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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Marinheira à deriva (1)


Aleitamento materno


Ser mãe, e também pai, é uma tarefa para qual nunca fomos ou estamos completamente preparados, ainda que esse seja o desejo maior de grande parte das pessoas. É verdade que, em muito conta a experiência que tivemos como filhos dos nossos pais ou como pais, de outras viagens, mas, ser mãe ou pai é uma experiência única e um aprendizado contínuo ao longo de toda vida.


Desde o momento que tomamos consciência de que carregamos no ventre um ser humano, a vida de uma mulher muda: em umas positivamente e em outras negativamente. Um filho pode, de um momento para o outro, se tornar a razão de viver de uma mulher ou a razão da desgraça de outra mulher. E não se está aqui a falar nas célebres “chatices ou pieguices” duma gravidez, mas numa outra dimensão de inquietudes a abordar futuramente.


Para as que prosseguem nessa empreitada, depois da chatice, do desconforto e do cansaço, provocado pelos nove meses “de barriga”, da dor do parto e do pós-parto, nada é mais reconfortante do que ter, em seus braços, o pequeno ser que ao longo da gestação chutou e stressou a récem-mamã. O mais importante mesmo é que o récem-nascido seja perfeito e goze de boa saúde.


No estabelecimento onde se dá a luz, desde cedo se incentiva ao aleitamento materno. O colostro ou “leite sujo”, como muitas pessoas teimam em referir, é o primeiro protector do petiz. Aliás, é recomendável, pelas entidades de saúde, nacionais e internacionais, alimentar os bébés só com leite do peito até aos 6 meses de idade.


Apesar de muitas se refugiarem na desculpa de que têm “pouco leite ou o leite é fraco”, pois a sua aparência não se equipara ao leite em pacote ou diluído, água e outros líquidos são relevantes para a alimentação do pequeno, nesse período. Alimentar de seu proprio seio é um gesto de amor!

domingo, 18 de outubro de 2009

Tarte


Ingredientes

Para a massa

1 Pacote de bolacha tipo Maria
125g de manteiga

Recheio

½ lata de leite condensado
½ lata de leite ideal
4 folhas de gelatina
Pêssego para decorar


Preparação


Demolhe as folhas de gelatina em agua fria e reserve.
Prepare a massa e forre a tarteira seguindo as instruções aqui.
Leve o leite ideal num tacho ao lume, quando começar a aquecer junte as folhas de gelatina previamente escorridas, mexa até começar a engrossar, desligue e reserve.
Bata o leite condensado e vai juntado o preparado da gelatina, misture muito bem e deite dentro da tarteira.
Leve a geleira até o recheio ficar consistente, decore com pêssego em cubos e sirva fresquinho.

Bom apetite!

PS: Estou na área, logo logo volto!

domingo, 27 de setembro de 2009

Drink perigoso


Há erros que cometemos sem ter a noção de que o estamos a fazer. Na verdade, temos a mania de copiar ou de aderir a tudo que é novo com extrema passividade: apesar de termos acesso as TIC’s, ninguém questiona, ninguém pelo lê os rótulos ou tenta perceber o que entrou na moda! Está na moda, pronto aderimos a moda.

Por exemplo, quando o mais-que-tudo chega a casa, para relaxar do stress que foi o dia laboral, é normal preparar-lhe um drink, se é que ele não o faz sozinho. Assim, serve-se um whisky com gelo ou com soda, um gin com tónica, etc. Por vezes, o cocktail são uns centilitros de alcool com outros tantos de uma bebida energizante ou enérgica.

Por vezes, mesmo não sendo em casa, porque o bebun está com uma tremenda ressaca, e não pretende ser alvo de vigorosas críticas à entrada de casa, abastece-se ele mesmo dessas bebidas que devem dar energia seguindo à risca o que a publicidade vende como algo que revigora até um morto.

Grande erro: alcool e energizantes não devem ser consumidos em simultâneo! Os energizantes foram criados, como se devia perceber, pela própria designação, para dar energia, o que acelera o ritmo cardíaco e pode provocar um enfarte fulminante. Assim, estes devem ser consumidos tendo em perspectiva a execução de uma actividade física.

