quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Boas Entradas!


Pois é, a passo de cama-leão vamos revitalizando o vasikate, entre altos e baixos estamos aqui, o que não se pode fazer é parar.
2010 foi-se (foi-se?), não sei, os minutos, as horas os dias passam, mas ficam sempre os momentos, esses nunca apagamos da memória, vão connosco seja onde for, por isso é que passamos de um ano ao outro carregados de retalhos dos anos anteriores.
Neste momento de transição e porque a hora é propícia para reflexão( ou pelo menos parece ser) deixo-vos com um texto da Lourena Massarongo.
Achei o texto interessante, não me perguntem porquê, não sei dizer!Só sei que lí e relí, não consigo comentar, até tentei mas não consegui. É que o tema é forte, full of traps...
Parecer ou Ser? O que é mais importante? Enquanto que o Parecer é uma imagem que se constrói a partir do que os outros pensam e esperam de nós, o Ser é intriseco, é a essência do que somos, e sem dúvida que o que somos e o que aparentamos são os pilares das nossas relações sociais.
Surge então a questão o que é mais importante? Parecer ou Ser?Basta apenas Ser? Sem precisar Parecer? Ou o contrário?


Leiam, vê-mo-nos em 2011, boas entradas a todos!


"Pois! É incrivelmente difícil falarmos connosco sobre nós mesmos! Sem plateia nem aplausos, não temos alternativa senão sermos nós mesmos, celebrando os nossos defeitos e enfrentando as nossas virtudes!


Não, não me enganei: queria mesmo dizer celebrando os nossos defeitos! E porquê não? Se mesmo lutando durante anos para mudar algumas coisas em nós próprios, pouco ou nada conseguimos (e ainda há quem se iluda tentando mudar outrém), concluo que somos chamados a conviver com os nossos próprios defeitos de forma diferente: celebrando-os!


Celebrar os defeitos significa, antes de mais, aceitá-los, que significa deixar de lutar contra eles e, finalmente, deixar de lutar contra eles significa começar, finalmente, a ser alguém! Alguém? Não: VOCÊ! Isso mesmo! Entenda-se que quando falo de defeitos, refiro-me aos que nós mesmos qualificamos como tal, isto é, àquilo que não gostamos em nós mesmos, coisas que gostaríamos de melhorar por e para nós mesmos! Digo isto porque considero que o que outros consideram como defeitos nossos, nem sempre o são: muitas vezes são expectativas que eles criaram a nosso respeito e esperam que nós correspondamos à risca aos rótulos que nos colocaram! Pudera! Nem eles são capazes de preencher as próprias expectativas como se atrevem a exigir mais de outrém?


Comecei por falar nos defeitos por serem evidentes e consensuais fontes de frustação mas, acreditem, as virtudes podem também constituir uma fonte de frustração! Quando disse enfrentando as nossas virtudes, também não me enganei! E porquê não? As nossas virtudes estão sempre lá, acenando para nós e, nós, não temos coragem suficiente para ir até elas!


Assustador?


É realmente assustador sermos nós mesmos se, ao mesmo tempo, procuramos ser aceites por todos (para os mais exigentes) ou pelas pessoas de quem gostamos (para os mais reservados)! Quantas vezes não fizemos/dissemos ou deixamos de fazer/dizer algo por medo de sermos rejeitados? Quantos de nós não se expressam/identificam/vestem como gostariam por temerem a rejeição? Quantos de nós estudam/trabalham em áreas que detestam mas o fazem para agradar os pais/porque está na moda/porque a “malta” acha a nossa vocação ridícula/não daria dinheiro suficiente para manter o nível de vida desejado (como se valesse a pena o sacrifício)? Isto é a expressão mais gritante do suicídio das próprias virtudes!


Parecemos elegantes, parecemos educados, parecemos letrados (esta é mais difícil embora alguns lá consigam chegar com alguns punhados de “portanto”), parecemos carinhosos, etc...
Não é assustador que sejamos tão cautelosos em gradear as nossas casas (com medo que nos roubem o mobiliário e eletrodomésticos que tanto show off nos proporcionam)/ colocar alarme nos nossos carrões (todos do último grito) e sejamos incapazes de usar o preservativo?
Quantos de nós, sedentos de aparências, mantemos o guarda-roupa em constante update, perfumes de top e restaurantes badalados, tudo isto à custa da alimentação, saúde, educação e alojamento condignos para nós próprios e para os nossos filhos?


