Mostrar mensagens com a etiqueta Valores morais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Valores morais. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Um erro, duas medidas


O adultério, defendido por um passado em que predominavam relações polígamas em todos viviam em perfeita harmonia, muito recentemente ganhou um outro rótulo: a Casa 2. Contudo, neste novo figurino, de pulada de cerca, a cohabitação entre as vertentes desse triângulo nem sempre é consensual como fora outrora.


Se para os homens é uma mais-valia, são novos ares, novos sabores, novo alento em contrapartida para as esposas essa atitude representa um knock out na sua auto-estima e estabilidade psicológica, física e social. Geralmente, diante da constatação de que existe uma Casa 2, a mulher é literalmente forçada a conviver com essa situação.


A família, no sentido mais alargado, geralmente chamada para colaborar na resolução desse imbróglio, problema exclusivo da mulher pois ao homem só traz beneficios nas carências que a mulher não consegue suprir, é a primeira a solicitar que esta perdoe o erro do seu homem “pois ele é homem”.


Em casos mais extremos, tanto a familia, como o próprio “saltador” colocam a mulher na berlinda ao imporem que diante dos factos ela aceite conviver pacificamente com o novo cenário de vida à 3. Contudo, se por alguma razão o “pulador” é a mulher outro tratamento não há do que um Ra, Re, Ri, Ro, Rua! Traição femenina não tem perdão?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Mãe solteira (1)


Ao longo dos tempos as percepções e as imagens construídas de mãe solteira, as atribuições e responsabilidades que recaem sobre esta vem mudando de forma assinalável.

Houve tempos em que ser mãe solteira era motivo de repúdio na sociedade, essa mulher era discriminada e considerada de má vida. Com o passar do tempo, as caricaturas verbais decorrentes dessa então triste sorte tiveram uma viragem espectacular de tal modo que, ser mãe solteira hoje já não envergonha tanto assim, talvez devido ao número cada vez crescente desta “nova categoria social” o que faz com que as pessoas comecem a aceitá-las mais abertamente e com menos preconceito.

O que se assiste ultimamente é que a partir duma certa idade por vontade própria ou pela pressão social as mulheres cultivam a necessidade de serem mães.

Regra geral, para que isso aconteça, tem que haver a contraparte masculina e se espera que mais do que um mero fecundador, seja um homem que em conjunto com a mulher criarão e educarão o ser por vir. Esta é a situação ideal, porém nem sempre as coisas acontecem de forma linear, muito pelo contrário é cada vez mais frequente encontrar mulheres que enfrentam a maternidade, com todas as suas vicissitudes, e alegrias sem um homem do lado, não posso deixar de referir que há por outro lado o aumento da chamada produção independente que também contribui para a multiplicação das mães solteiras.

Como consequência desta nova forma de encarar a realidade curiosamente, surge um novo fenómeno: A vergonha por não se ser mãe.

Nota se aqui uma inversão na percepção dos factos. Se antes era vergonhoso ser mãe solteira hoje a situação é contraria: a partir de certa idade parece que o vergonhoso é não ser mãe! Não importa se casada, solteira ou comprometida. Ou seja começa a valer a pena ser mãe solteira do que ser solteira sem filhos!

Ainda que desconheça as razões para este fenómeno, posso arriscar e dizer que a pressão social, o medo por ser mais difícil conceber a partir duma certa idade, o falatório por parte das pessoas que as rodeiam a podem ser factores que influenciam.

Por outro lado, existe o medo (ou o risco) de não poder encontrar um parceiro que esteja disposto a dar-lhe um filho, dizem que os homens fogem de mulheres nessas condições, eles estranham o facto dela na idade em que se encontra não ter pelo menos um filho, dizem logo que essa mulher tem problemas, tem um mudliwa, não tem história: "se ela chegou até aquela idade sem filho é porque tem problemas".

Enfim, o que era vergonhoso em tempos, começa a deixar de sê-lo hoje e contrariamente, o que era motivo de orgulho, começa a ser vergonhoso, estamos ou não perante uma inversão de valores?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ciúmes?!


"No banquete do amor, o ciúme é o saleiro, que ao querer verdadeiro, empresta vivo sabor. Advirta-se, porém, ser erro temperar em demasia. O ciúme, por ser só sal, se posto demais no prato, não tempera, antes, maltrata". Tirso de Molina

Amigos hoje propus-me a falar de um dos mais controversos assuntos, sentimentos, enfim algo, que não sei se gostamos ou se tememos, mas não podemos ignorar porque nos acompanha sempre, quer queiramos, quer não, está sempre lá nas suas mais variadas formas:O ciúme. A palavra ciume provem do latim ”zelumen“ e do grego“ zelos”, e está mais ou menos relacionada com a necessidade que temos em zelar pelo bem estar de alguém especial, seja ele irmão, pai amigo, namorado, marido etc.

Quase todos nós, acredito que não estou a exagerar, alguma vez na vida já tivemos uma crise de ciúmes, e dependendo do estado de espírito podemos até ter armado um “barraco” por conta deles.
Costuma se dizer que os ciúmes são símbolo do amor, ou seja, são uma forma de demonstrar que o sentimento é forte, aliás quem não gosta que a pessoa amada lhe faça uma cena de ciúmes? Portanto, podemos dizer que o eles funcionam como um test driver na relação, porém tanto a sua ausência como o excesso podem prejudicá-la.

Maior parte das vezes uma reacção ciumenta surge quando se descobre/desconfia de uma infidelidade, quando começamos a imaginar como será a/o outra/o, ou quando a/o conhecemos e ao nos compararmos reconhecemos que pode ser que tenha algo mais atraente do que nós, daí o complexo de inferioridade, a baixa auto estima, falta de autoconfiança enfim uma série de sensações desagradáveis.

O ciúme excessivo, faz com que o ciumento tenha atitudes desagradáveis e até mesmo violentas, ele passa dia e noite se martirizando, a imaginar algo, cerca o/a companheiro/a em todos os passos, vasculha no telefone, cheira-lhe as roupas, enfim tudo a procura de provas. Casos há em que o ciúme termina em tragédia em que o/a ciumento/a mata-se a sí próprio/a ou a/o companheiro/a.

Há um tempo atrás, vimos através da comunicacão social dois casos tristes e chocantes, um deles, o homem espancou a companheira, em pleno dia de São Valemtim, alegadamente por ciúmes, o segundo tirou a vida á namorada também por ciúmes, aliás este último é manchete do semanário Magazine Independente desta semana e conta como tudo aconteceu. Não quero falar destes casos em particular, pois acredito que como esse há tantos outros , a minha questão é como uma demontração de amor pode se tornar tão violenta? Será mesmo amor o que se está a tentar demonstrar? Ou então é uma forma “bonita” de justificar um acto tão bárbaro?

Por outro, lado não creio que as cenas de violência aconteçam de dia para noite, em algum momento a pessoa violenta dá indícios de desvio de personalidade, como perceber esses sinais? Como lidar com eles?Para mim um dos grandes problemas reside na dificuldade que existe em separar a cena de ciúmes como demonstração de amor da própria violência ou seja pecebermos que a partir de um certo momento já não se trata de amor, a atitude já não é romântica, muito pelo contrário.