Aliás, quando se consome alcool e energizantes, ao mesmo tempo, o oganismo fica confuso pois estes produtos tem funções distintas: um visa estimular e o outro visa inibir o organismo. Esse choque pode, portanto, ser fatal.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Caril de Frango e Ananas



Esta receita, para além de muito fácil é simplesmente deliciosa. Espero que gostem tanto como eu!



Ingredientes para 2 pessoas:


2 peitos de frango

4 rodelas de ananás natural (podem usar de conseva se preferirem)

1 lata de natas

1 colher de sopa bem cheia de pó de caril, Raja

Cominho, sal e pimenta q.b.

azeite.

Coentros picados (se gostar, apenas para enfeitar)


Preparação:


Comece por cortar os peitos de frango em cubinhos e tempere-os com sal e pimenta. Corte também o ananás em cubos e reserve. Numa frigideira anti aderente coloque um fio de azeite e quando estiver quente aloure os cubinhos de frango. Adicione depois o pó de caril ou Raja envolvendo bem como o frango e deixe cozinhar uns minutos. Adicione depois as natas mexendo bem para dissolver o pó de caril. Assim que as natas levantarem fervura e engrossarem, junte o ananás, envolva tudo, enfeite com coentro fresco se preferir e sirva de imediato com um arroz basmatic bem soltinho.



Bom Apetite!


sábado, 18 de abril de 2009

“Caixa mágica”?



Porque para aquecer uma porção de comida, ao invés de a pormos numa panela e no fogo, preferimos pô-la num prato e num passe de mágica temos o prato quentinho? Quantas vezes não descongelamos uma embalagem de bife em 5min, porque chegou uma visita inesperada para o jantar? E como aquecemos uma chávena de leite sem ligar uma chaleira cuja quantidade mínima é 0.5L? Como tudo acontece num passe de mágica?

Figura no topo da lista de presentes de casamento, povoa o sonho de muita dona de casa, que se acha ou não moderna, e é imprescindivel no último grito de cozinha de sonhos, a funcional “cozinha americana”. É 1 em 10, é programável, tem múltiplas funções (descongela, cozinha, aquece, assa, etc.), rivaliza com categoria com a vovó panela a pressão, é rápido e económico, bastam uns clicks e ... é o forno a microondas.

A sua utilização em nossas casas e em casas de pasto, como toda e qualquer invenção da tecnologia, tens as suas vantagens e desvantagens e, naturalmente há quem os defenda e quem os abomine. E nós? Que postura te(re)mos face a esta “caixa mágica” que num passe de mágica se instalou em nossas casas? Como devemos usar o microondas? Que impacto pequenos e habituais gestos podem ter face ao uso do microondas?

As microondas são uma forma de energia electromagnética, como ondas de luz ou ondas de rádio e ocupam uma parte do espectro da força electromagnética. Microondas são ondas muito curtas da energia electromagnética que viajam a velocidade da luz (186,282 milhas/seg) e são usadas para ligar longas distâncias (sinais telefónicos, programas televisivos e informações computadorizadas em todo o mundo ou em satélites no espaço).

Na nossa percepção, as microondas, cujo aparelho chamamos microondas, é a fonte de energia para cozinhar alimentos. Mas, do jeito que somos “ligados” aos avanços tecnológicos e com a mania de seguir modas, estamos cientes do impacto que o uso do microondas tem nos alimentos que passam por esta máquina? Haverá riscos na saúde? E a simples exposição ao microondas? Terá alguma implicação em nossas vidas?

Micro daqui

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Manjacazian soup para o dia dos namorados


Amigos é já amanhã o dia dos namorados, e em especial aos homens gostaria de deixar aqui uma sugestão. Como calha sábado nada melhor que surpreender a sua "colega de quarto "e acrescentar ao seu roteiro de sedução a "manjacazian soup", gentilmente cedida pelo nosso amigo Julio Mutisse, alias este homem já nos mostrou ser polivalente, para além de jurista, estilista, cronista hoje apresentamos mais uma faceta, a de culinarista.

