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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Missão... comprida!






Sucesso retumbante, assim podemos considerar o pontapé de saída do projecto de Responsabilidade Social conjunto dos bloggers moçambicanos lançado no segundo encontro de Maio do corrente ano. Aliás, após este parto dificílimo (céus, o quão dificil é desembolsar uns trocados!) podemos afirmar, orgulhosos, "Yes, we can!" acrescentando confiantes "C’est possible!".

Amigos da Pediatria do Hospital Geral da Machava, assim fomos designados por mães, acompanhantes, meninos com dói-dói e funcionários da pediatria, afinal essa estória de blogs não é do conhecimento de todos, que emocionados e incrédulos foram agraciados por um gesto nobre e cada vez mais difícil de testemunhar: a solidariedade.

As 9h, Ximbitane, Yndongah e Kiluba, uma amiga que mesmo nao sendo blogger aderiu a nossa causa, chegavam carregadas de brinquedos e de uma parte do farnel (sumos, bolachas e bolos). Pouco depois chegava Shirangano. Nyikiwa e Nyabetse, sim, a blogger na diaspora, chegavam carregadas de apetitosas sandes.

Perdido algures, na emoção e na confusão da designação HGM (Hospital Geral da Machava ou Centro de Saúde da Machava), aprumado como mandava a ocasião, Chacate Joaquim veio na boleia de Jorge Saiete. Egidio Vaz, ficou na promessa de "dentro de 15min"... A team parecia completa mas... "Quem mais disse que vinha? Basilio Muhate ta bizz com aulas, Mutisse foi a Mondlanine... Aparentemente já cá estamos todos".

Yndoh e Xim, não mugiam e nem tugiam, em silêncio e entre olhares discretamente cúmplices indagavam-se se outras "promessas" se fariam presentes no palco dos acontecimentos. Quase 10h, um desconhecido passou e foi abordado pela Yndoh, "Uf, pelo menos 1", segredavamos um pouco aliviadas. 20min depois, o ilustre desconhecido transformou-se em palhaço e se instalou o delirio no seio da pequenada para o espanto dos bloggers Chacate e Saiete que com essa não contavam.

A ansiedade ainda tomava conta das vasikate Xim e Yndoh, "Ele virá?", questionavamo-nos com olhares pois faltava "pouco pra quase". A Direcção do Hospital chamou a Yndoh para testemunhar a organização da mesa da festa. Nyikiwa também subiu para apoiar e pouco depois, numa breve chamada, Yndoh diz: "Xim, recebe o nosso convidado"!

Tapete, luzes, câmara, acção... Tabasilly com "Vôvô dele" fizeram a sua entrée e fomos ao delírio, afinal "It’s possible!". O olhar de espanto e de alegria de todos no piso da Pediatria foi incrível. Médica, enfermeiros e serventes não se coibiram em expressar a sua admiração e alegria pela presença do músico convidado. Estava na hora!

Veio o emocionado e gaguejante discurso dos blogger’s proferido pelo Chacate. A Direcção da Pediatria, na voz da Dra. Suzete, agradeceu o gesto e convidou as estrelas da festa a degustarem do lanche entre as brincadeiras do palhaço. Quando o lanche terminou, parecia que tudo já estava dito e feita, mas faltava a entrega dos brindes.

Xim, em acto inesperado e arrojado, perguntou aos presentes se não conheciam o senhor que estava ao seu lado. Em uníssomo os presentes responderam que o conheciam e a questão "o vão deixar ir embora sem falar na linguagem que só ele conhece?" foi lançada. Perante a resposta negativa dos presentes, o refrão "canta, canta, canta..." se fez ouvir. Alegando, falta de instrumentos e fragilidades na saúde (estava gripado), Tabasilly ensaiou uma desculpa que só atiçou os presentes. "É uma delicia,... é uma delicia, vôvô dele".

Pronto, o show começou e foi ao clímax total! A capella de Tabasilly, secundada pelos presentes, exímios cantores e dançarinos, serviu também para a entrega dos presentes por parte deste e dos bloggers. A festa não mais parou, nem parecia que estavamos numa unidade sanitária e a poucos metros da morgue, tal era a contagiante alegria. Mães emocionadas agradeceram o gesto, pediram um "repite" para com outros hospitais e para com aquele em particular e o mesmo foi dito pelo pessoal do hospital na hora do adeus. Nas entrelinhas leu-se "Solidarizem-se sempre connosco"!

Porque não? A missão ficou comprida pessoal! Lembrar que, para além das crianças hospitalizadas, crianças em ambulatório foram também as estrelas do dia. O Natal está a porta e não podemos defraudar as expectativas que criamos naquele local. Passemos a outro estágio da nossa responsabilidade social, não deixemos para amanhã o que podemos fazer hoje. Contribuamos, vale tudo (livros, brinquedos, roupa para criança ou dinheiro para a compra de bens que tanto fazem falta) pois não há raio de sol mais brilhante do que o sorriso de uma criança!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Boas Festas !

