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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Miomas

Amigos/as hoje vou vos falar de algo preocupante, uma doença que tende a se tornar frequente em nós mulheres, e que nos deixa muito assustadas quando recebemos um diagnóstico, pois imaginamos que é o prenúncio da chegada de um tumor maligno e que não poderemos ter filhos: Os Miomas. Apesar de nascerem benignos e morrerem benignos estão a tornar-se numa autêntica dor de cabeça para os nossos médicos e chegam mesmo a levar a morte das pacientes. O que me preocupa é que cada vez mais mulheres são diagnosticadas miomas, e muitas vezes não há uma informção precisa sobre eles, o mais comum é as mulheres diagnosticadas miomas entrarem em pânico, desenvolverem um quadro depressivo, o que pode levar a outros problemas...

Afinal o que são miomas? De onde vêm?


Definição:

Miomas são os tumores benignos (não cancerosos) mais comuns do trato genital feminino. Se desenvolvem na parede muscular do útero. Embora nem sempre causem sintomas, seu tamanho e localização podem causar problemas em algumas mulheres, como por exemplo, sangramento ginecológico importante e dor por baixo do ventre.

Causas:
As causas exactas do aparecimento dos miomas não são bem estabelecidas, mas os pesquisadores acreditam que haja tanto uma predisposição genética quanto uma maior sensibilidade à estimulação hormonal (principalmente estrogênio) nas mulheres que apresentam miomas. Algumas mulheres que podem ter esta predisposição, desenvolvem factores que permitem que estes cresçam sob a influência dos hormônios femininos. Isto explicaria porque certos grupos étnicos e familiares são mais propensos a ter miomas.
Os miomas variam muito em tamanho. Em alguns casos eles podem causar um crescimento acentuado do útero, simulando uma gravidez de até 5 ou 6 meses. Na maioria dos casos os miomas são múltiplos.

Como os miomas são diagnosticados?

Geralmente os miomas são detectados primeiro durante um exame ginecológico, quando o médico percebe o aumento do tamanho do útero.
Quem é mais propenso a ter miomas?
Miomas são tumores muito comuns. O número de mulheres que têm mioma aumenta com a idade até a menopausa. Embora os miomas possam aparecer na mulher aos 20 anos, a maioria das mulheres não apresenta sintomas até os 30-40 anos. Os médicos não são capazes de prever se um mioma vai crescer ou causar sintomas.
Os miomas podem crescer acentuadamente durante a gravidez, o que parece ser devido ao aumento dos níveis hormonais. Após a gestação, geralmente os miomas retornam ao seu tamanho anterior.

Quais são os sintomas mais comuns?

A maioria dos miomas não causam sintomas –. Dependendo de sua localização, tamanho e quantidade, a mulher pode apresentar os seguintes sinais e/ou sintomas:
Períodos menstruais prolongados e com fluxo aumentado, sangramento fora de época, algumas vezes com coágulos, podendo levar à anemia. Este é o sinal mais freqüentemente associado aos miomas.

Aumento de intensidade das cólicas menstruais.

Dor em baixo ventre, ou mais precisamente, sensação de pressão ou desconforto causado pelo tamanho e peso dos miomas que pressionam as estruturas adjacentes.

Dor na região lombar, flanco ou pernas (os miomas podem pressionar os nervos que inervam o baixo ventre e as pernas).

Dor durante o acto sexual.

Pressão no sistema urinário, o que tipicamente resulta no aumento da freqüência da micção, principalmente à noite.

Pressão no intestino grosso, levando à prisão de ventre e retenção de gases.
Aumento do volume abdominal que pode ser mal interpretado como ganho progressivo de peso e/ou gravidez.

Toda mulher deve preocupar-se com a sua saúde, estar informada e saber identificar as principais ameaças. É um dever de todas! Devem consultar o ginecologista anualmente, e fazer os exames de rotina como o papanicolau, mamografia, ecografia, bem como exames de dosagens hormonais. O ginecologista evidentemente saberá orienta-la.