Penso que uma boa orientação no que diz respeito a certos sinais que podem se traduzir em atitudes violentas, a denúncia por parte das vitimas e porque não a consulta a psicólogos de casais/relacionamentos- se é que existem entre nós- que possam fazer um acompanhamento médico caso se conclua que o ciume excessivo pode ser uma patologia poderiam ajudar na redução de casos de violencia por ciume.

Embora na maioria dos casos destes sejam contra mulheres, é importante recordar que o comportamento violento tambem ocorre em mulheres, já ouvimos histórias de mulheres que matam ou queimam o companheiro enquanto este dorme, outras ainda optam a castrá-lo ou mesmo, nao sei se é verdade ou não, recorrem a métodos tradicionais para fazer com que marido (ou ex ) não “funcione” , não saia de casa, enfim...


Bem, não posso deixar de dizer que algum nível de ciúme me parece necessário para uma relação, como dizia o poeta “o ciúme é o tempero do amor”, pois é, na medida certa e bem misturado com outros ingredientes pode trazer felicidade. Não acham?




Foto tirada daqui

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Geografia dos Amores

AVerdade foi à procura dos lugares, no Grande Maputo, onde os residentes da capital do país dão facadas no seu relacionamento conjugal e não só. O fenómeno, moral e religiosamente condenado, estáem alta e a encher os bolsos dos proprietários dos “escondidinhos” –hotéis, pensões, esplanadas, barracas e até casas familiares – que exploram esses prazeres alheios no Grande Maputo…


Acomodada em sofás, uma dúzia de casais ilegais espera pela oportunidade de entrar nos cerca de 20 quartos que, às 18 horas de uma terça-feira, estavam superlotados desde às 10 horas que cá estamos. Há casais de todas as idades e classes sociais. No meio está um par dequinquagenários envolto em beijos e carícias. À esquerda uma ‘quatorzinha’ meio envergonhada na companhia de um homem barrigudo ecom idade para ser seu avô, dono de um BMW e barba farta. Também aguardam, pacientemente, pela sua vez. À direita estão dois, quatro,talvez mais pares de jovens que passam o tempo com mais um duplo de uísque ou de amarula.
Ninguém olha para ninguém. 11, 13, 16, 20, 22 Horas: pares, exaustos,vão saindo, cúmplices, um a um ou abraçados e entram, cabisbaixos, nas viaturas. Há aventureiros que vão como vieram: pelas suas próprias pernas. Aqui o jogo é este: em função da hora de chegada, os ‘amantes’ são convidados a ocupar os quartos por uma, duas, três horas ou mais, consoante o bolso e tempo de cada um.


Inimigo íntimo
Dinheiro. Comida. Carro. Diversão. Liberdade. Extravagância. É o que esperam da vida essas pessoas que fornicam com ‘maridos’ e ‘esposas’ alheios em quartos de hotéis, motéis e pensões. Ou em casas familiares, esplanadas e barracas que aprovisionam quartos para tal fim.
Antes encarado como um prémio da relação amorosa, o prazer sexual há muito que passou a ser direito dos maputenses que se iniciam mais cedo, têm mais parceiros e se casam mais tarde.


Tó Sam, 35 anos, casado há 10 e frequentador assíduo desses locais,aceitou contar ao @Verdade os passos da sua infidelidade: “Comecei atrair a minha mulher ainda na fase de namoro, com colegas da escola ouvizinhas.” Apanhou o vício, daí que, mesmo depois de passarem a viverjuntos e terem um filho, ele continua a trair a sua cônjuge que,conformada, até já coloca preservativos nos bolsos do marido. “Não há como: de repente você recebe uma chamada, um “e-mail” ou um “sms” aconvidarem-te para uma conversa e, quando chegas ao local, abrem-te asportas de um carro que te leva para um hotel onde te pagam tudo…ah, então diga: como não cair na ratoeira assim?!!!”


O mapa erótico…
O século XXI, com o advento da internet e dos telemóveis, reduziu asdistâncias. É com base na internet e telefone celular que as pessoas agendam encontros eróticos. Só na cidade de Maputo, exemplos são aos milhares. Muitos funcionam escudados por detrás de restaurantes, pensões, esplanadas e barracas. Um dos mais procurados está em plena Avenida Eduardo Mondlane, defronte do “Covo”, onde os casais recebemchaves de quartos do andar superior. Preço: 200 meticais/hora. É um desafio à imaginação andar quinhentos metros de uma avenida de Maputo sem que se encontrem lugares idênticos.
Há na Sommerschield, na Polana-Cimento e “Caniço”. Na baixa da cidade há dezenas de pensões que exploram esses prazeres alheios para ganharem muito dinheiro. Idem no Alto-Maé, Malhangalene, Benfica, Catembe e Triunfo. Na Matola também.
Naquilo que se classifica como nova tendência, os aventureiros sexuais fogem da zona urbana para a periferia, uma tentativa de sedistanciarem do “faro” e do olho dos parceiros – legais – familiares, ou da sociedade. Quem descobriu a façanha e investiu em quintas disfarçadas em casas de pasto está a ganhar muito dinheiro. Lá, os preços variam em função da qualidade dos serviços prestados: quarto com ar condicionado, cama casal redonda, TV ‘multichoice’, água canalizada e quente oscila entre 300 e 500 meticais/hora. Geralmente, são locais concebidos com parques de estacionamento, bar e restaurante com churrascos onde, no caso de superlotação, servem de perfeitas salas de espera.


Perigoso...
Fornicar ilegalmente pode parecer bom mas também pode ser o começo dofim de um longo sonho que começa(ria) com aquele cenário clássico em que, com uma gravata apertada e um belo vestido branco com véu egrinalda, o padre abençoa a união e exige das partes envolvidas uma declaração pública, com testemunhas, segundo a qual se deve “serfiel, amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e nadoença, seguindo amando e respeitando, até que a morte os separe”.Mas está difícil. O fácil, porém, é chegar a esses “escondidinhos” e “comer a fruta proibida”, tal como Adão e Eva o fizeram contra a vontade divina, não obstante ter-lhes advertido de que “ (…) tudocomereis, mas da árvore da vida não comereis”.
O perigoso – e curioso, infelizmente – é que essas pessoas nasceram e/ou cresceram diante da propagação do SIDA. Mas a doença não travou a multiplicidade de parceiros, como se imaginava. Como Tó Sam, muitosdos que praticam relações extra-conjugais raras vezes usam(correctamente) os preservativos. Elias Mubai, 40 anos de idade e umdos gerentes desses “escondidinhos” conta o que lhe atormenta há anos:“ Já acudi a casais que lutam ou saem dos quartos zangados por causado ‘usas-ou-não-usas preservativo!” Como ele, muitos dizem que ospreservativos permanecem longo tempo nas gavetas das cabeceiras porque não são usados. Isso faz-lhes pressupor que muitos casais devem estara manter relações sexuais ocasionais desprotegidos. E a contribuírempara o elevado índice de seroprevalência. “ Não sei porquê!”, remata onosso interlocutor.


