domingo, 12 de outubro de 2008

Medidas de equivalência

O sucesso de uma receita depende muito das medidas usadas.Para isso é necessário que tenha uma balança de cozinha em sua casa, mas se não a tiver pode usar as medidas abaixo, não são taxativas mas dão um jeito:

Líquidos
1 litro -4 copos- 1.000ml
1 Chávena- 16 colheres de sopa -240 ml
1 copo de qualquer líquido- 250g

Sólidos
Medidas de colheres :

Açúcar-1 colher de sopa 15g
Chocolate em pó-1 colher de sopa 10g
Manteiga-1 colher de chá 5g
Manteiga-1 colher de sopa 15g
Fermento-1 colher de chá 5g

Uma chávena de chá de:
Açúcar -160g
Arroz -210g
Amêndoa, nozes, castanhas- 140g
Coco ralado -80g
Farinha de milho -150g
Farinha de trigo -120g
Farinha maizena -150g

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Sogra: inimiga mortal ou amiga fingida?



Regra geral, as sogras são conotadas como sendo pessoas execráveis. Quando se fala de uma sogra, várias são as formas com as quais ela é designada. Umas, por serem carinhosas são designadas e tratadas por mães, outras em gozação, e talvez também pelo seu génio, são chamadas de víboras e um infindável leque de outros títulos venenosos.

Lidar com uma sogra é um momento de apreensão para a nora e, talvez, para a própria sogra e, algumas vezes, do filho da mesma. Mas afinal quem é uma sogra? Sogra é aquela mulher que gerou o homem que você hoje ama desalmadamente e que de toda a forma quer viver em paz e em tranquilidade.

A convivência nora e sogra é um momento de profunda tensão, sobretudo nos primeiros contactos em que tanto uma como outra, como se de animais se tratassem, procuram marcar o seu terreno. Se a sua mãe ainda a trata como “filhinha” porque a sua sogra não terá esse direito para com o seu filho?

Fulana: “Eu e minha sogra nos damos muito bem, eu até acho que ela gosta muito de mim, pelo menos é o que parece. Já tivemos nossas desavenças, mas são coisas que já superamos, e agora nosso relacionamento é de mãe e filha!

Beltrana: “Gostaria que voltasse a ser como no começo: era uma verdadeira maravilha. Mas agora, está um horror. Aliás, faz muito tempo que não vou na casa dela, evito encontrá-la. Ela mudou muito comigo.”

Sicrana: ” Eu e a minha vivemos um dilema: ela não gosta de mim. Acho que tem ciúmes ela e diz que eu sou metida e mimada.”

Bom, esse tem sido o teor de conversas entre mulheres, no lado muito suavizado da coisa pois, jararaca (influência das novelas brasileiras), feiticeira, metida, cobra, bruxa, guardiã do Inferno, urubu, verme, maldita, chata, etc., têm sido os termos, também veneníferos, com que se designa a mãe do nosso mais-que-tudo. Portanto, as sogras têm sido alvo de verdadeiras patetices, alcunhas e piadinhas de muito mau gosto quer por parte dos genros como das noras.

Mas o que leva a que as sogras seja estampado tantos predicados negativos? Entre outros, sem querer, elas acabam, como qualquer um, excedendo-se e metendo os pés pelas mãos muitas vezes esquecendo-se, por exemplo, que já não estão na posição de mãe mas de avó. E o pior de tudo, é que acabam se esquecendo que a nora é maruja de primeira agua enquanto que elas já sobreviveram a vários maremotos.

A grande preocupação das sogras é de verem os seus filhos bem casados, com mulheres que os amem e que deles bem cuidem. Outro receio de muitas sogras, é o de verem os recursos dos filhos (salário e outros rendimentos) passarem para o beneficio da família da nora em detrimento da sua, algo que pode acontecer se este tiver posses, souber salvaguardar o interesse de todos e distribuir equitativamente o mal por todas as aldeias.