Fonte aqui

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Contagem decrescente

Entre palmadinhas nas costas, elogios pela iniciativa louvavel e promessas que ficaram por cumprir, eis-nos pois em momento de contagem decrescente para a concretização final do nosso projecto (blogs moçambicanos) relativo às celebrações do Dia da criança e da criança africana.

Pois, com os poucos, mas generosos recursos que conseguimos amealhar, desde o mitico "2° encontro dos bloggers", portanto, resultado da boa vontade e espirito de solidariedade destes, proximo sabado, pelas 9h nos concentraremos na parte frontal do Hospital Geral da Machava para entregar aos petizes com doi-doi os nossos presentinhos.

Ainda não é o momento, mas nunca é tarde nem cedo para o fazer, pelo que agradecemos a todos os que contribuiram e aos que ficaram na intenção. Reiteiramos que a missão ainda não esta cumprida pois contamos com todos para in loco nos fazermos presentes.

Bem hajam
Ximbitane Yndongah e Nyikiwa

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Manicure e pedicure seguras


Apesar de todos os apelos para a possibilidade de contaminação por HIV e outras enfermidades, como Hepatite e doenças de foro dermatológico, devido ao uso de objectos cortantes/ou perfurantes (alicates, corta-unhas, lixas, etc.), tanto funcionárias como clientes desleixam-se, muitas vezes, no capítulo da biossegurança nos salões de cabelereiro que também oferecem serviços de “lavagem de pés e mãos” designados pedicure e manicure.

Pediculose, escabiose, ediculose, HIV/SIDA, impetigo, Hepatite B e C, tétano e micoses, são algumas das múltiplas doenças que se pode apanhar fazendo manicure e pedicure com material tratado inadvertivamente.

Alguns salões até dispõem de máquinas de esterlização à vapor mas, estas servem de enfeite pois não são usadas convenientemente ou então servem para armazenar os intrumentos enquanto não há clientes. Alguns salões simulam, para a tranquilidade da potecial cliente, esterlizar os intrumentos com a ajuda de uma solução química (alcool) cuja proveniência e qualidade se deve sempre desconfiar.

Não raras vezes vê-se as funcionárias trocarem os intrumentos “Lindinha, deixa lá tirar esta pele porque este alicate não está bem afiado”, justificam-se solicitas e sorridentes, fazendo uso simultâneo entre clientes completamente desconhecidas. Após o serviço prestado às clientes, sob todos os riscos, elas mesmas retiram cutículas de suas próprias peles com os mesmos instrumentos sem os esterlizarem.

O que se pode imaginar que fazem com as clientes seguintes? Para evitar doenças, quando estiver num salão de beleza, tenha em atenção que métodos são usados em biossegurança na esterlização de intrumentos para manicure e pedicure. Não se importe com os comentários, no tratamento de sua pessoa exija o uso de luvas pela funcionária, seja cuidadosa e leve consigo sua própria toalha, alicate e até mesmo o verniz de unhas.

Apetreche-se com um kit manicure composto por lixa para unha, alicate (para remover o excesso de cutícula), alicate para cortar unha ou tesoura, espátula (para empurrar a cutícula), pauzinho de laranjeira (para limpar o verniz), acetona, base para unha, creme hidratante (para retirar cutículas ou creme para mãos) e vernizes e vá segura fazer a sua manicure.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Vestindo o pé


A olho nu, pode-se dizer que o tipo de calçado usado é indicador da classe social de quem o calça, em particular na ala feminina. Por exemplo, os chinelos “pipoca” ou havaianas, são tipícos de pessoas da classe baixa. Na classe média, calça-se um sapato com salto médio ou minissaltos, sandálias rasas e chinelos. O sapato de “bico, biqueira ou picareta”, tipo aranha-céu, é calçado pelas mulheres da alta sociedade.