Amigos e visitantes,

Ao longo do curto mas intenso tempo que existimos na blogosfera como Vasikate va Moçambique, fizemos amizades que guardamos com muito carinho. Caminhamos rapidamente para o fim de um longo ano recheado de vitórias e derrotas, bons e maus momentos.

Para nós, Vasikate, Avid, Mitumwane, Yndongah e Ximbitane, este ano foi o da realização, não de um sonho, mas da fé e da esperança de que com as nossas palavras, sentimentos e vivências, individuais ou colectivas, é possivel fazer algo de e para a Mulher.

Agradecemos a cada um de vocês, em particular os habitués do Vasikate va Moçambique, pelo carinho e colaboração em ideias e pensamentos que enriqueceram os debates e, esperamos francamente, novas formas de pensar.

Feliz Natal e Prospero Ano Novo
Bem hajam todos!

domingo, 30 de novembro de 2008

Retrospectiva de Novembro



Parece que se tornou moda, mas é pura coincidência, uma vez mais tivemos motivos para fazer mais um balanço com lembranças de alegria: no dia 15 de Novembro, Yndongah, celebrou mais um aniversário natalicio. Para sua surpresa, foi agraciada com inúmeros votos de longa vida dos amigos do Vasikate e, estranhamente, nenhum perguntou quantos anos ela fazia!

Ainda nesse mês, a Avid, que à sua entrada, na banda das Vasikate, já tinha levantado poeira e aguçado vorazes apetites, confessou-se “n’sikate doidinha” tendo-nos brindado com posts ligths, cheios de humor e muito reflexivos, isto se comparado ao seu habitual cardápio picante nos Momentos de Vida.

Acima de tudo tiveram lugar, em Novembro, acesas discussões sobre assuntos que, curiosamente, são menosprezados em momentos quentes talvez porque se são usados habilmente escondidos de olhares públicos: o soutien e o preservativo feminino que nos fizeram conhecer um novo amigo, o Emidio Gune.

Quando parecia que o mês ia acabar tranquilo, eis que a aniversariente de fresco nos sacode com um post com teor delicado, para muitas mulheres e suas familias, e que nos deu a conhecer experiências pós-parto sendo que a da Nini, uma n’sikate que esperamos que tenha vindo para ficar (fica sim, é xibalo!) e da n’sikate doidinha, carimbaram a pertinência do tema.

Eis-nos pois no inicio da última curva do ano, que esperamos que seja gloriosa para nós vasikate, nossos amigos e visitantes.

sábado, 1 de novembro de 2008

Retrospectiva d'Outubro

Uf! E lá se foi outro mês. Apresentamo-os com um novo template, mas a nossa profunda alegria advém da entrada de outra n’sikate, Avid, do Momentos de Vida, e segundo porque finalmente sentimos que o nosso trabalho vale a pena, isto pelo feedback havido nos assuntos aqui expostos e não só.

Não podemos deixar de nos regojizar pela projeção recente feita pelos blogs de Patrício Langa e Egidio Vaz, sem querer, evidentemente, subestimar o mesmo exercício feito, aquando do lançamento do Vasikate pelo Bosses, Reflectindo e Dedé e a grande e inestimável forca, nos bastidores, do Navegador solidário, saboroso e poeta.

Continuamos apreensivas pela pouca participação de vasikates, aliás o espaço é a elas dedicado, mas acreditamos que os vavana (Jonathan, Saiete, Shirangano, Muthisse e todos outros) fazem a sua parte, não só participando activamente como também passando uns recadinhos nossos as vasikate lá em casa. Aliás, prova disso é que seguindo nossas dicas, o blogger do Modaskavalu já se encontra em franca recuperação de forma...

A nossa caminhada no mundo blogger, como em tudo em nossas vidas, não foi, não é e nem se pretende que seja uma caminhada pacifica: é um caminho de desafios. Inúmeras foram às vezes em que pensamos desistir, mas a persistência e a forca foram às mãos que levantaram uma outra e outra vasikate quando as forças quase faltavam.

Hoje, apesar de todas as vicissitudes, sentimo-nos um pouco mais fortes e com energias para continuar nesta empreitada que tem como objectivo contribuir numa nova forma de ser e de estar reflexiva na vida das Vasikate va Mocambique. Já não basta “engolir” pratos feitos ou confeccionar receitas propostas, é tempo de discutir, partilhar e enriquecer a nossa forma de pensar e de ver o mundo.

Para finalizar este balanço, queremos uma vez mais reiterar a nossa vontade em contar com ajuda e apoio de todos. E, antes do ponto final, kanimambo a todos!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Retrospectiva de Agosto

Depois de intensa introspecção e conversa franca, entre as colaboradoras do blog, eis a grande decisão: Vasikate va Moçambique, veio para ficar. Cientes de que o universo feminino, tal como em tudo no seu dia-a-dia, simplesmente balda-se para factos que podem mudar e melhorar a sua vida, com a existência de um blog a elas dedicado não poderia ser diferente.

Pelo que pudemos notar, na concepção de muitas mulheres, estranhamente que lidam diariamente com o computador e com a Internet, os blogs são assuntos de homens. Santa sabedoria! Preferem gastar tempo com futilidades enviando e reenviando mails sem nada de construtivo.

