoal?”. Entre choros do miúdo, que não quer ficar na creche, o beijinho esquecido, do mano que viu os colegas à porta da escola, e o beijo de anjo, do apressado maridão, lá vai ela com o seu mais radiante sorriso ao posto de trabalho. Na entrada, esquece todas as preocupações e encarna a profissional que existe nela.

Assim vai a semana, ao ritmo da mesma rotina, com algumas e pequenas variações de cenário. O sábado começa com idas ao cemitério e com passagem obrigatória na casa desafortunada para dar uma mão no serviço de chá. Ainda nessa manhã, há que fazer uma corrida ao armazém, supermercado, mercado, talho, mercado do peixe e bottle store, tudo com o intuito de reabastecer a dispensa, o frigorifico e a garrafeira.

Outro sprint, é na corrida ao cabelereiro, no qual se fez marcação, frequentemente, por cima da hora. Derepente, com a cabeça cheia de rolos e dentro do secador, os pés na bacia para a pedicure e as mãos na tigela para a manicure, a primeira pausa do dia para um breve e merecido relaxamento, liga a empregada a pedir para sair cedo porque tem ensaios na igreja. Outro sprint!

Chegada a casa, para liberar a empregada, as crianças estão eufóricas com a hora de ir a festinha em casa de um amiguinho ou a piscina e a pobrezinha mal teve tempo para comer algo! Se pretende, no espaço de tempo em que os meninos estão na festinha se distrair com algo, a pretensão cai em saco roto: há que ajudar a mãe do aniversariente ou então estar presente e atenta aos possiveis perigos que os seus filhos correm e assim acaba o dia.

No regresso, banhos, jantar e pijamas para os miúdos e... finalmente um momento a sós! Pouco depois, há o jantar com o marido, a novela e o filme da televisão, já que o próprio vai a night sabe-se lá com quem mais para além da habitual team de amigos! Na mente, paira já a perspectiva do que será o dia seguinte: ida à missa, preparo do pequeno-almoço, do almoço, visita a algum familiar, banho, jantar e pijamas.

E os hobbies? Será que a nova mulher (a forma-se e, a par das lides domesticas, exerce actividade remunerável) já não tem hobbies? Bordar, fazer crochet, ler, escrever, ir as aulas de tango, cuidar do jardim ou das plantas já não fazem parte do lazer da mulher? Quando é que a mulher lê, tricota ou simplemente senta-se em algum lugar para pôr a conversa em dia com suas amigas? Quais são os hobbies da nova mulher?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Mãe solteira (1)


Ao longo dos tempos as percepções e as imagens construídas de mãe solteira, as atribuições e responsabilidades que recaem sobre esta vem mudando de forma assinalável.

Houve tempos em que ser mãe solteira era motivo de repúdio na sociedade, essa mulher era discriminada e considerada de má vida. Com o passar do tempo, as caricaturas verbais decorrentes dessa então triste sorte tiveram uma viragem espectacular de tal modo que, ser mãe solteira hoje já não envergonha tanto assim, talvez devido ao número cada vez crescente desta “nova categoria social” o que faz com que as pessoas comecem a aceitá-las mais abertamente e com menos preconceito.

O que se assiste ultimamente é que a partir duma certa idade por vontade própria ou pela pressão social as mulheres cultivam a necessidade de serem mães.

Regra geral, para que isso aconteça, tem que haver a contraparte masculina e se espera que mais do que um mero fecundador, seja um homem que em conjunto com a mulher criarão e educarão o ser por vir. Esta é a situação ideal, porém nem sempre as coisas acontecem de forma linear, muito pelo contrário é cada vez mais frequente encontrar mulheres que enfrentam a maternidade, com todas as suas vicissitudes, e alegrias sem um homem do lado, não posso deixar de referir que há por outro lado o aumento da chamada produção independente que também contribui para a multiplicação das mães solteiras.

Como consequência desta nova forma de encarar a realidade curiosamente, surge um novo fenómeno: A vergonha por não se ser mãe.

Nota se aqui uma inversão na percepção dos factos. Se antes era vergonhoso ser mãe solteira hoje a situação é contraria: a partir de certa idade parece que o vergonhoso é não ser mãe! Não importa se casada, solteira ou comprometida. Ou seja começa a valer a pena ser mãe solteira do que ser solteira sem filhos!

Ainda que desconheça as razões para este fenómeno, posso arriscar e dizer que a pressão social, o medo por ser mais difícil conceber a partir duma certa idade, o falatório por parte das pessoas que as rodeiam a podem ser factores que influenciam.

Por outro lado, existe o medo (ou o risco) de não poder encontrar um parceiro que esteja disposto a dar-lhe um filho, dizem que os homens fogem de mulheres nessas condições, eles estranham o facto dela na idade em que se encontra não ter pelo menos um filho, dizem logo que essa mulher tem problemas, tem um mudliwa, não tem história: "se ela chegou até aquela idade sem filho é porque tem problemas".

Enfim, o que era vergonhoso em tempos, começa a deixar de sê-lo hoje e contrariamente, o que era motivo de orgulho, começa a ser vergonhoso, estamos ou não perante uma inversão de valores?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Retrossexual



Aquando das postagens sobre homens preocupados com a própria aparência, por razões diversas, ninguém se quis identificar com os metrossexuais cá da praça MC Roger, Bang, Edson Macuacua, Atanásio Marcos. O mesmo aconteceu quando o assunto foi sobre homens que fazem de seus dotes culinarios uma forma de atrair mulheres, os gastrossexuais. Será que estes homens, que não se identificaram nem com os metros e muito menos com os gastro serão retrossexuais ?