Mas afinal, quem somos? Parecemos, não há dúvida! Mas somos? Seremos? Queremos ser?
Temos medo de não ser aceites como somos? Por quem? Pelas pessoas que nos amam? Pelas pessoas a quem amamos? Quem nos ama, aceita-nos incondicionalmente! Quem amamos, se não nos aceita como somos, não nos ama e, se nos não ama, não merece que desperdicemos o nosso amor nem as nossas virtudes e muito menos os nossos preciosos defeitos!


Entenda-se que, quando me refiro à aceitação mútua entre amantes, não excluo as cedências que concordamos em fazer para o equilíbrio das nossas relações; essas são incontornáveis, mas, com os devidos limites, salvaguardando sempre a identidade de todos e de cada um! Quando cedemos demasiado para manter alguém na nossa vida, perdemo-nos nós mesmos, mantendo esse alguém ligado a um estranho.


Convido-vos a abandonar o clube dos que parecem muita coisa e nada são; convido-vos a buscar em vós, todos os sonhos abafados, todos as esperanças sufocadas, todo o vosso “eu”! Afinal, todo este longo texto, era só para convidar-vos, imaginem, a SER ao invés de PARECER... "

sábado, 18 de dezembro de 2010

Alerta vermelho

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Conversa para adormecer... a vaca


1. És a mulher que sempre quis ter.

2. Com a gravidez a minha mulher engordou muito, não suporto aquelas banhas. Cuida-te hein?!

3. A minha esposa não me compreende e nunca atende aos meus desejos como tu o fazes.

4. Estou farto deste casamento: até dormimos em camas separadas, mas tenho que ir já já para casa

5. Em breve vou-me separar. Só não o faço agora por causa dos miúdos, sobretudo o mais novinho que é doentinho e precisa de cuidados especiais.

6. Acredita, este casamento nunca andou bem e tu dás uma outra cor a minha vida.

7. Ela trai(u)-me!

8. Há muito que não amo a minha mulher: só a ti, minha linda.

9. Vivo com ela, mas é a ti que amo!

10. Queres maior prova de que é a ti que amo do que este carro?

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Padrinhos ou $uporte$ financeiro$?


Madrinha/padrinho é mulher/homem que se apresenta a alguem (geralmente criança) para ser baptizado ou crismado, com o compromisso implícito de, na ausência dos pais provê-lo de tudo quanto seja necessário -http/pt.wiktionary.org/wiki/madrinha

Quem não se sente feliz ao receber um convite para ser padrinho /madrinha de uma criança? Não há honra maior do que essa, pois esta é uma demonstração de confiança por parte dos pais da criança, é um convite para participar dos momentos marcantes desde a tenra idade até a fase mais crescida da sua vida. Ou seja é como se os padrinhos se tornassem uma segunda mãe ou um segundo pai. Portanto alguém presente que apoia, aconselha, orienta enfim, faz parte da nossa vida.

Geralmente, o primeiro par de padrinhos adquirimos quando crianças, no nascimento ou no baptizado partindo do princípio que na maior parte dos casos somos baptizados quando crianças. Estes padrinhos, são maioritariamente escolhidos pelos nossos pais, ou porque são amigos ou mesmo familiares próximos.

Já adultos, quando chega a fase de casamento tanto podemos manter os padrinhos de nascimento/baptizado como podemos escolher outros, aqui a escolha pode ser nossa. Muitos têm outras lógicas na escolha desses personagens, usam critérios que pouco ou nada têm a ver com o seu papel “tradicional”, escolhem-nos pelas condições financeiras, esquecendo-se que o papel deles deve ser outro, antes de tudo devem ser pessoas próximas, capazes de falar e serem ouvidas, responsáveis e com a capacidade garantir que tudo corra bem antes e depois do casamento. Estas características podem estar ou não alidadas a uma boa situação financeira.

Hoje, receber um convite de padrinho/madrinha significa assumir parte das despesas da festa de arromba do casamento, que não são poucas aliás vão aumentando dia após dia. Não é por acaso que muitos declinam tal responsabilidade, não por falta de perfil mas por não posssuir condições financeiras a altura dos desígnios dos afilhados!