As “pipocas”, ideiais para uso dentro de casa, na praia ou piscina são práticas para quem vive nas zonas periféricas: calça-se de casa a paragem e depois se pode calçar outro tipo de sapato sem se carregar uma tonelada de areia. No entanto, as pipocas tem um inconveniente se levarmos em conta o piso que “pisam”, incluindo o pavimento das cidades: os pés sujam-se facilmente devido as poeiras e outros dejectos.

Na classe média, talvez por força da oferta semanal garantida pela realeza dos sapatos (chinelos e sandálias), mais de metade da cidade arrasta os pés “chinelada”. Já nem se olha ao momento ou espaço, o chinelo está presente em todo o lado. Na classe alta, porque o mulherio tem como se deslocar confortavelmente, não corre o risco de se cansar ou torcer o pé no pavimento levantado, por isso o sapato com salto alto é que reina.

Os homens não entendem como uma mulher pode ter tanto sapato, de todas as cores e feitios. Ultimamente, em que o básico branco-preto-castanho-creme serve apenas para combinar com a toillete nessas cores, mais dificil ainda fica perceber. As combinações são feitas tendo em conta um todo: a roupa (o material também entra no jogo das combinações), a bolsa ou carteira e os acessórios.

Botas (com franja, zíper ou atacadores, rasas ou com salto, cano alto ou curto, para chuva ou para machamba), mocassins, salto alto (plataforma, fino ou grosso), sapatilhas, sandálias, chinelos (“pipocas” ou havaianas, de praia ou de passeio) são alguns dos exemplos comuns de sapato. Monocolores, bicolores, tricolores ou simplesmente coloridos, envernizados, em plástico, em couro, em fibra sintética, de tudo há um pouco.

Desde sempre pisado e por isso, metaforizando, humilhado, o sapato serve para proteger o pé. Conhecido como a paixão da mulher, o sapato, por ter contacto directo com o chão é objecto correcto no pé e indigno quando lançado à cara de alguém. Que o digam as personalidades G. Bush, que tão bem esquivou a sapatos e hoje é figura de jogos, e Wen Jiabao.

Com o advento do second hand, comprar sapatos ficou ainda mais fácil, o que quase faz cair em saco roto a teoria avançada segundo a qual o tipo de sapato identifica a classe social. Muita gente, de todos os extractos sociais, compra no dumba-nengue, nas ruas, nos txova-xita-duma, para além de outros produtos oferecidos por este comércio em franco crescimento, sapatos de todos os tipos, feitios e cores.

Mas, do mesmo modo que o sapato é um item imprescíndivel para a toillete, também pode ser perigoso para a integridade fisíca de quem o calça: um centímetro a mais pode ter consequências incalculáveis na coluna e na estabilidade fisíca. Um número pequeno pode provocar bolhas dolorosas e desconforto total. Um sapato pesado exige muito esforço na hora de caminhar e, no fim da performance, decerto que o corpo se queixará.

Se gosta de salto alto, que tenha muitas tiras ou tiras grossas para prender o pé, pois devido ao salto, o peso do corpo faz-se sentir nos ossos dos dedos. Sapato ou sandália alta, habitualmente eleitos para casamento, não estão com nada se tiverem uma só tira e fina. As mulheres disso sabem apenas teimam em ficar chiques, sentadas, mal dançam e, no fim da cerimónia, arrastam os pés ou descalçam-nos de tão maltratado e doridos que estão.

Assim, na hora de escolher o sapato, experimente-o no fim do dia, em que o pé está inchado pois essa de que com o tempo o pé se vai habituar pode sair para torto. No dia-a-dia, tente usar sapatos diferentes, não somente na cor, mas no estilo e no material de modo a que os pés não sejam continuamente punidos num mesmo local. Não custa nada e os pés agradecem!

Sapato daqui

terça-feira, 24 de março de 2009

Caixa de Pandora


Micro, pequenas, médias, grandes, enormes, assim se podem caracterizar as bolsas da mulher, servindo cada uma para uma ocasião especial: casamento, cocktail, festa, disco, cursinho, escola/faculdade, trabalho, viagem (curta, média, longa duração), ida ao hospital, volta ao mercado ou ao shopping, ida à esquina ou a praia, até para um simples passeio.