A palavra "retrossexual" é um anglicismo utilizado para definir um homem com pouco senso estético, que não gasta nem tempo nem dinheiro cuidando da aparência e do seu estilo. O retrossexual é um homem que gosta de ser macho, de realçar seu lado masculino e de marcar uma oposição ao conceito "metrossexual", nome usado para definir o homem preocupado com as últimas tendências da moda, com o seu corpo e com tratamentos de beleza.

O "retrossexual" possui uma aparência rude, de canalha, com toques primitivos, além de um sorriso angelical. Ele se sente orgulhoso de não ir à academia malhar e de não utilizar cremes cosméticos e loção pós-barba. Na sua limpeza basta água e sabonete e a sua curiosidade pelas últimas tendências da moda é nula.

O "retro" ama o fato completo, sempre bem cortado e em tons escuros, como peça insubstituível para o trabalho e para eventos sociais. Ainda assim, em seu armário existem peças funcionais, como camisetes, gravatas, jeans e camisas. Há também sapatos com atacador, "encaixo", sapatilha e o único assessório que os "retrossexuais" se permitem usar é o cinto.

Por outro lado, ele substituiu as revistas de moda pelas de carro e os catálogos de cosméticos pelos jornais desportivos. Além disso, são amantes dos cocktails e bebidas fortes. Geralmente, são homens com dinheiro, que vivem numa na cidade ou em zonas em expansão com condominios, têm um alfaiate e barbeiro.

Ops, é verdade, se o termo "metrossexual" não tinha nenhuma relação com sexo ou o tamanho do pênis, na palavra "retrossexual", em alguns contextos, serve para definir o homem que está algum tempo sem praticar sexo…

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Garras... falsificadas


Mãos elegantes, com unhas longas, naturais e fortes são o sonho de toda a mulher mas se a natureza não colabora, há que apelar, se as condições estiverem garantidas às mãos de profissionais, no caso as manicuristas. Fazer manicure, nos nossos dias, transformou-se num novo conceito de ser e de estar da moda e fashionalizar as mãos pela via das unhas artificiais revolucionou completamente essa moda.

Assim, as unhas naturais gradualmente foram substituidas por unhas de porcelana, unhas de seda e unhas de gel. As unhas de porcelana ou de silicone, que evoluiram para as actuais unhas acrilicas, são unhas esculpidas artesanalmente. Mas as mais conhecidas, e com sucesso indiscutível na praça, são as unhas de gel que mais não são do que extensões artificiais das unhas que naturalmente temos.

Colocadas uma por uma, sobre as unhas naturais, obedecendo a um processo indolor de 1h, que inclui luzes ultravioletas para fixar o gel, este tipo de unhas, que permite o nail art está com tudo e é, como se diz, fashion e, acima de tudo reconheça-se, um assunto que pesa na conta.

O inconveniente é que primeira sessão há exposiçao à luz UV e, quanto ao preço, a sua colocação parece razoável, mas a manutenção sai bastante cara pois cada unha é cobrada individualmente e as unhas naturais podem sofrer durante este processo enfraquecendo e quebrando facilmente. Também, apesar de se poder aplicar nelas o verniz este não pode ser removido com a habitual acetona, para tal existe um removedor especifico.

Em contrapartida, o gel possui uma composiçao quimica inofensiva e hipoalergénico que faz as unhas serem resistentes e fortalecem as unhas naturais (não se podem roer). Estas podem ser tratadas como unhas naturais (limpar, mudar o verniz, pôr apliques, etc.) e especial atenção deve-se ter para com as ofertas de preços baixos: pode significar que o gel em uso foi adulterado e o que provocará alergias ou fungos.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Miomas

Amigos/as hoje vou vos falar de algo preocupante, uma doença que tende a se tornar frequente em nós mulheres, e que nos deixa muito assustadas quando recebemos um diagnóstico, pois imaginamos que é o prenúncio da chegada de um tumor maligno e que não poderemos ter filhos: Os Miomas. Apesar de nascerem benignos e morrerem benignos estão a tornar-se numa autêntica dor de cabeça para os nossos médicos e chegam mesmo a levar a morte das pacientes. O que me preocupa é que cada vez mais mulheres são diagnosticadas miomas, e muitas vezes não há uma informção precisa sobre eles, o mais comum é as mulheres diagnosticadas miomas entrarem em pânico, desenvolverem um quadro depressivo, o que pode levar a outros problemas...

Afinal o que são miomas? De onde vêm?


Definição:

Miomas são os tumores benignos (não cancerosos) mais comuns do trato genital feminino. Se desenvolvem na parede muscular do útero. Embora nem sempre causem sintomas, seu tamanho e localização podem causar problemas em algumas mulheres, como por exemplo, sangramento ginecológico importante e dor por baixo do ventre.

Causas:
As causas exactas do aparecimento dos miomas não são bem estabelecidas, mas os pesquisadores acreditam que haja tanto uma predisposição genética quanto uma maior sensibilidade à estimulação hormonal (principalmente estrogênio) nas mulheres que apresentam miomas. Algumas mulheres que podem ter esta predisposição, desenvolvem factores que permitem que estes cresçam sob a influência dos hormônios femininos. Isto explicaria porque certos grupos étnicos e familiares são mais propensos a ter miomas.
Os miomas variam muito em tamanho. Em alguns casos eles podem causar um crescimento acentuado do útero, simulando uma gravidez de até 5 ou 6 meses. Na maioria dos casos os miomas são múltiplos.

Como os miomas são diagnosticados?