Outro factor que se tem verificado ultimamente é o alargamento do “estatuto” de padrinhos. Hoje há padrinhos para tudo! Aniversário, xitique, apresentação, graduação, lobolo....enfim para cada evento que ocorre na vida tem que haver uma madrinha/padrinho com todas as largas responsabilidades (financeiras) que lhe são incumbidas.

Esta situação leva-me a pensar alto e com os amigos leitores deste blogue afinal porque é que precisamos de padrinhos? Quem deve ser padrinho? Porque será que os atributos financeiros se sobrepõem aos valores sociais do que se deve ou não esperar de um padrinho? Pelo andar da carruagem não tarda termos padrinhos por incrível que pareça até para o funeral...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Modo de usar-se

Meninas do meu coração, voltar a estar aqui enche o meu coração de alegria e adoraria ter algo novo para escrever, criticar ou provocar. Mas ando pouco fluida na escrita e entre altos e baixos que, segundo a minha ginecologista é tudo por conta das famosas hormonas (opa, belo assunto). Mas escolhi um texto que a-do-ro para postar porque além de ter sido escrito por uma mulher como nós, provavelmente estejam lá todas as palavras que eu gostaria de dizer. Bjs meus...

"Coitada, foi usada por aquele cafajeste". Ouvi essa frase na beira da praia, num papo que rolava no guarda-sol ao lado. Pelo visto a coitada em questão financiou algum malandro, ou serviu de degrau para um alpinista social, sei lá, só sei que ela havia sido usada no pior sentido, deu pra perceber pelo tom do comentário. Mas não fiquei com pena da coitada, seja ela quem for.
Não costumo ir atrás desta história de "foi usada". No que se refere a adultos, todo mundo sabe mais ou menos onde está se metendo, ninguém é totalmente inocente. Se nos usam, algum consentimento a gente deu, mesmo sem ter assinado procuração. E se estamos assim tão desfrutáveis para o uso alheio, seguramente é porque estamos nos usando pouco.

Se for este o caso, seguem sugestões para usar a si mesmo: comer, beber, dormir e transar, nossas quatro necessidades básicas, sempre com segurança, mas também sem esquecer que estamos aqui para nos divertir. Usar-se nada mais é do que reconhecer a si próprio como uma fonte de prazer.
Dançar sem medo de pagar mico, dizer o que pensa mesmo que isso contrarie as verdades estabelecidas, rir sem inibição – dane-se se aparecer a gengiva. Mas cuide da sua gengiva, cuide dos dentes, não se negligencie. Use seu médico, seu dentista, sua saúde.
Use-se para progredir na vida. Alguma coisa você já deve ter aprendido até aqui. Encoste-se na sua própria experiência e intuição, honre sua história de vida, seu currículo, e se ele não for tão atraente, incremente-o. Use sua voz: marque entrevistas.
Use sua simpatia: convença os outros. Use seus neurônios: pra todo o resto.

E este coração acomodado aí no peito? Use-o, ora bolas. Não fique protegendo-se de frustrações só porque seu grande amor da adolescência não deu certo. Ou porque seu casamento até-que-a-morte-os-separe durou "apenas" 13 anos. Não enviuve de si mesmo, ninguém morreu.
Use-se para conseguir uma passagem para a Patagônia, use-se para fazer amigos, use-se para evoluir. Use seus olhos para ler, chorar, reter cenas vistas e vividas – a memória e a emoção vêm muito do olho. Use os ouvidos para escutar boa música, estímulos e o silêncio mais completo. Use as pernas para pedalar, escalar, levantar da cama, ir aonde quiser. Seus dedos para pedir carona, escrever poemas, apontar distâncias. Sua boca pra sorrir, sua barriga para gerar filhos, seus seios para amamentar, seus braços para trabalhar, sua alma para preencher-se, seu cérebro para não morrer em vida.

Use-se. Se você não fizer, algum engraçadinho o fará. E você virará assunto de beira de praia.

Martha Medeiros

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Um erro, duas medidas


O adultério, defendido por um passado em que predominavam relações polígamas em todos viviam em perfeita harmonia, muito recentemente ganhou um outro rótulo: a Casa 2. Contudo, neste novo figurino, de pulada de cerca, a cohabitação entre as vertentes desse triângulo nem sempre é consensual como fora outrora.