Variedade de cores, vários formatos, bolsos, compartimentos predefinidos e tantos outros secretos, acabamentos e apliques são os itens que se tem em conta na aquisição de uma bolsa estando neste momento, no topo da moda, as bolsas “espaçosas” ou grandes, que fazem as vasikate sentirem-se modernas e com o lar-fora-do-lar.

A bolsa da mulher é, cá entre nós e para muitas de nós, a “carteira”, um acessório que equipado à nossa vontade e/ou capacidade faz-nos sentir prontas para enfrentar as vicissitudes do dia-a-dia com relativa tranquilidade, ou assim pensamos pois, nela transportamos o que supostamente nos vai ser útil em algum momento.

A função da bolsa é guardar objectos e permitir transportá-los e, as nossas carteiras, carregam tanta coisa, que, reconheçamos, muitas são inúteis. Estudos indicam que este arsenal de pequenos “quês”, que tornam a nossa vida prática e que facilitam a resolução de problemas, em doses exageradas podem comprometer a saúde.

Assim, documentos, cartões (de banco, de visita, de marcação de consultas), dinheiro, canetas, chaves, celular, pente, óculos, agenda, caderno de notas, estojo de maquilhagem, desodorizante, perfume, calcinha, capulana, absorvente, adesivo, agulha e linha, lencinhos de papel, lenço lima, tesourinha, analgésicos, alfinete, são trasnportados.

Por exemplo, se nos é anunciada a morte de alguém não precisamos voltar à casa para apenas levar uma capulana! Mas, não raras vezes nos deixam em situações constrangedoras: haja destreza para achar achar o télélé que toca e, no meio de tanta coisa, temos que despejar todo o seu conteúdo e expôr os segredos da nossa caixa de Pandora.

Algo que muitos não compreendem, algumas de nós incluídas, que andamos dum lado para de carteira no ombro, à tiracolo, na mão, nas costas ou embaixo do sovaco, quando vemos a ginástica que é procurar um objecto na carteira, é que, para além da sua função principal, a carteira é um acessório psicológico.

Está é a razão pela qual raramente as mulheres deixam alguém “pesquisar” suas carteiras e muitos homens, excepto os que o fazem sorrateiramente ou com permissão temporária, evitam bancar o Indiana Jones para achar algo tão insignificante quanto uma simples moeda nesse enorme buraco negro.

O mais engraçado, é que para a dona da carteira, tudo o que é guardado, é importante, o que as stressa quando devem usar uma bolsa menor. Tudo porque é relativo a própria figura da mulher: primeiro a sua identidade pessoal (os documentos), a questão financeira (cartões de banco, dinheiro vivo) e a integridade física (chave, canivete, spray anti-...).

Na bolsa, também há marcas da preocupação da proprietária para com a higiene (lenços, penso higiénico), o sexo seguro e consciente (preservativos, anticonceptivos), a gestão do dia-a-dia laboral ou familiar (agenda, bloco de notas), a aparência fisica (baton, pente, perfume, brincos) e os sentimentos (fotos, bilhetes, pequenos objectos).

São facultativos, mas não menos importantes, a preocupação com a alimentação saúdavel fome (bolachas diet ou light, barrinha de cereais, fruta), a proteção do corpo (guarda-chuva, cachecol, camisola e a capulana), a religião (amuletos), a auto-afirmação (cigarros, isqueiro), o lazer (romance) e o trabalho (documentos, livros), ...

Adenda:

Vasikate, sejam corajosas, percam 5 minutos do vosso tempo, despejem o conteúdo da vossa carteira e façam um inventário rápido: o que tem na bolsa? O é inútil? E imprescindível? Escandaloso, não é?! Vavanas (homens), peçam as vasikate lá em casa para fazerem o mesmo exercicio.