Geralmente os miomas são detectados primeiro durante um exame ginecológico, quando o médico percebe o aumento do tamanho do útero.
Quem é mais propenso a ter miomas?
Miomas são tumores muito comuns. O número de mulheres que têm mioma aumenta com a idade até a menopausa. Embora os miomas possam aparecer na mulher aos 20 anos, a maioria das mulheres não apresenta sintomas até os 30-40 anos. Os médicos não são capazes de prever se um mioma vai crescer ou causar sintomas.
Os miomas podem crescer acentuadamente durante a gravidez, o que parece ser devido ao aumento dos níveis hormonais. Após a gestação, geralmente os miomas retornam ao seu tamanho anterior.

Quais são os sintomas mais comuns?

A maioria dos miomas não causam sintomas –. Dependendo de sua localização, tamanho e quantidade, a mulher pode apresentar os seguintes sinais e/ou sintomas:
Períodos menstruais prolongados e com fluxo aumentado, sangramento fora de época, algumas vezes com coágulos, podendo levar à anemia. Este é o sinal mais freqüentemente associado aos miomas.

Aumento de intensidade das cólicas menstruais.

Dor em baixo ventre, ou mais precisamente, sensação de pressão ou desconforto causado pelo tamanho e peso dos miomas que pressionam as estruturas adjacentes.

Dor na região lombar, flanco ou pernas (os miomas podem pressionar os nervos que inervam o baixo ventre e as pernas).

Dor durante o acto sexual.

Pressão no sistema urinário, o que tipicamente resulta no aumento da freqüência da micção, principalmente à noite.

Pressão no intestino grosso, levando à prisão de ventre e retenção de gases.
Aumento do volume abdominal que pode ser mal interpretado como ganho progressivo de peso e/ou gravidez.

Toda mulher deve preocupar-se com a sua saúde, estar informada e saber identificar as principais ameaças. É um dever de todas! Devem consultar o ginecologista anualmente, e fazer os exames de rotina como o papanicolau, mamografia, ecografia, bem como exames de dosagens hormonais. O ginecologista evidentemente saberá orienta-la.

Fonte aqui

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

E não somos loiras...


Caras legais são feios;


Caras bonitos não são legais;

Caras bonitos e legais são gays;

Caras bonitos, legais e heteros, são casados;

Caras não tão bonitos mas legais não tem dinheiro;

Caras não tão bonitos mas legais e com dinheiro, acham que só estamos atras do dinheiro;

Caras bonitos e sem dinheiro estão de olho no nosso dinheiro;

Caras bonitos, não tão legais e razoavelmente heteros não acham que somos bonitas o bastante;

Caras que nos acham bonitas, que são razoavelmente legais e que tem dinheiro são uns galinhas;

Caras que são razoavelmente bonitos, razoavelmente legais e que tem algum dinheiro são tímidos e não tomam iniciativa;

Caras que nunca tomam a iniciativa perdem automaticamente o interesse quando nós tomamos;

Caras que sempre tomam a iniciativa, nos matam de medo;

Caras que tomam a iniciativa e recebem um sim nos chamam de galinhas;

Caras que tomam a iniciativa, recebem um não desistem e vão tomar a iniciativa em outro lugar e falam ainda que fazemos doce;

Caras que tomam a iniciativa, recebem um talvez, entendem como sim e nos chamam de galinhas do mesmo jeito;

Caras que recebem um sim e não nos chamam de galinha, tem uma mãe de amargar;

Caras que escondem que são casados tem muito pouco tempo disponível;

Caras que escondem que são gays usam nossas roupas;

Caras que não costumam esconder nada, são razoavelmente legais, razoavelmente heteros e tem algum dinheiro mas, perdem o mistério e a magia desaparece.


Ideias daqui

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Homem digital



Homem Antivírus - Vive vasculhando a sua vida pra ver se acha algum podre.

Homem E-Mail - Todo dia tem algo a dizer, mas 90% é lixo.

Homem No-Break - Quando você precisa, ele até te dá uma força, mas só por 10 minutos.

Homem Disquete - Está ultrapassado há anos, mas você ainda insiste em usá-lo.

Homem Impressora em Rede - Você pensa que ele é só seu, mas volta e meia você encontra outra pessoa usando.

Homem Impressora Matricial - Faz mais barulho do que serviço.

Homem Help do Windows - Nunca responde às suas perguntas, e quando responde não é o que você queria ouvir. Isso quando não responde com outra pergunta.

Homens Internet - Aqui em Moçambique também são homens de difícil acesso.

Homem Provedor - Está sempre ocupado demais para te ouvir.

Homem Windows - Todo mundo sabe que não presta, mas ninguém vive sem ele.

Homem Excel - Dizem que faz muitas coisas, mas você só o utiliza para as quatro operações básicas.

Homem Word - Tem sempre uma surpresa reservada para você (geralmente ruim) e não existe ninguém no mundo que o compreenda totalmente. Corresponde a mais ou menos 99% dos homens do mundo.

Homem Vírus - Também conhecido como MARIDO, quando você menos espera ele chega e se instala. Se você tentar desinstalar vai perder alguma coisa, se não tentar perde tudo.

Homem Mouse - Só funciona quando é arrastado e apertado.

Homem Papel de Parede - Não serve para nada, mas é gatinho.


Ideias dali e daqui

domingo, 19 de julho de 2009

Normose



Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado ofundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que mepareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo denormose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exactamente fácil de alcançar.O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido.Quem não se 'normaliza' acaba adoecendo. A angústia de não ser o queos outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes dopânico e outras manifestações de não enquadramento.



A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?


Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo quevocê seja assim ou assado. Quem nos exige é uma colectividade abstracta que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser domesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar emser você mesmo.


A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantospares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?


Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria earcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.


Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.



Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

Martha Medeiros

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Geografia dos Amores

AVerdade foi à procura dos lugares, no Grande Maputo, onde os residentes da capital do país dão facadas no seu relacionamento conjugal e não só. O fenómeno, moral e religiosamente condenado, estáem alta e a encher os bolsos dos proprietários dos “escondidinhos” –hotéis, pensões, esplanadas, barracas e até casas familiares – que exploram esses prazeres alheios no Grande Maputo…


Acomodada em sofás, uma dúzia de casais ilegais espera pela oportunidade de entrar nos cerca de 20 quartos que, às 18 horas de uma terça-feira, estavam superlotados desde às 10 horas que cá estamos. Há casais de todas as idades e classes sociais. No meio está um par dequinquagenários envolto em beijos e carícias. À esquerda uma ‘quatorzinha’ meio envergonhada na companhia de um homem barrigudo ecom idade para ser seu avô, dono de um BMW e barba farta. Também aguardam, pacientemente, pela sua vez. À direita estão dois, quatro,talvez mais pares de jovens que passam o tempo com mais um duplo de uísque ou de amarula.
Ninguém olha para ninguém. 11, 13, 16, 20, 22 Horas: pares, exaustos,vão saindo, cúmplices, um a um ou abraçados e entram, cabisbaixos, nas viaturas. Há aventureiros que vão como vieram: pelas suas próprias pernas. Aqui o jogo é este: em função da hora de chegada, os ‘amantes’ são convidados a ocupar os quartos por uma, duas, três horas ou mais, consoante o bolso e tempo de cada um.


Inimigo íntimo
Dinheiro. Comida. Carro. Diversão. Liberdade. Extravagância. É o que esperam da vida essas pessoas que fornicam com ‘maridos’ e ‘esposas’ alheios em quartos de hotéis, motéis e pensões. Ou em casas familiares, esplanadas e barracas que aprovisionam quartos para tal fim.
Antes encarado como um prémio da relação amorosa, o prazer sexual há muito que passou a ser direito dos maputenses que se iniciam mais cedo, têm mais parceiros e se casam mais tarde.


Tó Sam, 35 anos, casado há 10 e frequentador assíduo desses locais,aceitou contar ao @Verdade os passos da sua infidelidade: “Comecei atrair a minha mulher ainda na fase de namoro, com colegas da escola ouvizinhas.” Apanhou o vício, daí que, mesmo depois de passarem a viverjuntos e terem um filho, ele continua a trair a sua cônjuge que,conformada, até já coloca preservativos nos bolsos do marido. “Não há como: de repente você recebe uma chamada, um “e-mail” ou um “sms” aconvidarem-te para uma conversa e, quando chegas ao local, abrem-te asportas de um carro que te leva para um hotel onde te pagam tudo…ah, então diga: como não cair na ratoeira assim?!!!”


O mapa erótico…
O século XXI, com o advento da internet e dos telemóveis, reduziu asdistâncias. É com base na internet e telefone celular que as pessoas agendam encontros eróticos. Só na cidade de Maputo, exemplos são aos milhares. Muitos funcionam escudados por detrás de restaurantes, pensões, esplanadas e barracas. Um dos mais procurados está em plena Avenida Eduardo Mondlane, defronte do “Covo”, onde os casais recebemchaves de quartos do andar superior. Preço: 200 meticais/hora. É um desafio à imaginação andar quinhentos metros de uma avenida de Maputo sem que se encontrem lugares idênticos.
Há na Sommerschield, na Polana-Cimento e “Caniço”. Na baixa da cidade há dezenas de pensões que exploram esses prazeres alheios para ganharem muito dinheiro. Idem no Alto-Maé, Malhangalene, Benfica, Catembe e Triunfo. Na Matola também.
Naquilo que se classifica como nova tendência, os aventureiros sexuais fogem da zona urbana para a periferia, uma tentativa de sedistanciarem do “faro” e do olho dos parceiros – legais – familiares, ou da sociedade. Quem descobriu a façanha e investiu em quintas disfarçadas em casas de pasto está a ganhar muito dinheiro. Lá, os preços variam em função da qualidade dos serviços prestados: quarto com ar condicionado, cama casal redonda, TV ‘multichoice’, água canalizada e quente oscila entre 300 e 500 meticais/hora. Geralmente, são locais concebidos com parques de estacionamento, bar e restaurante com churrascos onde, no caso de superlotação, servem de perfeitas salas de espera.


Perigoso...
Fornicar ilegalmente pode parecer bom mas também pode ser o começo dofim de um longo sonho que começa(ria) com aquele cenário clássico em que, com uma gravata apertada e um belo vestido branco com véu egrinalda, o padre abençoa a união e exige das partes envolvidas uma declaração pública, com testemunhas, segundo a qual se deve “serfiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e nadoença, seguindo amando e respeitando, até que a morte os separe”.Mas está difícil. O fácil, porém, é chegar a esses “escondidinhos” e “comer a fruta proibida”, tal como Adão e Eva o fizeram contra a vontade divina, não obstante ter-lhes advertido de que “ (…) tudocomereis, mas da árvore da vida não comereis”.
O perigoso – e curioso, infelizmente – é que essas pessoas nasceram e/ou cresceram diante da propagação do SIDA. Mas a doença não travou a multiplicidade de parceiros, como se imaginava. Como Tó Sam, muitosdos que praticam relações extra-conjugais raras vezes usam(correctamente) os preservativos. Elias Mubai, 40 anos de idade e umdos gerentes desses “escondidinhos” conta o que lhe atormenta há anos:“ Já acudi a casais que lutam ou saem dos quartos zangados por causado ‘usas-ou-não-usas preservativo!” Como ele, muitos dizem que ospreservativos permanecem longo tempo nas gavetas das cabeceiras porque não são usados. Isso faz-lhes pressupor que muitos casais devem estara manter relações sexuais ocasionais desprotegidos. E a contribuírempara o elevado índice de seroprevalência. “ Não sei porquê!”, remata onosso interlocutor.