Porque me trais, já não tens coração, amor?
Ninguém duvida de que a traição sexual acontece quando há algum tipode insatisfação, seja ela amorosa, física ou material. Como seres humanos, homens e mulheres são movidos pela busca incansável do prazere vão em sua busca.
Fora a questão material, a explicação que os académicos tentam encontrar é, como diz, no estudo que está a conduzir, Tânia, de 28anos, psicóloga e professora universitária: “Estamos mais livres, aprendemos o caminho do prazer e já não queremos sair da cama sem onosso orgasmo”. Para tal, basta “levarmos camisinhas na bolsa, tomarmos a iniciativa na hora da ‘paquera’ e trairmos quando estamos insatisfeitas. Por outras palavras: “ Vamos à luta sem medo!”
Para Tom, de que falamos anteriormente, trair é uma coisa naturalíssima no ser humano: “O desejo que não está ligado ao amor, isso acho que todo mundo já deve ter sentido na pele e a vontade de viver com emoção”. Estas duas coisas são indiscutivelmente humanas. Eé por isso que a traição ocorre. Os homens traem e as mulheres também.
É a liberdade sexual que cresce de forma avassaladora? A psicóloga eprofessora universitária refere que sim. E justifica: “Embalada nessa busca, que muitas vezes é incentivada pela pobreza – material, moral eespiritual – a modernidade que a sociedade conquistou contribui para a actual tendência de relações extra-conjugais”. Tânia explica que “isso deriva do facto de, mal veiculada, a mensagem sobre o SIDA ter sido,por consequência, mal apreendida”. É como se, enquanto se apela ao ‘NÃO TRANSE SEM CAMISINHA’, e a Bíblia diz “NÃO ADULTERARÁS”, asociedade entendesse justamente o contrário: “USE O PRESERVATIVO E FORNIQUE ”. Uma vez confrontados com o facto, religiosos como Dom Diniz Sengulane já disseram que “vivemos numa época em que já ninguém tem coração.”

Sinais de traição frequentes
Segundo a revista “Nossa Vida”, um destes sinais pode revelar traição. Contudo, recomenda para se ter sempre presente de que existem hipóteses de o seu cônjuge não a estar a trair e que a desconfiançaseja feita sempre de forma a não destruir a relação para o caso de as suas suspeitas serem infundadas.


Masculina: 8
- Não deixa que ninguém toque no seu temóvel ou computador;

- Chega a casa com um cheiro diferente;

- Nada mais o chateia;

- Começa a produzir-se mais;

- Começa a ser mais desconfiado;

- Começa a dar respostas rebuscadas demais;

- Gasta mais dinheiro e não é capaz de o justificar credivelmente;

- Já não está tão interessado no sexo.


Feminina: 6
- Passa mais horas fora de casa;

- Maior preocupação com a aparência;

- Pode não fazer sexo com o marido pois fica mais “fiel” ao amante;

- Aumento da conta do telefone;

- Não menciona o nome do amante mesmo com as amigas;

- Contacto frequente com o “colega” de trabalho.

Escrito por Anselmo Titos (recebido por email)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Missão... comprida!






Sucesso retumbante, assim podemos considerar o pontapé de saída do projecto de Responsabilidade Social conjunto dos bloggers moçambicanos lançado no segundo encontro de Maio do corrente ano. Aliás, após este parto dificílimo (céus, o quão dificil é desembolsar uns trocados!) podemos afirmar, orgulhosos, "Yes, we can!" acrescentando confiantes "C’est possible!".

Amigos da Pediatria do Hospital Geral da Machava, assim fomos designados por mães, acompanhantes, meninos com dói-dói e funcionários da pediatria, afinal essa estória de blogs não é do conhecimento de todos, que emocionados e incrédulos foram agraciados por um gesto nobre e cada vez mais difícil de testemunhar: a solidariedade.

As 9h, Ximbitane, Yndongah e Kiluba, uma amiga que mesmo nao sendo blogger aderiu a nossa causa, chegavam carregadas de brinquedos e de uma parte do farnel (sumos, bolachas e bolos). Pouco depois chegava Shirangano. Nyikiwa e Nyabetse, sim, a blogger na diaspora, chegavam carregadas de apetitosas sandes.

Perdido algures, na emoção e na confusão da designação HGM (Hospital Geral da Machava ou Centro de Saúde da Machava), aprumado como mandava a ocasião, Chacate Joaquim veio na boleia de Jorge Saiete. Egidio Vaz, ficou na promessa de "dentro de 15min"... A team parecia completa mas... "Quem mais disse que vinha? Basilio Muhate ta bizz com aulas, Mutisse foi a Mondlanine... Aparentemente já cá estamos todos".

Yndoh e Xim, não mugiam e nem tugiam, em silêncio e entre olhares discretamente cúmplices indagavam-se se outras "promessas" se fariam presentes no palco dos acontecimentos. Quase 10h, um desconhecido passou e foi abordado pela Yndoh, "Uf, pelo menos 1", segredavamos um pouco aliviadas. 20min depois, o ilustre desconhecido transformou-se em palhaço e se instalou o delirio no seio da pequenada para o espanto dos bloggers Chacate e Saiete que com essa não contavam.

A ansiedade ainda tomava conta das vasikate Xim e Yndoh, "Ele virá?", questionavamo-nos com olhares pois faltava "pouco pra quase". A Direcção do Hospital chamou a Yndoh para testemunhar a organização da mesa da festa. Nyikiwa também subiu para apoiar e pouco depois, numa breve chamada, Yndoh diz: "Xim, recebe o nosso convidado"!

Tapete, luzes, câmara, acção... Tabasilly com "Vôvô dele" fizeram a sua entrée e fomos ao delírio, afinal "It’s possible!". O olhar de espanto e de alegria de todos no piso da Pediatria foi incrível. Médica, enfermeiros e serventes não se coibiram em expressar a sua admiração e alegria pela presença do músico convidado. Estava na hora!

Veio o emocionado e gaguejante discurso dos blogger’s proferido pelo Chacate. A Direcção da Pediatria, na voz da Dra. Suzete, agradeceu o gesto e convidou as estrelas da festa a degustarem do lanche entre as brincadeiras do palhaço. Quando o lanche terminou, parecia que tudo já estava dito e feita, mas faltava a entrega dos brindes.

Xim, em acto inesperado e arrojado, perguntou aos presentes se não conheciam o senhor que estava ao seu lado. Em uníssomo os presentes responderam que o conheciam e a questão "o vão deixar ir embora sem falar na linguagem que só ele conhece?" foi lançada. Perante a resposta negativa dos presentes, o refrão "canta, canta, canta..." se fez ouvir. Alegando, falta de instrumentos e fragilidades na saúde (estava gripado), Tabasilly ensaiou uma desculpa que só atiçou os presentes. "É uma delicia,... é uma delicia, vôvô dele".