Se para os homens é uma mais-valia, são novos ares, novos sabores, novo alento em contrapartida para as esposas essa atitude representa um knock out na sua auto-estima e estabilidade psicológica, física e social. Geralmente, diante da constatação de que existe uma Casa 2, a mulher é literalmente forçada a conviver com essa situação.


A família, no sentido mais alargado, geralmente chamada para colaborar na resolução desse imbróglio, problema exclusivo da mulher pois ao homem só traz beneficios nas carências que a mulher não consegue suprir, é a primeira a solicitar que esta perdoe o erro do seu homem “pois ele é homem”.


Em casos mais extremos, tanto a familia, como o próprio “saltador” colocam a mulher na berlinda ao imporem que diante dos factos ela aceite conviver pacificamente com o novo cenário de vida à 3. Contudo, se por alguma razão o “pulador” é a mulher outro tratamento não há do que um Ra, Re, Ri, Ro, Rua! Traição femenina não tem perdão?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Copa 2010 – Sua influência sobre as mulheres




Ainda na ressaca do mundial 2010, evento realizado aqui na vizinha Africa do Sul e que mexeu com todas as sensibilidades, dada magnitude e importância proponho-me a falar de dois elementos que são considerados paixões do universo masculino, o futebol e as mulheres.

Até bem pouco tempo não era possível estes dois elementos (mulher e futebol) coabitarem no mesmo espaço, entretanto, paulatinamente o “desporto rei” está interessando o espaço feminino.
Estamos a entrar na fase em que não basta apenas usar os dotes culinários ou “camais” para segurar o homem. Hoje, a criatividade é determinante na vida a dois e o cocktail “mulher+futebol” pode fazer muita diferença no relacionamento.

Durante a copa era possivel ver mulheres vestidas a rigor, com a respectiva vuvuzela em locais públicos como restaurantes, bares e até os salões de cabelereiro, substituíam as novelas ou outros “reallity show” por futebol. Era também comum vê-las preocupadas em preparar os acepipes, gelar a cervejinha para que o maridão e seus amigos/familiares se sentissem bem acolhidos, e não para por aí a mulherada não só assistia como já batia papo “taco a taco” com os homens, investigavam, levavam novidades para os companheiros enfim, uma sintonia perfeita.

Lembro me que na véspera do mundial circulou um e-mail com regras estritamente direccionadas para as mulheres. Era um “manual de procedimentos” que as mulheres deveriam seguir durante a copa, o texto era bem claro elas tinham que deixar os homens em paz durante a temporada, sendo que o seu papel deveria ser o de pura e simplesmente organizar a logística.

Muitos homens previam que a época da copa seria um problema para eles, provavelmente levados pela ideia de que mulher não entende nada de futebol, faz muito barulho, pergunta tudo e nada, e só atrapalha. Portanto, seria impossível a convivência. Felizmente na maior parte dos casos não foi o que sucedeu, posso arriscar que esta época chegou a aproximar mais certos casais.

Outro aspecto que pode causar um desconforto nos homens é o facto de elas ao invés de se interessarem pelo jogo, desviarem as atenções para jogadores, os “gritinhos” delas não são pela finta ou pelo golo mas pelo tamanho do bíceps, o formato da perna, a tatuagem, e até pelo glamour do jogador, há cada vez mais futebolistas metrossexuais (vejam o Cristiano Ronaldo).

Mas vamos combinar oh rapaziada há casos em que não é possível ser indiferente, existem jogadores que são verdadeiros monumentos, e nem precisamos entender de futebol basta apenas assistir, e a culpa é da natureza! Queria eu ver se o futebol praticado pelos homens fosse também praticado pelas mulheres na mesma dimensão, como regiriam voces ao verem a um jogo cheio de mulherões? Pois é...

Para terminar quero aqui dar os parabéns as vasikate por mais uma vez terem tirado isto de letra, e acompanharem os vavana durante a copa de uma forma pacífica e eles também estão de parabéns por terem deixado espaço as vasikate e desta forma terem contribuído para a harmonia durante a copa.

Tenho para mim que esta copa mudou completamente a forma de estar das mulheres perante o futebol, mesmo as que já se interessavam jamais serão as mesmas. Agora enquanto esperamos pelo Brasil 2014 venha daí a liga dos campeões, o CAN ( esperamos que os nosso mambas estejam lá) e as demais ligas que nós estamos prontas!

PS: O estádio nacional que se esperava ser de grande valia durante a copa a quantas é que anda?