Porque me trais, já não tens coração, amor?
Ninguém duvida de que a traição sexual acontece quando há algum tipode insatisfação, seja ela amorosa, física ou material. Como seres humanos, homens e mulheres são movidos pela busca incansável do prazere vão em sua busca.
Fora a questão material, a explicação que os académicos tentam encontrar é, como diz, no estudo que está a conduzir, Tânia, de 28anos, psicóloga e professora universitária: “Estamos mais livres, aprendemos o caminho do prazer e já não queremos sair da cama sem onosso orgasmo”. Para tal, basta “levarmos camisinhas na bolsa, tomarmos a iniciativa na hora da ‘paquera’ e trairmos quando estamos insatisfeitas. Por outras palavras: “ Vamos à luta sem medo!”
Para Tom, de que falamos anteriormente, trair é uma coisa naturalíssima no ser humano: “O desejo que não está ligado ao amor, isso acho que todo mundo já deve ter sentido na pele e a vontade de viver com emoção”. Estas duas coisas são indiscutivelmente humanas. Eé por isso que a traição ocorre. Os homens traem e as mulheres também.
É a liberdade sexual que cresce de forma avassaladora? A psicóloga eprofessora universitária refere que sim. E justifica: “Embalada nessa busca, que muitas vezes é incentivada pela pobreza – material, moral eespiritual – a modernidade que a sociedade conquistou contribui para a actual tendência de relações extra-conjugais”. Tânia explica que “isso deriva do facto de, mal veiculada, a mensagem sobre o SIDA ter sido,por consequência, mal apreendida”. É como se, enquanto se apela ao ‘NÃO TRANSE SEM CAMISINHA’, e a Bíblia diz “NÃO ADULTERARÁS”, asociedade entendesse justamente o contrário: “USE O PRESERVATIVO E FORNIQUE ”. Uma vez confrontados com o facto, religiosos como Dom Diniz Sengulane já disseram que “vivemos numa época em que já ninguém tem coração.”

Sinais de traição frequentes
Segundo a revista “Nossa Vida”, um destes sinais pode revelar traição. Contudo, recomenda para se ter sempre presente de que existem hipóteses de o seu cônjuge não a estar a trair e que a desconfiançaseja feita sempre de forma a não destruir a relação para o caso de as suas suspeitas serem infundadas.


Masculina: 8
- Não deixa que ninguém toque no seu temóvel ou computador;

- Chega a casa com um cheiro diferente;

- Nada mais o chateia;

- Começa a produzir-se mais;

- Começa a ser mais desconfiado;

- Começa a dar respostas rebuscadas demais;

- Gasta mais dinheiro e não é capaz de o justificar credivelmente;

- Já não está tão interessado no sexo.


Feminina: 6
- Passa mais horas fora de casa;

- Maior preocupação com a aparência;

- Pode não fazer sexo com o marido pois fica mais “fiel” ao amante;

- Aumento da conta do telefone;

- Não menciona o nome do amante mesmo com as amigas;

- Contacto frequente com o “colega” de trabalho.

Escrito por Anselmo Titos (recebido por email)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O cabelo



‘O cabelo é a moldura do rosto”

O cabelo é um dos símbolos mais importantes da tanto da feminilidade quanto da masculinidade, ele desempenha um papel fundamental na composição, modelação e definição da aparência. Para muitos de nós o cabelo projecta uma mensagem, dando a conhecer a personalidade da pessoa, chegando muitas vezes a não ser necessário falar com ela, bastando apenas, olhar para o cabelo, para se perceber o seu estado de espírito, as suas vaidades(?), enfim é um prenúncio do que somos, seja homem ou mulher.

Do lado feminino muitas mulheres quando não estão bem com o cabelo que usam, sentem-se com a auto estima em baixo e super inseguras, portanto o cabelo é simultaneamente estectica, beleza, sedução, afirmação e segurança, por isso é que pelo menos uma vez por semana, algumas delas, visitam um cabeleireiro.Não imaginam quando chega o domingo a tarde e ela não teve tempo de cuidar do cabelo, só de pensar que vai sair a rua por uma semana com o cabelo desarranjado é um desgosto!

Dado o poder e a força que o cabelo vem assumindo nos últimos tempos o mercado deste evoluiu muito e é bem movimentado, e recheado, existem várias opções desde os produtos que o transformam aliasando-o ou encaracolando-o, apliques, perucas, tranças, dreads e até prescindir deles virou moda, em tempos só os homens poderiam tirar todo o cabelo, agora é muito comum encontrar mulheres sem um cabelinho sequer, mas também a reciproca é verdadeira é comum encontrar homens que usam tranças ‘tradicionalmente’ femininas, nada contra, desde que estejam bem arranjadinhos porque não?


Os cabelos também viraram um negócio lucrativo à vários níveis, tanto para quem cuida deles (salões de cabeleiro, hoje institutos de beleza), para quem revende os vários produtos a ele relacionados, assim como há mulheres que os criam para depois cortarem e venderem, este negócio (das extenções) é muito lucrativo e atinge até celebridades casos da actriz e cantora Cher que vendeu os seus cabelos por cerca um milhão de dólares para pagar um cirurgião estéctico!


Esta busca da estectica, segurança enfim um aditivo na beleza feminina do lado masculino nem sempre é encarada com bons olhos.Muitos homens pensam que as mulheres buscam alternativas ao cabelo natural, porque querem esconder a sua realidade, chegando até a fazer piadinhas.Uma das razões para que isso suceda cada vez mais é que nos tempos de hoje as mulheres têm uma agenda diária super preenchida tendo que cuidar da casa, marido, filhos, trabalho etc e muitas vezes não encontra um tempinho para si própria e claro para o cabelo, mas também é preciso aceitarmos e admitirmos que se fosse o inverso uma despreocupação com o cabelo também geraria outra inquietação!