Bolsa daqui

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sexo é bom e recomenda-se!

1. Quando as mulheres fazem sexo elas produzem o dobro da quantidade hormonal de estrogenio que resulta num aumento no brilho dos seus cabelos e macieza da sua pele.
2. Suar (resultado inevitável do sexo) é saudável para a pele, pois contribui para a limpeza dos poros. Além de eliminar as possíveis dermatites, alergias, erupções e manchas cutâneas.

3. Sexo é um dos desportos mais seguros que poderemos praticar, pois o sexo tonifica, estica e relaxa quase todos os músculos do corpo, alem de ser mais agradável e completamente grátis.

4. O sexo liberta endorfinas para a corrente sanguínea, produzindo uma sensação de euforia e de bem-estar.

5. É um ótimo remédio contra a insônia, já que com as mudanças bioquímicas que ocorrem durante o ato sexual o corpo relaxa e entra em um estado de sono profundo.

6. Sexo é o mais seguro calmante do mundo. Ele é 10 vezes mais eficaz do que o diasepan.

7. O sexo é um antihistamínico natural: pode desbloquear narinas congestionadas.

8. Beijar frequentemente reduz idas ao dentista. Beijar produz saliva que lava os resíduos alimentares nos dentes, baixando ainda, os níveis de acidez que causam cáries, prevenindo a formação de placa bacteriana.

9. Sexo alivia dores de cabeça. Uma sessão de sexo pode aliviar a tensão que estrangula os vasos sanguíneos que irrigam o cérebro.

10. É possível queimar até 560 calorias em uma relação sexual.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Farmacia ambulante


O ano corre a passos largos para o seu fim e brevemente, muitos partirão em merecidas férias. Alguns, com alguma possibilidade e quiça sorte, poderão sair da lufa-lufa habitual, da cidade de Maputo, por exemplo, e se deslocar, dependendo das opções e possibilidades de cada um, quer para o campo ou para outra cidade.

Uma viagem, é sempre benvinda, mas, para além do preparo da mala, que deve ter em conta o clima e ambiente social para o qual vamos, da preocupação com as plantas, com o cachorro (para quem o tem e que com els não pode viajar), com a flat, etc., há que ter outros cuidados pois a velha máxima antes prevenir do que remediar, vale sempre.

Este ditado, faz recordar uma experiência de 10 anos atrás. Apesar de ter passado parte da infância no campo, nunca tinha tido o azar de ser “lambida” por uma lagarta peluda, que habita em arvóres, mabasso como chamamos, que à semelhança da vulgo garrafa-azul, na praia, ao passar pela pele provoca um acomichão infernal de fazer até chorar um homem de barba rija.

Na altura, a unidade sanitária mais próxima encontrava-se a 60 km, o que aumentava o meu desespero pessoal e dos que estavam próximo. Os experientes e sábios propunham mezinhas que não surtiam efeito para desespero de todos. A alergia, provocada pela passagem do bicho no pescoço, alastrava-se e a salvação veio de uma tia, doente crónica a quem chamamos, e com razão, farmácia ambulante, que facultou um antialérgico.

Durante a viagem e no local de destino, deve ter especial atenção com a qualidade e quantidade de água que consome e, claro, com a exposição ao sol (insoloração). Por força dos ambientes fechados nos nossos locais de trabalho, ainda que habituados ou lembrados dos longos períodos de exposição ao sol, brincando ou jogando, a nossa pele não tolera certos excessos.

Se viaja com crianças, especial e redobrada atenção deverá ter para além de que deve contar com imprevistos. Um antialérgico infantil, sais de hidratação oral (SRO) de preferência sem sabor, e se a criança tem crises frequentes, os habituais medicamentos que o ajudam nesses momentos devem constar da sua farmácia ambulante.