Vejam :

A Receita (Para 6 pessoas)

- 250 g de carne (Ossos com alguma carne podem servir)

- 6 batatas médias
- Couve
- 2 cenouras - médias
- Massa cotovelo
-Um pacote de soupa instantanea Knorr (Mixed Vegetables)
-3l de água
-sal qb

Modo de preparar

Ponha a cozer a carne e batata (20 minutos).
Quando a batata estiver cozida, retire-a e esmague a parte fazendo uma massa compacta.
Re-adicione a batata à carne mexendo permanentemente por 5 minutos (para evitar coágulos)
Depois adicione as cenouras cortadas às rodelas e deixe ferver por mais 5 minutos
Dilua o pacote de soupa instantanea em mais 1 l de água e adicione à panela e mexa durante 2 min.
Adicione a massa e deixe cozer 5 min adicionando em seguida a couve deixando a panela ao lume por mais 10 minutos.
Já está, um Manjar dos Deuses...



segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Depois do parto (2)


....O corpo

"Se u khoswiiiile awahaswitivi
leswi unga mu kumisa swone
A vele laaaakwe nalaha nyimile kwaaatsi
eh papai wa mina
kambi namuntla wa nhenhentsa!"(Alfredo Mulhui)


(Já te esqueceste, já não te recordas
como a conheceste
de seios firmes
oh meu pai
mas hoje ela já perdeu a graça)


Engane-se que pensa que começou com Lizah James (nuna wa mina anga koni, lepswi ninga kuluca anga ni djuli), já Alfredo Mulhui, cantor de renome no panorama de música ligeira moçambicana, cantava em suas baladas a postura dos homens em relação ao aspecto físico de suas companheiras, resultante das ‘naturais’ alterações ocorridas durante a gestação e nao só.

Durante a gravidez ocorrem alterações no corpo da mulher: A barriga cresce, o peito aumenta/cai, o corpo fica flácido enfim, sendo que depois do parto, recuperar a forma, nos dias de hoje, em alguns contextos e para certo tipo de mulher passou a ser uma prioridade.

Em média, durante a gravidez, a mulher aumenta entre 12 e 16 quilos e, no dia do parto, perde cerca de 6kg. Onde cerca 3kg são do bebé (atendendo que tenha um peso normal), cerca de 1.5kg são da placeta (membrana de envolve a água) e a própria água (líquido amniótico), finalmente cerca de 600g perdem–se com a hemorragia etc. E o resto? Como eliminar?

Não é toda mulher que consegue uma recuperação célere como a da Neyma... já vai na segunda cesariana e está com um corpitxo au point-bem, não sei a custa de quê, mas que está linda lá isso está!

O ideial seria que no primeiro ano após o nascimento do bebé, a mãe consiga voltar ao que era antes, porém nem sempre esse retorno ocorre, havendo até casos em que o peso aumenta, pois, o facto de estar a amamentar faz com que ela opte ou lhe seja recomendada uma dieta calórica de acordo com a sua realidade.

A pressão exercida pela sociedade, pelos maridos, amigos e colegas de trabalho nalguns casos ou por elas próprias entre outras, são as causas que fazem com que muitas mulheres clamem por uma recuperação rápida.


A recuperacao é importante nao só pela estética, como também por questões de saúde mesmo, penso que todos sabemos que o peso excessivo pode criar
outro tipo de complicacoes na saúde e não só.

Nao estou aqui a defender que existe um formato ideal/standard de corpo para toda a mulher, aliás, é importante salientar que para uma mãe, perder peso em pouco tempo tanto pode implicar a redução da qualidade do leite de peito, como a suspensão da amamentação, expondo assim os bebés a certos riscos.

Mais ainda, algo que muitas mulheres e homens não sabem, ou ignoram, é que a
amamentação não só é uma forma de alimentação vital para o bebé como nos primeiros seis meses após o parto, se a nutriz (mãe) estiver amamentando exclusivamente e não menstruar, a chance de engravidar é de apenas 0,5 a 2%, logo, é mais do que recomendável.