Pronto, o show começou e foi ao clímax total! A capella de Tabasilly, secundada pelos presentes, exímios cantores e dançarinos, serviu também para a entrega dos presentes por parte deste e dos bloggers. A festa não mais parou, nem parecia que estavamos numa unidade sanitária e a poucos metros da morgue, tal era a contagiante alegria. Mães emocionadas agradeceram o gesto, pediram um "repite" para com outros hospitais e para com aquele em particular e o mesmo foi dito pelo pessoal do hospital na hora do adeus. Nas entrelinhas leu-se "Solidarizem-se sempre connosco"!

Porque não? A missão ficou comprida pessoal! Lembrar que, para além das crianças hospitalizadas, crianças em ambulatório foram também as estrelas do dia. O Natal está a porta e não podemos defraudar as expectativas que criamos naquele local. Passemos a outro estágio da nossa responsabilidade social, não deixemos para amanhã o que podemos fazer hoje. Contribuamos, vale tudo (livros, brinquedos, roupa para criança ou dinheiro para a compra de bens que tanto fazem falta) pois não há raio de sol mais brilhante do que o sorriso de uma criança!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Contagem decrescente

Entre palmadinhas nas costas, elogios pela iniciativa louvavel e promessas que ficaram por cumprir, eis-nos pois em momento de contagem decrescente para a concretização final do nosso projecto (blogs moçambicanos) relativo às celebrações do Dia da criança e da criança africana.

Pois, com os poucos, mas generosos recursos que conseguimos amealhar, desde o mitico "2° encontro dos bloggers", portanto, resultado da boa vontade e espirito de solidariedade destes, proximo sabado, pelas 9h nos concentraremos na parte frontal do Hospital Geral da Machava para entregar aos petizes com doi-doi os nossos presentinhos.

Ainda não é o momento, mas nunca é tarde nem cedo para o fazer, pelo que agradecemos a todos os que contribuiram e aos que ficaram na intenção. Reiteiramos que a missão ainda não esta cumprida pois contamos com todos para in loco nos fazermos presentes.

Bem hajam
Ximbitane Yndongah e Nyikiwa

sábado, 23 de maio de 2009

Lendas de vida

Uma noite, um velho índio Cherokee contou ao seu neto sobre a guerra que acontece dentro das pessoas. Ele disse:

– A batalha é entre dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é Mau. É a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, mentiras, orgulho falso, superioridade e ego. O outro é Bom. É alegria, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.

O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:

– Qual lobo vence?

O velho Cherokee respondeu:

– Aquele que você alimenta...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ela-é-mais-velha-do-que-ele!


A natureza humana condena toda e qualquer prática em relacionamentos que não se enquadram dentro dos parâmetros tidos como normais. Por exemplo, o casamento entre heterossexuais é natural e entre homossexuais, fora de questão. Quando se trata dum homem maduro 4.5, que na horta da vida come uma alface fresquinha 1.8, quase nenhuma nuvem é levantada pois o fenómeno quatorzinha é engolido com relativa facilidade.

Quando se trata de mulheres, que impulsionadas pelos mesmos motivos ou por outros semelhantes aos dos homens (que trocam mulheres 4.0 por outras mulheres com metade da idade desta), o caso muda de figura. No entanto, hoje em dia, cada vez mais mulheres entre 3.0 e 4.0, se não mais, se tem vergado ao encanto dos moços 2.0/3.0 e, portanto, apostado intensamente nesse tipo de relacionamento.

É verdade que, muitas vezes, a mulher procura nos jovens moços o humor, a aventura e os desafios caracterisiticos da juventude passada e que nunca volta atrás. Ainda assim, nestas relações, onde ela-é-mais-velha-do-que-ele, as “cenas”, contra todas as expectativas, dão certo pois a diferença cronológica não importa, mas sim a maturidade pois há muitos kotas mas com mente infantil.

Aos olhos de muitos, nesse rol amigos e familiares cheios de preconceito, o conhecimento deste tipo de relacionamento, em que ela-é-mais-velha-do-que-ele, leva a várias, imediatas e precipitadas conclusões e condenações: “ Agora és a mãe dele?”, “Qual é, queres criar outro filho?”, “Não vês que esse só te quer chular?”. Muitos satirizam a polémica relembrando o sketch muito publicitado do Gungu:

_ Miúdo, não tens vergonha ? Andar com uma mulher que tem idade para ser tua mãe?
_ Kota, isso são bifes, pah!
_ Bifes, pah?
_ Ya! Essa dama me dá um cash!
_ Cash pah?
_ Ya! E sem que eu lhe peça pah!
_ Lhe peça pah
? (...)

O sketch, retratado na peça “Mulheres à beira de um ataque de nervos” é inspirado de “Khomani” de Dj Ardiles. Há também o hit “Senhoras” de Flwaless, dos Med Level, e ambos refletem a imagem que grande parte da moralista sociedade tem quanto a relação ela-é-mais-velha-do-que-ele: “É uma pouca vergonha(?)!”. Ou então, na onda de Flawless, essas senhoras usam o poder financeiro para que o moço faça o serviço “mas não existe love”.

Porque é que quando ela-é-mais-velha-do-que-ele a afirmação “o amor não tem idade” perde sentido? Os sentimentos, em relacionamentos com relativos intervalos de idade, tem apenas valor quando ele-é-mais-velho-do-que-ela? Será que em todo relacionamento ela-é-mais-velha-do-que-ele o que conta é o quando poder financeiro para cativar o jovem? E quando ele-é-mais-velho-do-que-ela porque esse poder já não altera o preconceito?

Imagem daqui

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Solteiras vs Livres

“Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo....isto é carência!(Fransisco Buarque)

Para começar devo dizer que o assunto que pretendo abordar é controverso, complexo e pode ser analisado de múltiplas formas, com maior ou menor paixão, emoção, conhecimento de causa(?).Mesmo reconhecendo a dificuldade em abordá-lo procurarei dar um olhar geral sobre algumas formas questionando o instituido, assumido como “acabado”.A postagem é longa espero que me acompanhem e que tenhamos um debate construtivo.

Antigamente, uma mulher sem namorado, noivo, marido, ou uma relação mínimamente estável era considerada “anormal” por alguns segmentos da nossa sociedade, chegando se até a dizer que ela tem um marido invisível, um xicuembo xa mudliwa, por isso os homens não a conseguem “ver” e á medida em que a idade aumentasse a preocupação também aumentava, daí que era necessário purificá-la – encomendar um banho-, ou encontrar outras soluções para resolver o problema desta que manchava o bom nome da família.


Em certos casos, essa mulher tornava-se numa pessoa frustrada, cheia de problemas emocionais e, depois de uma certa idade, ao ter a certeza de que vai passar para “titia” , como se diz por aí, a vida dela tornava-se um autêntico flagelo, um jardim sem flores, “mulher perigosa”, excluída socialmente. A “sorte triste” dela seria de viver numa solidão(?) eterna tudo porque não conseguiu sair de casa para viver com um homem como a maioria (?) das mulheres!