Na sociedade moçambicana, aquando do celebração de casamentos, quer sejam civis ou tradicionais, vulgo lobolo, às futuras noras, numa cerimónia denominada kulaya ou aconselhamento, são orientadas a respeitarem e a tratarem as mães de seus maridos como se de suas próprias mães se tratassem. O acatamento dos ensinamentos desta cerimónia tem sido fundamental para a convivência pacifica no novo lar se as recém casadas souberem dobrar-se e impor-se quando necessário.

Aliás, regra geral, quando uma mulher, sobretudo as que vivem em casa de suas sogras, visto que é extremamente difícil ter casa própria hoje em dia, comporta-se mal diante da sogra ou dos restantes membros da família o comentário/questão que se ouve é “está não foi layada”, devidamente aconselhada ou faz pouco caso dos conselhos que seguramente a família primeira transmitiu.

Outrossim, o facto de sermos mulheres que se dizem esclarecidas pelos anos de banco na escola, sermos independentes financeiramente e um sem fim de outros factores que jogam para que sejamos as tais, aliados aos preconceitos em relação as sogras, fazem com que o nosso relacionamento com estas nem sempre seja um mar de rosas. Mas, ter uma convivência pacifica com a sogra, não importa quão elevados são os problemas por estas causados, não é muito difícil: requer apenas um jogo de cintura que só mulheres que sabem amarrar capulana o podem fazer.

Do mesmo jeito que você prepara o tempero de uma salada, na interacção com a sua sogra, combine firmeza, amabilidade, paciência e mão firme. Se, por exemplo, vocês não vivem juntas e a visita dela é assídua, não a receba de má vontade, mas dê a entender que, apesar de ela ser muito bem-vinda, gostava de ter mais tempo para estar com o seu núcleo familiar. E faça o favor de a visitar também para que ela não se sinta jogada no lixo.

Se o assunto são os seus filhos, se ela ralhar com eles, mantenha a calma e o sentido de humor, afinal foi ela quem educou o seu queridinho e, de vez em quando, não faz mal nenhuma as crianças saberem que da avô não vem só mimos. Entretanto, se rivaliza pelas crianças, imponha as suas próprias regras e diga-lhe que ninguém gosta mais dos seus filhos do que você, mas tente fazê-lo sem se aborrecer.

Se ela a ignora, não referindo o seu nome ou não dialogando consigo, diga-lhe com tranquilidade que essa atitude a incomoda, mas evite os maus modos, afinal as verdades são para ser ditas e não vale a pena passar a vida a engolir sapos. Por último, reveja os seus conceitos de sogra e trate a sua sogra como no futuro gostaria de ser tratada pela sua nora...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Feminismo ou supremacia feminina?

Um homem com crenças de que é superior à mulher tem como estampa o chauvinismo, vulgarmente conhecido por machismo. Muitas vezes, quando a bola está do lado da mulher, a mesma crença é designada feminismo. Será esta concepção correcta?

Quando se usa o termo feminismo, como o reverso do machismo, a questão não é outra do que uma tentativa de satanizar a mulher com o intuito de a chamar tirana, déspota, dominadora ou megera. Na nossa sociedade, isto ocorre muito quando uma mulher demonstra ter capacidade de gerir por si só a sua vida ou quando conquista um “espaço público” que, a principio, parece exclusivo de homens.

Um exemplo concreto disso, era a conotação que a líder da LDH, Dra Alice Mabote, teve quando invadiu o tal “espaço público” e a sociedade, sobretudo a masculina, não percebia porque era ela frontal e destemida. E, ainda hoje, há homens que vêm nesta líder dos direitos humanos uma tirana. Logo, as feministas não olham só para si mesmas entanto que mulheres.

Assim, aos olhos do mundo, os projectos e as reivindicações feministas aparecem como uma tentativa de implantar uma supremacia feminina à custa de uma subordinação masculina. Por isso, todas a iniciativas femininas ou vozes mais incómodas são imediatamente rotuladas de feministas. Puro engano!