Não que eu seja acérrima nem fervorosa defensora de apliques e outras transformações que se fazem hoje ao cabelo mas a verdade que seja dita manter o cabelo natural requer muitos cuidados é uma empreitada inimaginável, daí que para racionalizar, optem pelas alternativas que o mercado oferece. Portanto, estamos apenas a unir o útil ao agradável, afinal quem não gosta de se sentir bela, ou qual o homem que não gosta de se fazer acompanhar por uma beldade e que esteja na moda?

Outro aspecto a ter em conta que provavelmente desagrade aos homens são os investimentos no cabelo, muitos homens acham que cuidar do cabelo é uma despesa desnecessária, nalguns casos podem ter razão (ai, ai, ai) é que há mulheres mudam o cabelo porque a amiga, vizinha irmã ou colega mudou, e pior não se preocupa em querer saber se o companheiro vai gostar ou não. Penso que seria importante dar algum espaço para que ele dê uma opinião e diga como gosta de vê-la.

Já para o público masculino, o cabelo deixou ser uma simples forma de se apresentar, a fase de ir cortar cabelo literalmente já passou! É comum vê-los passar horas e horas no salão a acertar a “escovinha/picante”. Há um aspecto que os deixa bastante preocupados é a queda do cabelo que os torna calvos e até mesmo carecas, agora já há soluções para esse “mal” os homens já podem fazer implantes no cabelo, agora não me perguntem se as carapinhas também podem ser implantadas porque não sei. Mas não se preocupem, há um ditado que diz que “é dos carecas que elas gostam mais” pode até ser... oh meninas o que acham?

Para terminar e ao tudo indica o cabelo é um assunto do qual todo o mundo entende um pouco por isso é que também não está isento de mitos. Verdadeiros ou não, muitos de nós seguimo-los como sempre, vamos recordar alguns deles:

- Os cabelos brancos quando arracados multiplicam-se – Esta de certeza não é nova,
-Os muçulmanos depois do sexo lavam os cabelos (ou a cabeça?)-Como forma de se purificarem, é que depois do sexo sentem-se imundos (?),
-Quem está menstruada não pode pegar cabelo de ninguém, porque pode se partir- Pois é, sempre que forem ao salão não se esqueçam de perguntar se a cabelereira está “naqueles dias”,
-Duas pessoas não podem trançar a mesma cabeça-Ohh esta também não é nova, dizem que a cabeça doi,
-Durante a gravidez, os cabelos crescem mais- Bem, até é verdade, deve haver uma explicaçã científica para o fenómeno.

Como viram o cabelo é mais do que um complemento da cabeça...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A caminho da Pediatrida do HGM - 20/06/09








Um novo projecto se (re)desenhou, aquando do último encontro entre bloggers moçambicanos, radicados na capital Maputo : refiro-me à decisão de se criar um espaço que reuna diversas sensibilidades e que tenha como objecto a divulgação das diferentes perspectivas em formato impresso.

Para além das alfinetadas, palhaçadas e muita gargalhada, debates sérios foram levados à cabo e convenientemente reportados pelo Mutisse. Nessa perspectiva, pelas Vasikate, foi proposto aos bloggers presentes a criação do Fórum de Responsabilidade Social dos bloggers que vai ter o seu pontapé de saída dia 20 de Junho, visando proporcionar um dia Internacional da Criança e da Criança africana diferente. Leia mais aqui.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O Pai de Hoje



Existem, em principio, dois tipos de pais:os biológicos, aqueles de sangue e os sociais aqueles que educam cuidam e por ai fora.Estes dois tipos, podem ou nao coincidir na mesma pessoa, mas seja como for é sobre a relação entre pais e filhos- biológicos ou não- que vim falar-vos nesta longa postagem.


Nos dias de hoje nota-se que alguns pais tornam -se cada vez mais presentes na vida dos filhos. A fase do pai provedor que se preocupava apenas em colocar comida na mesa e criança/filhos é assunto das mães está significativamente a evaporar. Hoje, é comum ouvir um pai dizer que passou a tarde a brincar com o filho(a), levou o (a) a passear trocou/troca fraldas, dá banho, enfim, cuida com gosto e carinho do (a) filho (a) desde logo que veio ao mundo.

Mesmo não tendo dados oficiais acredito que a nivel dos tribunais já existem processos de pais que reinvindicam a guarda de seus filhos, não é para menos afinal os filhos por perto fazem sempre diferença!

A verdade é que o pai de hoje já não é o de ontem! Aquele pai que ao primeiro choro inocente do bebé ou bastasse sentir um cheirinho da fralda já chama(va) pela mãe está a ficar p`ra trás.

Quero acreditar que por um lado a pressão da ‘vida citadina’, a dita modernidade e a entrada da mulher no mercado de trabalho, derivada da necessidade de contribuir para o sustento do agregado familiar e, por outro, a necessidade que os jovens têm de se afeiçoarem e claro sentirem o amor de pai pra com os filhos que até então é (era) uma prerrogativa da mãe faz com que tenhamos cada vez mais pais orgulhosamente presentes.

Mas nem tudo é mar de rosa, como se diz, existem vários factores que a meu ver dificultam ao pai a ser ou tornarar-se cada vez mais presente, como pai de verdade: são alguns dos nossos hábitos sociais/culturais. Hoje, ainda é estranho um jovem dizer aos amigos "epah não posso ir txillar, hoje é meu dia de cuidar do bebé", ou então "espera- me um minuto bro, tenho que terminar de estender as fraldas...."