Com o passar do tempo essa tendencia vem mudando, já se torna “comum” encontrar mulheres orgulhosamente solteiras (?), ou com um relacionamento, totalmente livre de imposições, obrigatoriedades ou exigências masculinas.Este grupo de mulheres, já não se considera solteira mas sim livre! Atenção, não quero com isso dizer que as casadas não podem ser livres, estou apenas a dizer que actualmente nalguns contextos estabelece-se um paralelismo entre a “solteirice e a liberdade”, o que é discutível por isso é que procuro debater este assunto nesta postagem.

Antes de avançar vou tentar mostrar o meu entendimento sobre alguns dos conceitos que serão recorrentes nesta postagem a saber: solteira e livre /independente.
Para mim ser solteira significa aquela que não casou e não tem marido, enquanto que ser livre/independente significa ser autónoma!
Com a introdução do se ser livre começa-se a ter uma concepção menos estanque do ser solteira, ou seja, ser solteira está a deixar de se ser sozinha, começa também a se ser livre/independente...para ser mais clara, estamos a ter uma versão contemporânea de solteiras...eish complicado né?

Ora bem, toda mulher tem o sonho de se casar na “idade ideal” e constituir família, porém nota-se que nos dias de hoje em alguns contextos algumas procuram inicialmente formar e profissionalizar-se de modo a atingir uma certa independência e só depois começam a pensar em relacionamentos sérios, que as tirem da categoria de solteiras, nos moldes defendidos pela maioria das pessoas.A sequência ideial dos acontecimentos deveria ser: formar-se, encontrar um bom emprego, casar e finalmente fazer filhos, claro com o homem ideal.

A mulher, espera que sendo independente,isto é, tendo um rendimento, poderá ter mais segurança e respeito no lar bem como uma certa liberdade em fazer certas coisas sem ter que esperar da boa vontade do marido para que “liberte” os fundos.De certa forma, a independência financeira das mulheres diminui a sobrecarga dos respectivos maridos.

Entratanto, nem sempre as coisas acontecem tal qual a sequência ideal sugere, é comum encontrar muitas mulheres, formadas, financeiramente independentes e belíssimas que não tenham algum relacionamento sério!Deixem-me abrir aqui um parênteses e dizer que certos homens, apesar de admirarem mulheres bonitas e independentes na hora de escolher, é a submissa/dependente quem vai lá para casa!As razões e as motivações dessa escolha são outro assunto...

Do lado das mulheres, hoje são várias as razões que contribuem para o aumento da solteirice, dentre elas a vontade própria para ficar sozinha, a escassês da” espécie” (leia-se homens), os insucessos amorosos, razões de ordem tradicional, os próprios ”termos de referência” do candidato que são muito peneirados o que faz com que o tempo passe enquanto aguardam pelo parceiro á altura, o facto de já terem sido casadas- dependentes/submissas ou não -e não quererem repetir a (má?) experiência, por aí em diante.

A verdade é uma, a solteirice está a ser vista de forma diferente, encará-la com alguma “normalidade” torna-se cada vez mais comum.Ser solteira hoje começa a ser diferente do que era ontem, aliás há quem ache que o estado civil começa a preocupar mais aos homens do que as mulheres...Será?

Esta nova tendência pode ser uma forma de “aceitar” e encarar a realidade, nas suas multifacetadas vertentes, tentando dar outro sentido a vida, sem se apegar aos aspectos normativos considerados correctos, também pelo facto de se achar que ser livre tem as suas vantagens pois, não se precisa prestar contas a ninguém-entenda-se homem- permite ter o seu próprio espaço, liberdade para se relacionar com quem quiser- o que não se deve confundir com a dita promiscuidade- ter mais tempo para se dedicar a carreira e vida profissional etc. Aqui a independência financeira é aliada á pessoal.

Pois bem, chegados a esta parte é fundamental questionar: Será que esta liberdade é de todo satisfatória?Existem momentos em que todos precisamos de dar e receber carinho, amor atenção enfim sentirmo-nos imprortantes para alguém, será que nesses momentos o “caso, saca cenas ou fica” seja qual for a denominação, consegue suprir essa necessidade?E até que ponto o facto de algumas mulheres quererem e lutarem para serem livres não as torna dependentes dessa mesma liberdade?Serão depois de “livres” realmente “livres” ou controladas por essa liberdade?

Bem, não posso deixar de dizer que esta nova versão tem o seu lado bom, se antes ser solteira dava ideia de solidão, só, sozinha, mulher incompleta, hoje, esse limão já não é tão azedo, podemos dizer que está um pouco mais ou menos - bavitsoco (agridoce) - não acham?

Seja como for solteira ou casada o importante é tentar ser feliz, e não depende apenas necessariamente da existência de um parceiro(a) com quem se divide o espaço!



domingo, 18 de janeiro de 2009

Infidelidades




Meus quidos... sempre ouvi por aí que os homens são muitissimo mais infiéis que as mulheres. Estamos todos de acordo com esta famosa tese?

Li por ai na net, que isso se justifica nas ciências e que, segundo um estudo feito pelo Instituto Karolinska de Estocolmo na Suécia um dos culpados pela infidelidade dos homens é um gene, o Alelo 334, que administra a vasopressina, hormona que se reproduz naturalmente através, por exemplo, dos orgasmos. Desta forma, os homens que possuem esta variante do gene dificilmente conseguem manter uma relação estável.

Ups... (parei para respirar)... este estudo, para os infiéis pode-se tornar numa desculpa, ao nível cientifico, de que “Uma pulada de cerca” será culpa do tal Alelo 334 e não do próprio “infiel”!! A análise aconteceu durante pelo menos cinco anos com pares heterossexuais - mais de mil, dos quais 550 eram gémeos - que relataram em testes psicológicos se sentiam-se felizes, como era sua convivência, se riam ou beijavam frequentemente e sobre o futuro de sua relação.

Resumindoooooooooo.....a pesquisa tenta provar os motivos da promiscuidade masculina foi iniciada em ratos do campo machos (que são monogâmicos) e depois em alguns homens, inclusive os tais gémeos que evidenciaram comportamentos distintos face a presença do tal Alelo 334.

E ai, cuecas de plantão, vão-se agora aproveitar do vossos Alelos 334 como desculpa para aquela "escapadela"???
E nós meninas vamos aceitar desculpas tão...tão...inteligentes? Ou vamos ter de encomendar uma pesquisa para os nossos...alelos???

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Ser a "outra"



Eu sou a outra
Aquela que todos condenam
Que ao meu lado ele é feliz
Que tudo o que eu fiz, nunca falam
Se limitam a ofender-me
Lutam para me destruir
Meus sentimentos ignoram
Os meus olhos sempre choram
Na rua me chamam nomes
Trambiqueira, interesseira
Já dizem que eu não te amo
Que te engano com outros homens
Eu choro, eu choro
Minha mãe não me fala mais
Meus irmãos estou a perder
Eu choro, eu choro
Minha familia eu sacrifiquei
Por ti, meu grande, amor
(...)
Desculpem, sou eu
Eu sou a outra
Também mereço, ser feliz
Oh, meu Senhor, ai ai ai
Também mereço, ser feliz
Eu mereço ser feliz!