Desaconselha-se o uso de medicamentos, sem a devida prescrição médica, aliás recomenda-se que se procure sempre por orientação médica, mas há momentos em um paracetamol faz toda a diferença e, recomenda-se.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Depois do parto (2)


....O corpo

"Se u khoswiiiile awahaswitivi
leswi unga mu kumisa swone
A vele laaaakwe nalaha nyimile kwaaatsi
eh papai wa mina
kambi namuntla wa nhenhentsa!"(Alfredo Mulhui)


(Já te esqueceste, já não te recordas
como a conheceste
de seios firmes
oh meu pai
mas hoje ela já perdeu a graça)


Engane-se que pensa que começou com Lizah James (nuna wa mina anga koni, lepswi ninga kuluca anga ni djuli), já Alfredo Mulhui, cantor de renome no panorama de música ligeira moçambicana, cantava em suas baladas a postura dos homens em relação ao aspecto físico de suas companheiras, resultante das ‘naturais’ alterações ocorridas durante a gestação e nao só.

Durante a gravidez ocorrem alterações no corpo da mulher: A barriga cresce, o peito aumenta/cai, o corpo fica flácido enfim, sendo que depois do parto, recuperar a forma, nos dias de hoje, em alguns contextos e para certo tipo de mulher passou a ser uma prioridade.

Em média, durante a gravidez, a mulher aumenta entre 12 e 16 quilos e, no dia do parto, perde cerca de 6kg. Onde cerca 3kg são do bebé (atendendo que tenha um peso normal), cerca de 1.5kg são da placeta (membrana de envolve a água) e a própria água (líquido amniótico), finalmente cerca de 600g perdem–se com a hemorragia etc. E o resto? Como eliminar?

Não é toda mulher que consegue uma recuperação célere como a da Neyma... já vai na segunda cesariana e está com um corpitxo au point-bem, não sei a custa de quê, mas que está linda lá isso está!

O ideial seria que no primeiro ano após o nascimento do bebé, a mãe consiga voltar ao que era antes, porém nem sempre esse retorno ocorre, havendo até casos em que o peso aumenta, pois, o facto de estar a amamentar faz com que ela opte ou lhe seja recomendada uma dieta calórica de acordo com a sua realidade.

A pressão exercida pela sociedade, pelos maridos, amigos e colegas de trabalho nalguns casos ou por elas próprias entre outras, são as causas que fazem com que muitas mulheres clamem por uma recuperação rápida.


A recuperacao é importante nao só pela estética, como também por questões de saúde mesmo, penso que todos sabemos que o peso excessivo pode criar
outro tipo de complicacoes na saúde e não só.

Nao estou aqui a defender que existe um formato ideal/standard de corpo para toda a mulher, aliás, é importante salientar que para uma mãe, perder peso em pouco tempo tanto pode implicar a redução da qualidade do leite de peito, como a suspensão da amamentação, expondo assim os bebés a certos riscos.

Mais ainda, algo que muitas mulheres e homens não sabem, ou ignoram, é que a
amamentação não só é uma forma de alimentação vital para o bebé como nos primeiros seis meses após o parto, se a nutriz (mãe) estiver amamentando exclusivamente e não menstruar, a chance de engravidar é de apenas 0,5 a 2%, logo, é mais do que recomendável.

Portanto, deixo aqui o meu apelo aos homens, para que dêm um “toque” as companheiras sim, mas de forma carinhosa, evitem comentários redutores do tipo “hiiii tás muito gorda, enorme, não ficou um bebe ai???
Há quem diga que as mulheres tornam-se mais sexys depois de serem mães, eu concordo!

Ahh, não posso deixar de extender o apelo p’ras vasikates, principalmente as que costumam dizer “xiii amiga assim não dá faça qualquer coisa, vao te fugir lá em casa”.... O pós parto, nalguns casos, é um momento de muitas dúvidas na cabeça da mulher e, uma delas, é o medo de não poder voltar a ter a mesma aparência de antes.

Para o bem de toda família, é recomendável que depois do 1º. ano as mamãs começem a preocupar-se em resgatar os contornos de antes da gestação!