Portanto, deixo aqui o meu apelo aos homens, para que dêm um “toque” as companheiras sim, mas de forma carinhosa, evitem comentários redutores do tipo “hiiii tás muito gorda, enorme, não ficou um bebe ai???
Há quem diga que as mulheres tornam-se mais sexys depois de serem mães, eu concordo!

Ahh, não posso deixar de extender o apelo p’ras vasikates, principalmente as que costumam dizer “xiii amiga assim não dá faça qualquer coisa, vao te fugir lá em casa”.... O pós parto, nalguns casos, é um momento de muitas dúvidas na cabeça da mulher e, uma delas, é o medo de não poder voltar a ter a mesma aparência de antes.

Para o bem de toda família, é recomendável que depois do 1º. ano as mamãs começem a preocupar-se em resgatar os contornos de antes da gestação!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Diet e light: são sinónimos?

“Só bebo diet, só como light”. A moda chegou, pegou e instalou-se no seio duma estrita classe que inclui diabéticos, obesos, hipertensos, outros hipers (hiperlipidêmicos, hipercolesterômicos) e consumidores por opção que desejam manter uma boa condição de saúde, manter o peso e uma boa aparência física.

Considerados bonitos, gostosos e "politicamente correctos”, os alimentos na versão diet ou light ganharam corredores inteiros nos supermercados e mais espaço nos armários dos consumidores. E possível encontrar de tudo: massas, chocolate, biscoitos, bolos, pães, refrigerantes, sumos em pó, sobremesas, sopas, pratos prontos congelados e até o cafezinho com baixas calorias tornaram-se itens obrigatórios na dispensa de alguns moçambicanos.

Os consumidores do diet e do light procuram produtos mais saudáveis e inovadores, que sejam seguros e de prática utilização. A prescrição médica, com dietas restritivas, e a preocupação com a estética, faz com que a tendência ao consumo de diet e light cresça a olhos vistos, se olharmos para o numero de prateleiras que tendem a aumentar nos supermercados.

O termo diet e light é muito utilizado nos rótulos dos alimentos, podendo confundir o consumidor no momento de adquirir algum produto. Não basta confiar na classificação carimbada na embalagem. É importante conferir a composição no rótulo, para saber se têm as características necessárias para quem vai consumir. No caso de restrição de sódio, por exemplo, ela precisa estar bem clara. Quando o objectivo é emagrecer, deve ser comparado o valor calórico do produto com similares - light ou não.

No entanto, a grande maioria das pessoas não sabe diferenciar os produtos light dos diet e, ainda, em algum momento, acredita que são sinónimos. O consumidor não está suficientemente esclarecido sobre o significado destes termos e por isso consome-os de forma inadequada. Outro aspecto é que são poucas as pessoas que se preocupam em saber o que cada um desses alimentos apresenta em sua composição e porque são diferentes dos demais.

Mas o que são produtos diet? E light? Eles têm menos calorias que os diet? Depende, seria a resposta. Os produtos diet são alimentos para fins especiais e os produtos light são "alimentos modificados".

Diet caracteriza alimentos que têm formulação especial para atender pessoas que tenham disfunção ou distúrbio físico ou metabólico, como diabéticos ou hipertensos, sem a necessidade de que o produto seja menos calórico. Ele deve ter a total ausência de um determinado ingrediente (normalmente açúcar ou sódio), que será substituído por outro, portanto, produtos indicados para dietas por razões de saúde.

São ainda aqueles produtos que apresentam ausência de um determinado componente, por exemplo: açúcar, sal, glúten, etc. Isso não significa a redução do valor calórico do alimento em questão. Os alimentos diet foram elaborados para atender a pessoas com restrições dietéticas especificas como diabetes, hipertensão, alergias alimentares e não com a finalidade de baixo valor calórico.
Um alimento diet nem sempre apresenta valor calórico reduzido e sim ausência de um componente. Um exemplo prático é o chocolate diet, ele apresenta ausência de açúcar mais é rico em gordura, portanto seu valor calórico é elevado, inadequado para pessoas que estão dispostas a fazerem dietas.

Light são aqueles alimentos que devem ter, no mínimo, 25% menos de algum componente calórico, seja açúcar, gordura, sal, entre outros. São aqueles que apresentam a redução de qualquer um de seus componentes (açúcar, gordura, proteína) tendo como referência o produto do mesmo tipo, e não tem fim especifico como os produtos diet.