Fizemos uma experiência enviando um mail, desses que se não foram reenviados fica-se com N anos de azar ou outros tantos anos de infelicidade! O mail em questão tanto girou que voltamos a recebe-lo 16 vezes e a cada vez a corrente ia-se alastrando. No entanto, ao publicitarmos o Vasikate va Moçambique, pela mesma via, nada aconteceu.

No final do mês fomos brindadas com a entrada de Mitumwane que trará ao Vasikate assuntos de várias latitudes sobre o feminino. Repetindo o discurso passado, reiteramos nossa vontade em ver participar mulheres para que juntas e em diálogo permanente possamos construir ideias há muito adormecidas nos nossos desejos.

Neste momento de balanço nada mais nos resta do que agradecer e incentivar mais contributos e apoios de todos bloggers e anónimos visitantes.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Retrospectiva de Agosto

Geralmente, quando queremos começar algo, lançamos a primeira pedra, baptizamos ou fazemos a apresentação desse facto. No entanto, em algum momento, deve-se parar, olhar para atrás e analisar o que se fez, o que não se fez, o que devia ter sido feito e o que se fará. É a época do balanço ou da retrospectiva de um momento, de um dia, de uma semana, de um mês, enfim de várias etapas de um processo.

Habitualmente faço esse exercício e olho para atrás. Analiso, meço, perspectivo e muitas vezes questiono minhas atitudes, quanto a mim mesma e quanto aos que a mim estão relacionados, ou que por força do meu exercício acabam levando na tangente. Sim, é momento de retrospectiva da prestação do primeiro mês de Vasikate va Moçambique!

E, espero, a primeira de muitas retrospectivas, que se pretendem mensais, pois nós, mulheres, temos que aprender a totalizar os nossos actos somando, dividindo, subtraindo e multiplicando pequenas acções que resultam em grandes actos. É um exercício habitual, tal como quando fazemos as compras do mês: o inventário faz a lista ficar enorme, as prioridades são diversas, as despesas são excessivas mas no final damo-nos por satisfeitas por termos o estrito e necessário.

Quanto a nós, vasikate-conceptoras, os objectivos estão claros, versar sobre temas relacionados com a mulher e que contribuam para o seu desenvolvimento e visão do mundo, e o grupo-alvo bem definido, a mulher sem pôr de parte o homem, que é e deve ser a força impulsionadora do crescimento da mulher, sublinhe-se, ou por detrás do homem não está uma (grande) mulher!

Directa ou indirectamente, ao longo deste período, neste espaço e em outros de forum particular, colhemos opiniões, sugestões e críticas com intenções criativas, que muito agradecemos. A gestão das contribuições de todos não é tarefa fácil, ainda que todos tenham a intenção de ajudar e impulsionar a mulher a ser activa, auto-suficiente, a questionar, a participar e a colaborar. E nós, vasikate-conceptoras, com ideias próprias procuramos ainda a verdadeira essência de Vasikate va Moçambique.

Neste âmbito, ressalvamos que, não trazemos receitas mágicas, como um xarope caseiro, algo tipico em nós, vasikates, mas procuramos soluções conjuntas através da discussão e da reflexão. Aliás, está e que fique claro que não somos experts em nada apenas tacteamos o caminho e sem a ajuda de uma bengala branca.

Se por um lado impera o sentimento de profunda alegria, por tentar fazer algo em prol da mulher, por outro lado, vem a sensação de frustração, pois os convites para colaboração de experts e participação já foram enviados mas as vasikate andam distantes e, logo, questiono-me sobre a pertinência de ter um espaço desta dimensão, ou do que egoisticamente pretendemos, de e para a mulher.

Sem a nossa participação, não é possível edificar um mundo mais equilibrado. Eis o “X” da questão, o tal que faz a grande diferença! Continuar ou desistir? Estamos cientes de que Roma e Pavia não se fizeram em um dia, mas, que novo rumo dar ao projecto?

1. Eternizar a nossa passividade, mantermo-nos apêndices de outros, e agirmos em função dos seus interesses?
2. Alinhar no coro das ideias brilhantes e paternalistas, populistas e hipócritas que nos reduzem a objectos descartáveis?
3. Reagirmos como cidadãs de corpo inteiro que permitem delinear uma estratégia que obrigue o outro a recuar para posições mais defensivas?
4. Descolonizarmo-nos do consumismo, enquanto processo que nos aliena, nos coisifica, e nos remete para a prateleira de bens perecíveis?
5. …

Este espaço, adicionado e/ou adicionável a outras iniciativas dominadas pelos mesmos objectivos arremessará, seguramente, uma pedrada no pântano da mediocridade defendido por muitas de nós. Rejeitemos, em definitivo, a postura de subserviência quase animalesca e engrossemos as fileiras de mulheres lúcidas e, juntas, avancemos para um mundo mais justo.

Gostaríamos que aqui, neste modesto e incipiente espaço, crescesse uma ampla participação de mulheres para que juntas e em diálogo permanente, possamos construir ideias há muito adormecidas nos nossos desejos.