Eu sou a outra, by Matias Damásio


Ultimamente, na nossa sociedade, ter outra, pelo reconhecimento/aceitação das familias, logo das forças da vivas da sociedade, faz com que uma amante adquira um estatuto. Ser e ter amante perdeu muito do mítico peso que tinha como segredo. Hoje, interpretado como factor indicador de elevada masculinidade, ao contrário do que deveria ser, o homem adúltero é vangloriado.

No entanto, esta mais-valia, de ter amante, não é vista com a mesma dimensão se se tratar de uma mulher: nesse caso, logo, os bois são chamados pelos seus nomes próprios. Engraçado é que perante casos destes, mais do que nunca, a igualidade de direitos entre homens e mulheres é arrogantemente rejeitada pois “homem não pode carregar chifres, apenas montar um par deles”.

A cena clássica do homem casado prometendo para a amante que largará a esposa é a regra eterna desse jogo que raramente ou tardiamente acaba em separação ou divórcio, o que não impede que o caso extraconjugal continue. Apesar de não gostarem de ser a outra, muitas mulheres mantêm o relacionamento por vários motivos, como baixa auto-estima, interesse financeiro, esperança de que o amado se separe da esposa e, principalmente, pelo forte sentimento nutrido pelo parceiro.

Neste imbróglio, há que diferenciar as diferentes outras: a outra "vite fait" e a outra fixa. A outra "vite fait", traduzido rapidinha, serve apenas para satisfazer a libido masculina e aquelas fantasias que em casa são consideradas aberrações ou taras. Esta outra, muitas vezes, faz desse seu papel uma forma de lucrar algum e tem outro relacionamento para compensar o lado emocional.

A outra, a fixa designada, entre nós, Casa 2, é alguém que tendo começado como vite fait, acaba criando raízes sendo por isso merecedora de um relacionamento não só libidinoso como também afectivo. Muitas vezes, sendo que está é considerada segunda esposa, pelo homem, dessa relação surgem rebentos e o estatuto de Casa 2 cimenta-se com betão.

Muitas mulheres, embarcam nessa aventura com pleno conhecimento de causa, algumas até o fazem de propósito. Algumas justificam a sua participação neste tipo de relacionamento alegando que “há pouco ou quase nenhum macho à solta na praça”. Também há aquela velha máxima de que, em termos estatisticos, em Moçambique, “n” mulheres estão para um homem.

As esclarecidas ou que que já passaram por algum casamento, desempenham sem remorsos o papel de outra, pois nesse tipo de relacionamento dispensam a parte ruim do casamento, como cobranças e discussões. O factor “não compromisso”, não precisar dar satisfação e mesmo assim estar acompanhada do homem de quem gosta, são vantagens que elas teimam em acreditar plausiveis.

No entanto, há outras mulheres que desempenham esse papel, da outra, sem o saberem. Algumas vezes, por força da constante convivência com o amado, chegam a conhecer a família deste e levam muito tempo a descobrir a fria em que se meteram pois ninguém as alerta. No momento da descoberta, ficam decepcionadas e apenas dois rumos lhe restam seguir: continuar ou parar?

Muitas vezes, quando a decisão é a de continuar, há que tudo fazer para garantir que a caça se torne só sua sendo que “o golpe da barriga” tem sido e continua a ser a maior e melhor arma usada nesse momento. Se a munição não é suficiente, estas não se coibem sequer de se dar a conhecer à Casa 1. Tudo com o objectivo de mudar de estatuto de “a outra” para “a própria”!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

NÃO à violência contra mulheres!



A história da Ana

Nos primeiros anos de casados vivia bem com o meu marido. Aos poucos ele foi mudando. Discutia comigo por tudo e por nada. Pensei que era devido à falta de dinheiro. Nunca soube quanto ele ganhava mas arranjei uma banca no mercado para ajudar nas despesas da casa. As coisas melhoraram um pouco, mas depois passou a bater-me e proibiu-me de vender.

Hoje nem me deixa sair de casa. Sinto-me abusada porque fico fechada em casa à espera da ajuda dele. Mas ele já não faz nada por mim. Diz que não vale a pena confiar numa mulher preguiçosa e gastadora.

Sinto-me sozinha, uma prisioneira que sofre e que não tem voz na própria casa. Já não consigo discutir com ele e por vezes sinto-me tão triste a ponto de ter vontade de morrer, pois o meu marido está a matar-me aos poucos!” in N’weti (1ª edição 2008, Conversando é que a gente se entende, p. 17)

A violência doméstica é um circulo vicioso e pode variar na sua expressão até chegar ao seu extremo ou ao ponto do que se plasma chamar violência doméstica, a fase da agressão fisica! Numa primeira fase, a tensão acumula-se no homem, pouco depois, o caos se instala e, diante dos estragos, vem o arrependimento e com ele as pazes são refeitas.

Ao contrário do que muitos pensam, a violência contra a mulher, pode se expressar de variadas formas que não aquela que é a mais comum, a violência fisica. Pode ser verbal (insultos e outras palavras que minam a auto-estima da mulher) ou económica (não permitindo o homem que a mulher desenvolva alguma actividade de geração de rendimento).

Há também a violência social (onde o homem proibe a sua mulher de conviver com as pessoas, incluindo sua própria familia), violência sexual (que resume qualquer forma de contacto sexual não desejado pela mulher) e a violência psicológica e/ou emocional (humilhações, ameaças, insultos e outros).

É verdade que alguns homens são também alvo de violência doméstica, mas as mulheres são, sem sombra de dúvida, as que mais sofrem com ela pelo que a Assembleia das Nações Unidas fixou o 25 de Novembro como o dia Internacional para a eliminação da violência contra a mulher. Mas também, nao é menos verdade que tantos outros homens lutam pela NAO violencia contra as mulheres!


sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Os nomes dos bois



Recentemente, levantou-se a polémica questão Casa 2, forma como amantes de homens casados ou, de alguma forma, comprometidos são “civilizadamente” tratadas. Polémica a parte, uns e outros com as suas razões.


Pelo que foi dito, pelo que paira no ar e pelo que não foi dito, pois o debate está sempre em aberto, conclui-se que a existência de tal “casa” deve-se ao comportamento da Casa 1, sobretudo no que se refere as performances e disponibilidade entre quatro paredes “na hora do vamos a ver”.


Na sociedade actual, talvez por ainda estar imbuída pelo espírito esvoaçante da poligamia, que modernamente se insiste em fingidamente ignorar, ter Casa 1 e 2 e, porque não, outras mais, é uma prática real. Geralmente, quem tem conhecimento de tal prática cala-se e/ou faz-se de carapau de corrida, talvez porque também é adepto ferrenho ou jogador de tal clube e o campeonato assim vai andando.


Grande parte de culpa de tais comportamentos, fingidamente inexistentes, deve-se a essa mesma sociedade que considera um polígamo e infiel, aos votos livremente enunciados, um homem de verdade e que por tal merece firmes apertos de mão e palmadas ruidosas nas costas. Cá entre nós, um autêntico garanhão mesmo se as performances estão aquém de tal comparação!