O que é então o feminismo? O oposto do machismo? Uma crença feminina de que a mulher é superior ao homem? Não! O feminismo é um movimento que luta pela igualdade das mulheres em relação aos homens, defendendo, por exemplo, uma educação idêntica de meninas e meninos.

Saiba mais vendo as nossas fontes:
Conceito de feminismo
Feminismo, um nome novo
Feminismo e direitos humanos das mulheres

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Saude materna e infantil (2)




Semana Nacional de Saúde da Criança

Tem inicio hoje até ao dia 10 de Outubro a campanha de vacinação contra o sarampo e suplementação da vitamina A, para crianças com idade entre 0 e 5 anos.


O bem mais precioso que possuimos é a saúde, a prevenção de doenças é importante para obtenção de uma saúde perfeita. Assim, para que seu filho goze de uma perfeita saúde e a mantenha quando atingir a idade adulta é imprescindível acompanhar e cumprir rigorosamente não só o calendário de vacinação, como também as campanhas que são promovidas pelos serviços de saúde .


As vacinas são produzidas a patir de vírus ou bactérias para estimular o sistema imunológico das crianças a produzir anticorpos contra as doenças. Uma vez vacinada, caso a criança seja afectada por esses virus ou bactérias o seu sistema imunológico irá reconhecê-los e eliminá-los.

Por isso pai, mãe, avó, encarregado de educação leve a sua criança menor de 5 anos ao posto de vacinação mais próximo.



E lembre-se “criança saudável criança feliz

domingo, 5 de outubro de 2008

Pudim (1)



De laranja (1)…

Estamos na época das laranjas, encontrá-mo-las em qualquer esquina.Em menos de uma hora vamos preparar um pudim bem apetitoso. É simples como sempre vejam:

Ingredientes

Caramelo*
Com a mesma colher de sopa meça:
4(quatro) de açúcar, 2 (duas) de água e 1 (uma) de sumo de laranja

Pudim
6 (seis) ovos
½ (meia) lata de leite condensado
Sumo de 2 (duas) laranjas grandes**
1 (uma) chávena leite fresco
Raspa das laranjas que usou para o sumo

1º. Leve ao lume o açúcar com a água e sumo de laranja e ferva até obter ponto de caramelo.Retire e verta numa forma de pudim, forrando o fundo e as paredes com ajuda de uma espátula.

2º. Bata os ovos com o leite condensado e o sumo de laranja por cerca de 10 minutos, de seguida verta o leite fresco em fio e bata tudo junto por mais 10 minutos, por fim deite a raspa da laranja para aromatizar.

3º. Verta na forma e coza, em banho-maria, por cerca de 30 minutos. Deixe arrefecer e desenforme.Bom apetite!

* Há quem prefira preparar o caramelo directamente na forma do pudim, eu sugiro que o faça a parte pois, o risco de quaimar é menor.
** Depois de espremer as laranjas, passe o sumo por um coador de rede fina, para reter as estrias.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Dama de ferro africana



Em África, factores socioculturais, agravados por um contexto altamente desfavorável, tornam o espaço público uma «reserva» quase exclusivamente masculina, reforçando a tese que indica os cuidados com o lar, a família e os filhos como tarefas essencialmente «femininas». No entanto, a situação tende a mudar, talvez mais aceleradamente do que alguns imaginam.

Hoje, África tem a sua «dama de ferro» uma mulher africana de 66 anos, mãe de quatro filhos e com seis netos: a economista Ellen Sirleaf-Johnson Presidente da Libéria, a primeira mulher a assumir o cargo em África. Ao ser eleita, a «dama de ferro» do continente – como passou a ser conhecida – inscreveu o seu nome na restrita lista de 13 mulheres que exercem a função de Presidente ou Chefe de Governo em todo mundo.

A participação de inúmeros Chefes de Estado africanos e representantes de Governos de todo mundo atestou a importância da cerimónia de investidura desta descendente de ex-escravos americanos. De igual modo, a presença de Condolezza Rice, secretária de Estado norte-americana e de Laura Bush, primeira-dama dos EUA, deu um indicativo não apenas da atenção estratégica que a maior potência mundial dedica a esta nação africana, mas também da sua valorização do imenso significado simbólico do acontecimento.