Exemplos:
yogurte light - geralmente é elaborado com leite desnatado e sem açúcar, mas pode ser acrescido de mel ou adoçante artificial;
Pão de forma light, vulgo integral - geralmente é elaborado sem adição de açúcar e sem adição de gordura (ou com redução dessa);
Achocolatado light - pode ser elaborado com leite desnatado e sem açúcar, ou com leite desnatado, cacau desnatado e menor teor de açúcar.

Contudo, deve-se reparar nessa redução. Os ingredientes têm alguma função no produto. Para continuar igual, pode ser incorporado outro ingrediente. Por exemplo, alguns queijos e requeijões light têm menos calorias por reduzir gorduras, entretanto, para manter a consistência aumenta-se o sal; portanto, o produto não é indicado para hipertensos.

Outro exemplo, um bolo diet não terá açúcar e poderá ser consumido pelos diabéticos; mas pode ter até um valor calórico igual ou maior do que um bolo "comum", pois o açúcar será substituído por um adoçante artificial e pode haver a adição de algum componente calórico, como gordura, leite, etc. Já uma margarina light deve ter menos calorias e gordura do que uma similar. A confusão é perigosa, principalmente para diabéticos, proibidos de consumir açúcar.

Então, saiba duma vez por todas que Light são aqueles com redução de calorias na sua composição em relação ao alimento original (menos gordura ou açúcar) e Diet são alimentos destinados a dietas com restrição de nutrientes e devem ser exclusivamente empregados para controle de peso, e faça as suas escolhas acertadamente.


sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Pecados da carne



No sentido religioso, a carne está simbolicamente associada ao sexo, muitas vezes do ponto de vista do pecado, sendo portanto designado pecado carnal. Mas não é nesse contexto que se pretende abordar os pecados da carne, mas sim no modo excessivo e rigoroso como esta se faz presente à nossa mesa.

No sentido alimentício, geralmente a palavra "carne" só é usada para se referir à carne de mamíferos e répteis. No caso de aves e peixes, geralmente diz-se apenas o nome do animal de onde provém. A carne é um tecido muscular dos animais, incluindo o homem, formada principalmente de proteínas, gorduras e água. Esse tecido é usado como alimento para os animais carnívoros, incluindo o homem - excepto os que adoptam uma dieta vegetariana.

Grande parte da carne que comemos é comprada em mercados clandestinos ou não preparados para o processamento, manuseamento, acondicionamento e venda deste tipo de alimentos. Pode ser até que a carne provenha de locais apropriados para a sua venda (talhos), mas as condições pelas quais passa até chegar a nossa posse, pela via do mukhero, fazem com que esta também corra os riscos acima descritos. É verdade que, vinda das províncias, a carne passa por fiscalização, mas também não é menos verdade que muitos “bois gordos passam” debaixo dos olhos das estrututuras que os deviam inspeccionar.

Este olhar distraído, das autoridades agro-pecuárias e sanitárias, pode contribuir para que doenças provindas de animais, em particular do porco e da vaca, sejam transmitidas ao homem como é o caso da Cisticercose, Tuberculose, Brucelose, Febre aftosa (que tanto abalou a Europa), Toxoplasmose e Intoxicação alimentar sendo que a pior delas é a Neurocisticercose, que provoca a epilepsia, demência e hipertensão intracraniana (o aumento da pressão dentro do cérebro).

Evitar essas doenças, de nome esquisito, que o homem não tolera, não é assim tão difícil: a panela é capaz de vencer todas essas bactérias ou doenças. Cozida a 100° C, a carne ficará livre de todas as bactérias e larvas que afectam os humanos. Portanto, carnes mal passadas ou cruas devem ser banidas, a menos que o consumidor confie na boa procedência da mercadoria.

O consumidor dever(i)á estar atento para o produto que está adquirindo, sobretudo no que concerne à inspecção e a certificação de qualidade por parte das distraídas autoridades. Tendo em conta que este facto pode não ser válido, há que criar um olhar vigilante e analítico na hora de comprar a carne.