Nessa história, de 1 e 2, verdade seja dita, as mulheres não estão isentas pois também dão as suas facadinhas! Afinal, por norma, o envolvimento é entre um homem e uma mulher. E o homem cuja mulher ou Casa 1 se envolve com um outro homem, como é chamada “civilizadamente”?
Veja no Julgamento de Cesaltina!

Pois é, há nomes para bois, e há nomes para as fêmeas do boi! Estranhamente os bois quando passam pelo matadouro passam a “vestir” o nome das suas fêmeas. Engraçado, não é
?

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O valor de uma aliança

receba esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade, em nome do pai do filho e do espírito santo“

Muita gente casada, pouco sabe sobre o simbolismo do anel nupcial. Para alguns, a troca de alianças é um convite ao selamento matrimonial; para outros, apenas um objecto de pura vaidade e capricho. O facto é que esse pequeno e delicado adereço encerra em si um poderoso elemento de ligação entre o casal.


Antes de mais nada, a sua própria forma circular é uma representação da alma e reporta-se a sí mesmo. Isto quer dizer que quando há a troca de alianças, inconscientemente está havendo um intercâmbio, como se cada uma das partes recebesse a essência da alma da outra.


Ultimamente tem se notado que há uma série de equívocos sobre usar ou não uma aliança. Aquilo que é um símbolo de uma união, hoje pode ser visto de várias formas. Para uns é visto como se fosse uma placa com os dizeres: “cuidado com o cão ou perigo vedação electrificada” ou seja, a aliança serve para afastar perigos!

Para outros, a aliança pode até comparar-se ao mel para as abelhas: quem a tem é uma garantia de que “não me vai arranjar problemas”! Para outros ainda é um estilo, está na moda, ou dá um status. E, existem ainda aqueles que apesar de casados não a usam.

No caso dos primeiros usam-na porque assim, o companheiro/a se sente mais seguro/a. Os segundos porque lhes dá mais abertura para os prazeres carnais… alheios.

Os que não a usam fazem-no por vários motivos uns porque sentem que o dedo anelar não “aguenta” carregar o peso da relação, outros porque incomoda, outros porque perderam e ainda não tiveram tempo de fazer outra, outros ainda porque engordaram e por aí em diante. Entretanto, com a excepção dos primeiros há casos em que apesar de um do não uso da aliança o casamento/relação vai muito bem e obrigado!

Há também um caso muito curioso, este acontece muitas vezes com mulheres, uso de aliança, no dedo anelar esquerdo mesmo sem ser casada! Ora, algumas fazem-no porque estão separadas e não divorciadas, outras porque o companheiro ofereceu (principalmente às casas 2), outras porque são viúvas (não sei por quanto tempo devem usar a aliança) , e outras porque vendo o sonho de casar muito longe preferem colocar a aliança no dedo, mas tudo isto tem um motivo de fundo, o prestígio. Para as mulheres, ainda que o casamento vá mal, usar aliança é sinónimo de respeito onde quer que vá (na igreja, trabalho, bairro, etc).

Uma vez que a nova Lei da Familia prevê que após o registo, o anelamento/lobolo passa a ter o valor do matrimónio, e como ultimamente os nossos lobolos viraram quase casamento, com direito a cadeiras vestidas, damos e damas, e até sessão de prendas, porque não a semelhança da nova “moda” de celulares último grito na lista, acrescentar alianças para os noivos?

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

De mulher para mulher

Querida e boa amiga Xim,


Desculpa-me só hoje caligrafar-te umas linhas, mas acredita que a minha vida é um corre-corre constante, às vezes até ando com o sono atrasado, pois o dia só tem 24 horas. Quando me deito, nem sequer sinto as solas dos pés, pois passo a maior parte do tempo de pé. Além de trabalhar tenho as tarefas domésticas por minha conta, cozinhar, lavar, engomar, limpar a casa, vou às compras, pago as contas, enfim, tenho sempre os dias muitos preenchidos, além de apoiar as nossas filhas com as tarefas escolares.


Acho o blog Vasikate va Moçambique muito interessante. Eu não ligo muito à net, mas sobre o assunto da Casa 1 e Casa 2, gostei de ler os vários comentários. Concordo com algumas das razões apresentadas, mas eu tenho a minha opinião pessoal, também a minha experiência pessoal de mulher casada e mãe de dois moços.


Eu sou um bocado conservadora, acho que os bons costumes e alguns dos ensinamentos transmitidos pelos nossos antepassados ainda são uma mais valia nos dia que correm. Acho que as pessoas se tornaram muito materialistas e egoístas, que se deixam fascinar por coisas que nem sequer lhes preenchem a longo prazo, depois não conseguem compreender como ainda sentem um grande vazio, apesar de terem tudo o que supostamente lhes deveria fazer felizes ou realizados. A felicidade está nas pequenas coisas da vida, não nas grandezas ou grandes projectos.


Digo com orgulho que o João foi o primeiro e único homem que conheci na vida, com quem vim a casar-me e com quem tive 4 filhos. Eu sou muito feminina para querer ser feminista, mas sou pela igualdade de direitos entre ambos os sexos, especialmente a nível profissional, mas como há diferenças positivas e negativas entre ambos os sexos, acho que o homem e a mulher se deveriam unir e trabalhar em conjunto, não de forma competitiva, mas como um team, em sintonia, desta forma contribuindo para o equilíbrio da relação, sua harmonia e felicidade do casal e dos filhos.


Quando falas em traição, acho que a maioria dos homens trai sem saber exactamente porquê, acho que é um instinto masculino, uma forma inconsciente de se sentirem mais machos, e acredita que a culpa raramente é da mulher. O homem não precisa de ter um click ou cumplicidade com uma mulher para ter sexo com ela. Ele não precisa dos preliminares, vai logo directo ao assunto. Ele excita-se a ver fotografias pornográficas.


A mulher normal é diferente. Ela precisa de ter um género de ligação a esse homem, precisa dos preliminares, pois não se excita com o visual. Um dos comentadores diz que 'as mulheres nem sempre estão disponíveis, eu poderia acrescentar que uma mulher não é como um botão do interruptor, que se liga ou desliga. A mulher pode alegar estar cansada, estar com dor de cabeça, e arranjar outra desculpa qualquer, mas há sempre outro problema por detrás desse.


Se uma mulher trabalhar fora de casa todo o dia, chegar a casa e ter as tarefas domésticas todas por sua conta, claro que isso irá criar um certo ressentimento, especialmente se o seu companheiro estiver assistindo à TV ou fumando o seu cachimbo, pois o sexo para a mulher não começa na cama, à hora de se deitarem, mas começa logo de manhã, quando acordam, se ele a trata com carinho e amor, ajuda-lhe a tratar dos filhos, quando ela se sente amada sem qualquer conotação sexual, e o sexo ou coito à noite, é a culminação de tudo o que acontece durante o dia. A mulher dá sexo para receber amor, o homem dá amor para receber sexo - isto toda a gente deve saber.