O outro factor que estrangula a ‘presença presente’ deste ‘pai moderno’, logo no pós-parto da sua mulher/companheira é a legislacao, que atribui ao pai apenas 1 (um) dia de licença de parto! Pode?? É verdade que o afecto se constrói desde a gravidez mas penso que os primeiros dias de vida do bebé são mais importantes na construção de uma relação mais afectuosa de pai para filho. O pai, só começa a realizar que já é pai de verdade depois do nascimento, portanto no dia em que mergulha o olhar, coloca as suas mãos naquele ser humano.

O mesmo já não acontece à mãe, posso arriscar e dizer que começamos a partir do dia em que recebemos o resultado do teste de gravidez.Se uma mulher grávida de 6 meses não sentir durante 3 horas consecutivas o bebé a mexer no seu ventre entra em pânico, porque o filho parou de mexer, não é o feto é o filho, que nunca viu, não sabe se é escuro ou claro e muitas vezes nem se quer conhece o sexo! O mesmo não acontece aos pais, não os estou a culpar a natureza é assim mesmo.

Os primeiros dias de vida do bebé embora sejam de alegria, também são duros/pesados para os papás, aliás alguns são marinheiros de primeira viagem, voltam do trabalho cansados, por vezes têm que sair à rua ao meio da noite p`ra comprar aquele xarope ou aquela gota, voltam à casa e não conseguem dormir porque a criança não para de chorar a noite toda, mesmo assim tem que estar no serviço a tempo e horas com toda boa disposição, afinal a vida não parou, pelo contrário começou com nova velocidade, dinâmica, práticas enfim...

Por isso é que acho que a licença de paternidade deveria ser um pouco mais extensa, quanto tempo mais não sei, para permitir que haja mais afecto entre pai e filho. Espero que não me questionem como seria para os que têm muitas mulheres.

Apesar dos contrangimentos acima referidos, os sinais são positivos, aos poucos caminhamos p`ra o pai, o PAI, aquele que para além de ter feito o (a) filho(a), trabalha para o sustento do agregado familiar, e logo de manhã acorda -o(a), dá banho,veste, dá de comer, leva à escola, vai as reuniões, assiste ao jogo de futebol da escola, a prova de natação, a apresentação no grupo teatral, lava e estende (ainda que seja a máquina), não se esquece da hora do remédio, sabe que as descartáveis, o leite, os gerbes estão quase a acabar, sabe ligar p`ra babá vestir um gorro e camisolinha ao bebé porque a temperatura baixou, acorda ao meio da noite para trocar a fralda, preparar o leitinho e embalar, faz escala com a mamã para brincar com o bebé durante a noite e ainda consegue chegar a tempo, sorridente e bem disposto ao trabalho!


Sei que algumas vasikate devem estar a dizer esta yndongah não bate bem da head, e os vavana devem estar com lágrimas de tanto rir, mas amigos isto é possivel, e já acontece entre nós estou a falar a sério!!!

Para terminar dizer que estão de parabéns todos os pais que se preocupam um pouco mais pelos filhos, mesmo os que não podem dar tudo de si porque não partilham o mesmo tecto, que o façam sempre que estiverem com eles, dizer ainda que nós as mulheres nos orgulhamos por carregamos a criança durante nove meses, damos a luz etc, mas a verdade é que nada disso aconteceria sem vosmecês, homens, não há fecundação sem o vosso sémen! Bem hajam os pais de verdade.

PS: Sei que existe o dia do Pai, mas quase nada se fala dele infelizmente, p`ra falar a verdade nem se quer conheço a data, alguém sabe?

terça-feira, 14 de abril de 2009

A vida como ela é...



Certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões". Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu.


Compartilho do ceticismo de Allen: A gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso. Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida". Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de actriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades. As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços... Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é.

Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre. Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto. Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas acções.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!

P.B.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Pais e filhos: A hora de dormir


No mundo de hoje, e em condições normais, a relação pais – filhos menores é algo alegre, divertido de se viver, contar, ouvir dizer por que é contagiante a paixão que cada um de nós experiementa desde o momento que ex bebé começa a dar os primeiros passos até a altura que já se pode contar com mais um (a) amiguinho (a) para uma conversinha animada. Mas nem tudo é “cor de rosa” nesta relação e hoje gostaria de trocar ideias convosco sobre a hora de dormir.

Um dos grandes problemas que alguns pais enfrentam de noite é quando chega a hora de mandar as crianças para a cama. Choros, pedidos para ficar um pouco mais, medo de ficar sozinho, de fantasmas- a lista poderia continuar- são comportamentos comuns principalmente na faixa etária dos 2 aos 6 anos.

Diz se que toda a criança entre 1 e 6 anos deve dormir entre 10 a 12 horas por dia, alias como todos sabem é a dormir que se cresce.Entretanto, nem sempre as crianças dormem durante o tempo recomendável, pois ficam até tarde a assistir TV, a brincar com os irmãosinhos ou presos aos videogame, entre outros.
Os reflexos deste dormir tardio são visíveis quando chega a hora de levantar para ir a creche/escola e ela não aceita, quer dizer, os pais enfrentam problemas para mandá-las à cama e também para as acordar!E então o que fazer? como mudar esta situação? É possível mudar esta situação sem causar outro tipo de problemas/traumas a criança?como?

Reconheço que cada relação pais – filhos tem as suas especificidades, não podemos generalizar as coisas, mas sou da opinião que os pais devem impor limites, dentro dos limites, nos seus filhos, estabelecendo horários para brincadeiras principalmente as nocturnas. Tem se visto, por vezes, crianças depois das 19 horas na rua a brincar, isto não me parece correcto, aliás brincadeiras agitadas durante a noite podem perturbar o sono da criança.