Aconselha-se, por exemplo, que aquando da compra de carne moída, solicite ao talhante que moa a carne na hora, evitando comprar a que já está moída. Há também que ter cuidado com a aparência da carne, sobretudo em talhos, pois em alguns casos são colocados produtos químicos cancerígenos (sebo, sulfitos e nitritos) que fazem com que a carne tenha aquela cor bem avermelhada que indica frescura e bom estado.

Tendo em conta os custos da carne, uma das soluções, seria sem dúvida, aproveitar os saldos ou promoções nas carnes que os supermercados oferecem. Mas, muita atenção pois geralmente os saldos representam um momento em que o produto está quase a entrar no fim do prazo. Comece a exercitar o seu olho e intuição tomando nota de outras dicas no momento da compra de carnes quer seja no talho, no dumba-nengue ou nas maguevas da Swázi:

Carnes vermelhas
A carne estará deteriorada quando: apresentar zonas (ou manchas) escurecidas ou zonas ou pontos secos.

Carne moída
A carne deve ser moída à vista do consumidor, para evitar a mistura de carne boa com deteriorada ou da carne pedida com outra de segunda linha.

Carne de porco
Cuidado redobrado com as carnes de porco, que exigem atenção especial. Ela estará deteriorada se apresentar pequenas bolinhas brancas.

Qualidade das aves
As aves também apresentam características importantes a serem examinadas. A sua carne estará boa quando tiver consistência firme, cor amarelo-pálida, brilhante e com odor (cheiro) suave, e estará deteriorada quando: apresentar cor esverdeada, a sua consistência não estiver firme e apresentar cheiro forte.

Qualidade do peixe
Quanto ao peixe, somente adquira o que tiver o corpo rijo (duro), escamas firmes e os olhos salientes e brilhantes. Já o peixe secos como o bacalhau, estarão deteriorados se apresentarem manchas húmidas ou avermelhadas.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Alimentação alternativa, opção inteligente



Comer bem para muitos, não só é ter o prato muito cheio como também é ter vários nacos de carne gordurosos todos os dias. Muitos não sabem ou ignoram as repercursões que o consumo excessivo de carne provoca no organismo.

Também não estão conscientes da gincana que é para uma dona de casa ter na panela todos os dias carne para o agrado dos “carnivoros”. O preço da carne é proibitivo e comprá-la em porções que alimentem a familia por muito tempo, decerto que tem forte impacto na economia domestica.

Preparar os alimentos de forma racional, econômica e sem desperdícios é uma forma de minimizar uma das nossas maiores dores de cabeça: o problema da fome agravado pelo elevado custo de vida e a crise mundial de alimentos.

Fazer do acto de produzir e de preparar o alimento, uma cultura que visa promover a nossa saúde e o nosso bem estar, bem como nos permitir gerar rendimentos com sustentabilidade, é outra forma de minimizar a “enxaqueca mundial e nacional” e, porque não, a domestica.

Preparar alimentos de baixo custo com alto valor nutritivo, como a batata-doce, folha de abobora, mandioca, cenoura, pepino, nabos, rabanetes, etc., que muito abundam em várias regiões do país, utilizando os alimentos de forma integral e respeitando as diversidades culturais, é outra forma.

É possivel comer bem, com muito sabor e a custo baixissimo, por exemplo, uma sopa feita com caule, talos, cascas, folhas e sementes de alimentos como a abóbora, a batata, a couve, nabiças, etc. Pode-se também fazer compotas, sumos e nutritivos batidos de fruta da época ao invés de se comprar os empacotados.

O que nos falta é coragem de experimentar e impor essa ideia no seio da família. Também aquela ideia de que “moçambicano só gosta de carne” é outra dor de cabeça de toda dona de casa. Mas já é mais do que tempo de implementar “bifes de beringela com feijão verde salteado” na nossa dieta alimentar permutando a alimentação baseada em carnes vermelhas por carnes verdes.

Experimentemos! Ousemos! É barato e muito mais rentável, saboroso e muito saudável para toda a família e, acima de tudo, o nosso organismo é quem mais agradece.