A maioria dos homens ainda é machista, mas a sociedade também contribui muito para que isto se perpetue. Ainda há muita coisa que é aceitável a um homem, mas se for o inverso, cai o 'carmo e a trindade'. As mulheres também têm muitas culpas no cartório, deveriam ser mais unidas, acreditarem mais em si mesmas, serem mais independentes ou auto-suficientes, terem mais auto-estima, etc. Porque teremos de ser a amante, a segunda, ou a Casa 2? Porque não poderemos ser 'a eleita por excelência'?


Deveríamos recusar-nos a papéis secundários e sermos mais solidárias com as mulheres casadas, isto é, não querermos relacionamentos amorosos com homens casados, fugirmos deles como 'o diabo foge da cruz', queria ver onde eles iriam arranjar amantes, só lhes restariam as prostitutas. Eu não gostaria de ser a segunda esposa de ninguém, pois se ele é capaz de se divorciar da mulher por mim, qualquer dia fará o mesmo por outra. Está provado que segundos casamentos geralmente acabam em divórcio.


Eu sou das que ainda acreditam na instituição do casamento. Acho que deveria ser para toda a vida. Acredito na palavra 'não separe o homem o que Deus uniu' - mas claro que há excepções a esta regra. Não acredito que uma mulher deva ser espancada pelo marido, pois a mulher nasceu para ser amada. O divórcio deveria ser concedido em casos extremos, quando mesmo já não há qualquer hipótese de se salvar o relacionamento.



Bem, minha querida, acho que vou ter de ficar por aqui, pois esta já vai longa e tenho ainda muito que fazer. Beijinhos para ti e teus filhotes, meus e da nossa turma.


Com o muito carinho e amizade da Maria



Adenda: A Maria, nome ficticio, é uma mulher que conheci pela via da Web e que convidei para colaborar activamente no nosso blog. Infelizmente, devido aos muitos afazeres, como os que narra na carta a mim dirigida, não o podera fazer. Sabendo que está mulher, que se diz conservadora, é uma grande e sonhadora visionária, convosco quero partilhar (com a devida permissão) os seus pensamentos e ideias em forma de carta.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Casa 2


Normalmente, para o homem, o aspecto mais importante para avaliar uma relação, de facto, é o sexo. Uma mulher pode ser inteligente, interessante, ter uma aura magnifica, ser uma companheira extraordinária, compreensiva e autónoma. Pode o mimar de forma fantástica, das pantufas até a cozinha, e apesar disso vai a correr atrás de outra que o arrasta constantemente para a cama e que, de resto, não sabe fazer mais nada do que isso.

Vulgarizado pelo hit pandza-dzukuta do músico Ziqo, que apela a que sua mulher não se chateie porque ele vai para a Casa 2, na nossa sociedade, o termo em referencia é usado para designar a mulher “não oficial” ou a “outra” que se relaciona com um homem casado, ou de alguma forma comprometido com outra mulher, sendo que esta é solteira.

A designação Casa 2 faz ressurgir das cinzas questões latentes na nossa cultura: amantismo, poligamia e respeito pela parceira pois, quando arrogantemente se apela a que a mulher aceite a “outra” porque “ele (homem) tem tanto para dar a uma (Casa 1) como a outra (Casa 2) e que o que é dela está guardado”, nada mais se está a fazer do que rebaixá-la ao escalão mais baixo da falta de respeito!

Mas o que torna isto possível? Ou melhor, como é que as mulheres se “elevam ou baixam” a tal categoria? Será que não se apercebem da “roubada” a tempo de fugir? E a Casa 1? Que comportamento deve adoptar? Submissão ou rejeição a esta pública e clara falta de respeito?

Nos dias de hoje é-nos um difícil saber em quem confiar. Por vezes, nem nos apercebemos dos pequenos sinais que estão diante de nós e dados diariamente pelos homens, sinais esses que nos permitiriam perceber o tipo de vida que levam e com que com eles nos arrastam.

Eis alguns traços típicos de homens com Casa 2:

§ Sicrano trai a Casa 1 e diz a Casa 2 que é casado e sente-se infeliz (?) no seu casamento ou com a namorada;

§ Beltrano, trai a Casa 1 e mente para a Casa 2, dizendo que não é casado ou comprometido e inventa 1001 desculpas para fugir de compromissos (trabalho, reuniões de última hora, viagens de trabalho, morte de familiar, etc.);

§ Terrano (todo-o-terreno) fica por cima do muro, não diz nem que é comprometido nem que não é. É uma incógnita!

No caso de Sicrano, ou seja, do homem assumidamente casado, e que se diz infeliz (à Casa 2), obviamente que ele irá dar-lhe mil motivos para não se separar da Casa 1. Para tal, usará como prováveis razões o facto de se ter casado em comunhão de bens, e que com a separação perderá parte da “fortuna”; que a mulher é doente ou desequilibrada a ponto de ser “bem capaz de cometer suicídio”; que os filhos são pequenos, que a Igreja não permite, e outro rol de ladainhas.

Nesta relação, a Casa 2 serve de muro das lamentações. É nela onde ele busca o tal equilíbrio que falta em casa levando esta situação por vezes muitos anos e, com o tempo o sentimento se vai consolidando, chegando uma altura em que a Casa 2 está tão envolvida que já nem consegue dizer BASTA! Se, a meio de caminho surge um filho, o estatuto de Casa 2 fica então confirmado e muitas vezes “legal”.

No segundo caso, o do Beltrano, o casado não assumido e que se diz separado, divorciado ou seja lá o que for, vive de mentiras, tanto para Casa 1 como para a Casa 2. Desaparece sem razão aparente, inventa viagens de trabalho, não atende chamadas telefónicas ou desliga o telemóvel. Por vezes tem problemas familiares que nem sequer pode partilhar com a sua mais que tudo, a Casa 2, escondendo-se na habitual frase “estou a passar por uma situação difícil, não te posso falar por enquanto”.

Este “abastado proprietário de Casas vivas”, quando finalmente aparece, está morto de saudades, oferece presentes, fala bonito tudo aquilo que nós Casas (1 e 2) queremos ouvir. Ele encanta e leva-nos facilmente na conversa a ponto de estarmos tão loucas de paixão de não enxergarmos o crápula que ele é.

O homem Terrano é o pior (pior?), este não diz nem que sim, nem que não. Foge a esse tipo de conversa com teorias do tipo “ninguém é de ninguém”. É um galã, carinhoso, atencioso mas nunca diz as palavras mágicas e vai induzindo a Casa 2 a fazer as coisas baseiada em suposições do tipo “se ele fez/disse isto é porque gosta de mim ou é só meu”, aqui a paixão está a falar mais alto.

O Terrano não assume nada, a responsabilidade é da Casa 2 que nem sequer sabe que tipo de relação tem com o sujeito mas já está tão apaixonada que não consegue sair ou tem medo de questionar a relação. Enfim, é um desespero total e no fim, ele dá-lhe um pontapé na bunda e ainda dá um jeito de fazer com que a Casa 2 carregue a culpa, porque ele nunca lhe pediu em namoro.

A grande questão é: onde anda o nosso “sexto sentido” nesse momento? O que nos faz não vermos que estamos numa roubada? Como encarar uma situação destas nas duas posições (Casa 1 e 2)?