Há algum tempo atrás discutimos aqui, qual a melhor altura para os pais colocarem os filhos a dormirem no seu próprio quarto.Penso que neste caso, ter a criança no seu quarto mais cedo é vantajoso, pois para além de diminuir a dependência do filho em relação aos pais, possibilita que eles (os pais) criem no quarto do filho todo um ritual que antecede a hora de dormir.

É importante também criar uma rotina, e que esta seja consistente, para evitar que se mande a criança para cama numa certa hora hoje e amanhã noutra. Pode se criar uma sequencia de acontecimentos, tais como o banho-lanche-uma brincadeira leve-pijama-jantar-escovar os dentes-historinha-xixi-cama. Substituir as bincadeiras mais activas por outras mais leves pode, também, ser uma saída .

Este ritual quando executado sistematicamente pode fazer com que a criança comece a prever que se aproxima a hora de dormir e que esta é uma forma feliz de terminar o dia.

Importa salientar que a hora de dormir se, por um lado, constitui um problema para as crianças não é menos verdade que para alguns pais também o é, pois, tendo uma agenda diária muito apertada, passando a maior parte do dia fora de casa e longe das crianças torna-se difícil ter tempo para criar e perpetuar a rotina, aliás muitas vezes eles só têm tempo para ficar com os filhos exactamente no momento em que eles devem dormir, sendo que chegam a sentir uma certa “culpa” em mandá-los para cama, tornando –se assim os primeiros a quebrar a rotina... a questão continua há saidas para este “quebra-cabeças”?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Vestindo o pé


A olho nu, pode-se dizer que o tipo de calçado usado é indicador da classe social de quem o calça, em particular na ala feminina. Por exemplo, os chinelos “pipoca” ou havaianas, são tipícos de pessoas da classe baixa. Na classe média, calça-se um sapato com salto médio ou minissaltos, sandálias rasas e chinelos. O sapato de “bico, biqueira ou picareta”, tipo aranha-céu, é calçado pelas mulheres da alta sociedade.

As “pipocas”, ideiais para uso dentro de casa, na praia ou piscina são práticas para quem vive nas zonas periféricas: calça-se de casa a paragem e depois se pode calçar outro tipo de sapato sem se carregar uma tonelada de areia. No entanto, as pipocas tem um inconveniente se levarmos em conta o piso que “pisam”, incluindo o pavimento das cidades: os pés sujam-se facilmente devido as poeiras e outros dejectos.

Na classe média, talvez por força da oferta semanal garantida pela realeza dos sapatos (chinelos e sandálias), mais de metade da cidade arrasta os pés “chinelada”. Já nem se olha ao momento ou espaço, o chinelo está presente em todo o lado. Na classe alta, porque o mulherio tem como se deslocar confortavelmente, não corre o risco de se cansar ou torcer o pé no pavimento levantado, por isso o sapato com salto alto é que reina.

Os homens não entendem como uma mulher pode ter tanto sapato, de todas as cores e feitios. Ultimamente, em que o básico branco-preto-castanho-creme serve apenas para combinar com a toillete nessas cores, mais dificil ainda fica perceber. As combinações são feitas tendo em conta um todo: a roupa (o material também entra no jogo das combinações), a bolsa ou carteira e os acessórios.

Botas (com franja, zíper ou atacadores, rasas ou com salto, cano alto ou curto, para chuva ou para machamba), mocassins, salto alto (plataforma, fino ou grosso), sapatilhas, sandálias, chinelos (“pipocas” ou havaianas, de praia ou de passeio) são alguns dos exemplos comuns de sapato. Monocolores, bicolores, tricolores ou simplesmente coloridos, envernizados, em plástico, em couro, em fibra sintética, de tudo há um pouco.

Desde sempre pisado e por isso, metaforizando, humilhado, o sapato serve para proteger o pé. Conhecido como a paixão da mulher, o sapato, por ter contacto directo com o chão é objecto correcto no pé e indigno quando lançado à cara de alguém. Que o digam as personalidades G. Bush, que tão bem esquivou a sapatos e hoje é figura de jogos, e Wen Jiabao.

Com o advento do second hand, comprar sapatos ficou ainda mais fácil, o que quase faz cair em saco roto a teoria avançada segundo a qual o tipo de sapato identifica a classe social. Muita gente, de todos os extractos sociais, compra no dumba-nengue, nas ruas, nos txova-xita-duma, para além de outros produtos oferecidos por este comércio em franco crescimento, sapatos de todos os tipos, feitios e cores.

Mas, do mesmo modo que o sapato é um item imprescíndivel para a toillete, também pode ser perigoso para a integridade fisíca de quem o calça: um centímetro a mais pode ter consequências incalculáveis na coluna e na estabilidade fisíca. Um número pequeno pode provocar bolhas dolorosas e desconforto total. Um sapato pesado exige muito esforço na hora de caminhar e, no fim da performance, decerto que o corpo se queixará.

Se gosta de salto alto, que tenha muitas tiras ou tiras grossas para prender o pé, pois devido ao salto, o peso do corpo faz-se sentir nos ossos dos dedos. Sapato ou sandália alta, habitualmente eleitos para casamento, não estão com nada se tiverem uma só tira e fina. As mulheres disso sabem apenas teimam em ficar chiques, sentadas, mal dançam e, no fim da cerimónia, arrastam os pés ou descalçam-nos de tão maltratado e doridos que estão.

Assim, na hora de escolher o sapato, experimente-o no fim do dia, em que o pé está inchado pois essa de que com o tempo o pé se vai habituar pode sair para torto. No dia-a-dia, tente usar sapatos diferentes, não somente na cor, mas no estilo e no material de modo a que os pés não sejam continuamente punidos num mesmo local. Não custa nada e os pés agradecem!

Sapato daqui