Incumbida de administrar um país devastado por uma guerra civil de 14 anos, a Presidente da Libéria adoptou como prioridade a luta contra a corrupção. Um dos primeiros sinais de que o rótulo de «dama de ferro» tinha razão de ser, foi a corajosa decisão de demitir todos os funcionários do Ministério das Finanças, impondo aos que quisessem regressar a realização de testes de aptidão. A ousadia de ordenar auditorias a todos os ministérios no intuito de esclarecer sinais de corrupção envolvendo ex-ministros e altos funcionários suspeitos de desvios de bens públicos insere-se entre as medidas imediatas tomadas por Ellen Sirleaf-Johnson.

Ao que tudo indica, apostar na competência e qualificação técnica afigura-se como uma das armas escolhidas por esta mulher para vencer o desafio de recuperar o país fragmentado em todos os sectores. Não lhe faltam, para isso, capacidades e experiência administrativa. O impressionante currículo da economista formada em Harvard, antiga ministra das Finanças no Governo do Presidente William Jolbert Júnior nos anos setenta, inclui os cargos de funcionária sénior do Banco Mundial e directora do Bureau regional da Agência de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD) para África, depois de ter sido durante seis anos (1986-1992) vice-presidente do Comité Executivo do Equator Bank, em Washington.

Sentenciada a dez anos de prisão durante o regime de Samuel Doe, que, em Abril de 1980, liderou um Golpe de Estado contra William Tolbert, Ellen Johnson-Sirleaf ficou encarcerada por um curto período, regressando posteriormente ao exílio. Em Setembro de 1990, Samuel Doe foi deposto e assassinado por Charles Taylor, ficando assim criadas as condições políticas para o retorno da «dama de ferro» ao seu país, o que aconteceu em 1997. Nesse ano defronta o novo homem forte do país, para quem perde as eleições presidenciais.

Ellen Johnson-Sirleaf disputou a presidência com o ex-futebolista George Manneh Weah, do Paris Saint Germain e do AC Milan da Itália tendo convencido o eleitorado na segunda volta, tendo sido declarada vencedora a 23 Novembro de 2005. Os traços da biografia e trajectória política da Presidente da Libéria contradizem uma realidade que, em diversas partes do mundo, subalterniza a mulher e restringe a sua participação em diferentes sectores da vida social.


Adaptado de As mulheres africanas e o Poder

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Retrospectiva de Agosto

Depois de intensa introspecção e conversa franca, entre as colaboradoras do blog, eis a grande decisão: Vasikate va Moçambique, veio para ficar. Cientes de que o universo feminino, tal como em tudo no seu dia-a-dia, simplesmente balda-se para factos que podem mudar e melhorar a sua vida, com a existência de um blog a elas dedicado não poderia ser diferente.

Pelo que pudemos notar, na concepção de muitas mulheres, estranhamente que lidam diariamente com o computador e com a Internet, os blogs são assuntos de homens. Santa sabedoria! Preferem gastar tempo com futilidades enviando e reenviando mails sem nada de construtivo.

Fizemos uma experiência enviando um mail, desses que se não foram reenviados fica-se com N anos de azar ou outros tantos anos de infelicidade! O mail em questão tanto girou que voltamos a recebe-lo 16 vezes e a cada vez a corrente ia-se alastrando. No entanto, ao publicitarmos o Vasikate va Moçambique, pela mesma via, nada aconteceu.

No final do mês fomos brindadas com a entrada de Mitumwane que trará ao Vasikate assuntos de várias latitudes sobre o feminino. Repetindo o discurso passado, reiteramos nossa vontade em ver participar mulheres para que juntas e em diálogo permanente possamos construir ideias há muito adormecidas nos nossos desejos.

Neste momento de balanço nada mais nos resta do que agradecer e incentivar mais contributos e apoios de todos bloggers e anónimos visitantes.